Série: cada um no seu lugar VI -O Teclado
Terminando a série “Cada um no seu lugar”, hoje vou falar sobre o teclado/piano. Como eu já comentei com alguém, o instrumento mais egoísta do mundo. Geralmente o tecladista quer fazer tudo sozinho, criar os arranjos, escrevê-los e executá-los também, como se fosse uma orquestra inteira. Eu considero o resultado de péssimo gosto.
Não existe nada mais clichê em igreja do que teclado, principalmente se ele começa todas as músicas com um arranjo bem meloso.
Calma pessoal, nada contra o teclado, aliás, sou tecladista, porém defensor da opinião que o tempo de protagonista desse instrumento já acabou faz muito tempo. Ele agora é mais um coadjuvante em um time em que não existe uma estrela principal.
Você pode tornar os momentos de louvor na sua igreja uma verdadeira chatice, levando a igreja ao sono e cansaço, digo isso por experiência própria.
Erros comuns do tecladista:
- Se achar uma banda inteira
- Fazer solos melosos e enjoativos
- Sempre começar as músicas
- Sempre fazer um solo no meio das músicas
- Sempre terminar as músicas
- Enrolar dizendo que sabe tocar (já fiz isso)
O que é certo:
- Se virar em dez quando falta uma pessoa (técnica ajuda)
- Não fazer solo toda hora
- Buscar fazer sons os mais reais possíveis, senão fica igual pianinho de criança
- Usar pads em horas certas, pra não ficar parecendo a entrada da nave da Xuxa
- Usar o Piano, última tendência do Rock (estilo mais aceito na igreja!), que está chegando com força e bons representantes. Ex: Leeland
- Lembrar-se que existem outras pessoas tocando com você
A série terminou mas você pode acompanhar mais posts na categoria louvor.
O cobertor e o quase cafézinho
São Paulo está frio, muito frio mesmo! Um amigo aqui do trabalho disse que viu não sei onde, que hoje foi a madrugada mais fria desde 1991. Eu nem senti esse frio todo, estava com quatro edredons, o que me deixa com a consciência pesada por saber que tem gente que não tem nenhum…
Outro dia uma pessoa, que trabalha comigo também, viu um mendigo passando frio na rua, tremendo e chorando. Quando chegou em casa ela pegou uma sacola bem grande e juntou algumas roupas e cobertores pra levar pro velhinho, que ela via quase todos os dias no caminho do trabalho. Só que por algum motivo ela não o viu. No outro dia ela pegou a sacola de novo, enorme, tipo sacoleiro, e levou novamente, e não encontrou o mendigo de novo. Em vez dele apareceu uma senhora, que acabou ganhando o kit boa-ação. Como ninguém é bobo, a senhora agraciada aproveitou e disse:
Você não tem dinheiro pra pagar um café pra mim, não?
A pessoa que doou os cobertores não é cristã-evangélica, e a velhinha é bem esperta. Ela não ganhou o café, mas ficou muito feliz com “o presente”.
Inspire-se
Ontem na igreja compartilhava com uma pessoa o podcast do louvor da Lifechurch.tv, disponibilizado semanalmente.
Alguém chegou ao nosso lado, e comentou: “Nossa! esse Jaiminho (meu apelido) é fascinado por essas igrejas internacionais“. Não preciso nem ressaltar o Xenofobismo cristão presente na frase, e o desprezo por algo que não seja genuinamente nacional, se é que existe.
Não culpo em nada a pessoa que disse isso, até porque isso não é um preconceito oriundo dela, mas de um pensamento comum da nossa nação.
Não sei em que momento a igreja do Brasil se desembestou a pensar que toda a unção de Deus está aqui, que o avivamento está surgindo da nossa nação, frase que virou até clichê em algumas ministrações, principalmente as “proféticas”.
Nos apropriamos de algo que Deus está fazendo no mundo, este avivamento, os olhos sendo abertos é algo que flui pela Terra. Fico muito feliz em ver a igreja americana em integração com nossos irmãos da Australia e vendo como esse despertar tem feito bem a todos.
Por muitos anos o evangelho na America foi tratado com o mais severo desdém, e respiro tranquilo sabendo que ainda somos 1(UM) corpo, quando vemos que apesar de doente, ao invés de lutarmos contra nos mesmos, buscamos juntos, força para nos fortalecer ao invés de apontarmos os erros uns dos outros.
Tem sido inspirador descobrir novos jeitos de tornar aquilo que fazemos mais interessante. Nunca pense que você é suficientemente sábio!
O pão francês que você come todos os dias, pode adquirir um gosto diferente com apenas um detalhe. Pode ser esquentando, ou talvez recheado, ou mesmo colocando ele em um prato diferente. Nem por isso deixará de ser genuinamente o pão francês.
Penso o mesmo da palavra. Ela continuará sendo a mesma imutável palavra de Deus, só que apresentada de uma jeito ( em um prato ) diferente. A fórmula vale para todos os departamentos/ministérios (não discuto nomenclaturas) da igreja.
