Remoendo músicas e posts
Uma das dicas de produtividade do Daily Blog Tips, é escrever mais do que se posta.
Sim, isso é verdade. Textos são como pães caseiros. Tem que se ter um tempo para curtir, para depois levar ao forno a uma determinada temperatura, e depois de meia hora tirá-los e deixar esfriar. Logo, ter muitos textos ainda não publicados, significa ter outros vários levedando no sol.
Eu não tenho postado muito, e nem escrevido também mas, como sempre, continuarei avisando que isso mudará daqui uns dias.
Ainda não tenho o novo endereço do blog, apenas uma ótima idéia que não foi minha, mas que é um belíssimo nome com um trocadilho daqueles que se diz “como eu não pensei nisso antes?”.
Quinta-feira começam as minhas aulas, que na verdade só começarão mesmo lá pelo dia 14. Dia 7 é o trote. Se você quiser aparecer no farol lá perto da São Judas com 10 reais na mão pra livrar minha barra, será digno de eternos agradecimentos.
Um recém achado que quero compartilhar com todos: o Rádio. Sim o rádio. Esse equipamento de última geração que você deve ter por aí, ainda conserva alguma graça diante dos ouvidos antenados de hoje.
Em São Paulo, a Rádio Eldorado FM tornou-se a minha trilha do rush. Por volta das 19:00 começa um programa chamado Sala dos Professores. O apresentador, em alguns programas, empunha um violão, explicando príncipios básicos da composição musical, com vários clássicos do Jazz e da MPB de extremo bom gosto. Se você além de ouvir música, analisa e rumina os sons, vai gostar muito, eu garanto. Pena que são só 20 min de “aula”.
Uma ótima semana a todos!
Paxtor Abóbrinha e o método iPod
Depois de conhecer a “unção do iPod“, o Paxtor Abóbrinha resolveu implantar o método i0(zero) em sua igreja afim de melhorar os resultados:

Banda de um hit: Phantom Planet
Essa banda tem uma musiquinha legal, que todo mundo conhece da abertura de O.C., uma série famosa de TV. Você conhece alguma outra do Phantom Planet?
Eu resolvi ouvir alguma coisa deles, e achei até bom, lembra em alguma coisa The Strokes. Dá uma olhada no MySpace, e fiquem com uma performance ao vivo de California:
Um final de semana bem pop chicletento a todos.
Crendo em Deus mesmo não tendo certeza de Sua existência
Muito bom estar vivendo nessa época onde o gênio cristão mais improvável que existiu tem a sua obra estudada e valorizada como nunca antes.
Estou falando de C.S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia. Ex-ateu e um pensador carregado de dúvidas mescladas com uma grande fé.
Uma das histórias mais interessantes da série do país de Aslam é A cadeira de prata. Dois dos meus personagens preferidos estão “estrelando” nesse livro: Eustáquio, que desde A Viagem do Peregrino da Alvorada já me cativou com seu sentimento de superioridade em relação aos primos, e sua capacidade de escrita impecável. Ri muito de seus delírios em achar-se mais certo do que todo mundo, detentor de toda sabedoria e conhecimento diante daquela “gentalha”.
Outro grande personagem de A cadeira de prata, é o Brejeiro, um paulama (tipo semi-humano de Nárnia). É um pessimista dos grandes, sempre prevendo as catástrofes mais sangrentas de deixar Quentin Tarantino no chinelo.
Um dos trechos mais belos do livro, é um citação do própio. A cena é mais ou menos essa: o Brejeiro e as crianças estão encantadas com uma fumaça esquisita e uma música da feiticeira. O narniano tentando se libertar, pisa em um amontoado de brasas, afim de se livrar do êxtase gerado pela encanto, que a esta altura já os faz esquecer da existência de Nárnia e do própio Aslam. Depois de queimar os pézinhos, e impregnar a sala com cheiro de paulama, temos a citação, onde Lewis revela mais de si do que em todos os livros:
Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo. Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um narniano, mesmo que Nárnia não exista. Assim, agradecendo sensibilizado a sua ceia, se estes dois cavalheiros e a jovem dama estão prontos, estamos de saída para os caminhos da escuridão, onde passaremos nossas vidas procurando o Mundo de Cima. Não que as nossas vidas devam ser muito longas, certo; mas o prejuízo é pequeno se o mundo existente é um lugar tão chato como a senhora diz.