Fiquei muito entusiasmado com o louvor da Lifechurch.tv , e acredito que a fórmula pode ser aplicada a qualquer igreja. Existem músicas, que nunca pensamos em tocar no louvor, mas que de alguma forma seria apropriada para expressar aquele momento em especial. Simplesmente ignoramos algo que não seja gravado por uma banda que possua em seu nome algo do tipo: “Ministério Profético de Adoração Extravagante e Dança de Cura A Tenda de Deus no Deserto” da gravadora “Restituição Explosiva”.
Porque não cantar Cura-me do Oficina G3? Ou Sound of Melodies do Leeland? Letras com expressão sincera de vários momentos reais que passamos em nossa vida. Sinceridade tem que fazer parte dos nossos momentos de adoração! Não apenas palavras bonitas para agradar a Deus. Ele está sendo adorado por anjos que não tem problemas no céu.
A adoração arrogante está sobre o púlbito: a mentalidade de que devemos agradar Deus para que ele faça coisas por nós, e se ele não fizer cantam-se músicas mandando ele se lembrar do seu povo, das promessas dele… E esperneamos pirracentos pedindo para ele devolver aquilo que nos foi tirado, sem nem sequer passar pela cabeça que talvez tenha sido ele mesmo quem tirou, aquilo que não era bom ou adequado para o filho dele!
Precisamos buscar algo bom, e talvez isso esteja fora daqui do nosso país. Sinceramente tenho sido inspirados pelos irmãos de lá, e não só eu, como várias pessoas tem buscado conhecimento lá fora. Não que aqui não tenha, aliás existe muita coisa legal, mas sempre é bom agregar algo ao que já se tem. Talvez o seu pão precise de um pouco de Nutella.
Diferente mas humano
Hoje o meu leitor rss, me fez mergulhar em um mar de pensamentos e reflexões.
O Andrew Osenga fez ótimos posts, mas me chamou atenção o deep and wide, realmente um compositor não escreve só músicas com poesias, em tudo que faz, existe inspiração, sentimento!
Outro post legal, eu vi no Church Relevance, sobre o mais novo livro do Eric Michael da Mosaic Church, “Peppermint-Filled Piñatas”. E dele só basta um texto para te fazer pensar o resto da semana:
Nós (cristãos) temos a tendência de julgar quem não conhece a Cristo, com os mesmos padrões que temos para nós mesmos. Não devemos nos surpreender pelo fato de que as pessoas que não entregaram sua vida a Cristo vivam de uma forma diferenciada.
Pelas citações do post, deu para ver que o livro é uma coletânea de idéias, sobre o amor que a igreja deve dispensar àqueles que não fazem parte dela.
Think about!
Amigos pela web
Tenho três anos e pouco de contato com a Internet. Muitas opiniões irrelevantes espalhadas em fóruns, milhares de pesquisas guardadas no cache do Google , e alguns posts nesse blog que alguns de vocês acompanham, ou de alguma forma caíram através de uma pesquisa.
Ao longo desse tempo conheci algumas pessoas, e por incrível que pareça, boa parte delas ainda mantém contato comigo.
A Carol, por exemplo, é a pessoa online que se tornou mais próxima de mim. Conheci pessoalmente em uma vez que ela foi na reunião de jovens lá da igreja. O vínculo criado é de tanta intimidade que chegou ao nível de se emprestar cd e não devolvê-los. O meu exemplar de Who We Are Instead – Jars of Clay, com todo o seu lindo acabamento está com ela já faz uns dois anos! Mas um dia eu a encontrarei novamente. Enquanto isso aproveite a boa música Carol.
Como a amizade cria um grau de intimidade a níveis perigosos, ao longo dela também existiram as picuinhas.
Quem nunca ouviu algo sobre o extinto Switchfan? Pois é… ele não foi uma lenda, realmente existiu! E lá estava a Carol e eu criando dezenas de posts diários, sobre cada passo da banda de surfistas de San Diego.
Como tudo não é o mar de rosas, surgiram pequenos desentendimentos, e como desde o início o Switchfan teve sempre mais o estilo Carol, acabou ficando nas mãos dela, e mais tarde o hospitaleiro Gospel+, aderiu a causa e surgiu o gigante Switchfoot.com.br, com menos posts e conteúdo melhor.
E mais uma vez a amizade prevalece, ela e eu somos parte de hospedeiros parasitas do G+, e continuamos amigos. Em breve você verá uma historinha minha no atitudemag, o blog da Carol com cultura Pop, música ,moda e mais um monte de penduricalhos para você ler/ver.
Outros amigos da web:
Everson – companheiro de igreja, e compartilhador de gosto musicais.
Paulo – Mestre e companheiro de Skype.
Dan – Aquele que não reponde suas mensagens, mas ao mesmo tempo está sempre disponível (Help-Desk).
Adriano – conselheiro, advogado para casos relacionados a direitos autorais e depósito de links, que resultam em futuros posts.
Tem mais um monte de gente legal nessa lista, aí no Blogroll aí do lado.
Mais Doxologia – Lucas Souza
Quando gosto de uma coisa, viro disco arranhado.
Quem quiser ver mais sobre o EP Doxologia, dá uma passada no blog do Lucas Souza. Tenham todos um bom final de semana.