Poderia até “traduzir” o que ele quiz dizer, mas só vou deixar uma mensagem: sinta-se muito confortável em suas crises de fé, porque na verdade elas podem ser um momento de grande lucidez.
O que vai acontecer quando o iPod desligar
Nem só de resmungação vive o iPodJesus, então hoje vou contar algumas coisinhas legais que se passaram por aqui durante esses dias.
Para iniciar recebi boas notícias sobre duas de minhas bandas favoritas, e se você está na faixa etária entre 20 e 30 anos, vai gostar também. Uma é a vinda do Jars of Clay ao Brasil, um dia depois do meu aniversário. Aproveito o momento para compartilhar ótimos links. Outra é a volta da tão saudosa Sixpence None the Richer, anunciada pela própia Leigh Nash em seu MySpace. Em breve teremos um EP deles.
Nem só de música e show viverá o player:finalmente entrei para a faculdade com um atraso de 3 anos. Matutei bastante sobre qual curso escolher e acabei escolhendo Letras, que desde que me lembro foi a carreira que eu sempre planejei. Pretendo compartilhar alguns momentos dessa estrada de 4 anos com vocês, se tiverem paciência e me acharem por aí em novas urls da vida. Outras novidades virão por aí.
Antes que eu pareça neopentecostal, vou deixar a marca rabugenta por aqui: tive um pequenino ataque alérgico no Domingo depois de uns sanduíches de queijo e presunto prensado que comi na igreja. Estou com olheiras enormes, meu nariz está escorrendo, e eu sou um cristão preguiçoso e na medida do possível, sincero. Esse último adjetivo não é tão ruim né? Depende do seu ponto de vista…
Estou estudando como escrever algo do tipo Cristianismo: religião de chatos, filosofia de vagabundos. Aguardem.
Me perguntam quais serão os novos projetos depois do sepultamento do iPodJesus. Não sei direito, só sei que serão dois projetos. Um tratando de planos para uma viagem, a la Diários de Motocicleta, inicialmente pela região nordeste do Brasil. Nesse caso haverá parceria com um grande amigo, mais chegado que irmão. Esse blog, será uma mistura de subversão (não chega ser a pervesão) e espiritualidade. Eu acho… Pra falar a verdade sabemos muito pouco, só que será sobre a viagem. Vamos ver no que dá.
O outro projeto será um blog meio que filho do iPod, só que menos segmentado, não pela música, que inevitavelmente continuará sendo recorrente, mas pela abrangência de público, não creio que será maior. Será, no mínimo, mais variado.
E fica um trecho de uma música que gosto muito e que costumo tratar como uma crítica ao neopentecostalismo. O oferecimento vai especialmente para aqueles que acham que perder é ser menor na vida:
Los Hermanos- O Vencedor
Olha lá quem vem do lado oposto
E vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
Sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
Levo a vida devagar pra não faltar amor
Uma boa semana amigos!
Postado ao som de Rebel Rebel do David Bowie, que deve ser inspiração de Dead Man do Jars of Clay.
As escolas literárias do iPodJesus e 100 músicas essenciais – God Only Knows
Na escola, uma professora me fez gostar de literatura. O nome dela era Dirce, mulher do Vicente Neves, que era um homem que tinha a maior mercearia da cidade. Isso foi quando eu morava em Minas Gerais.
Ela falava dos livros com uma paixão! Dava vida a poemas, e colocava sentido em escolas literárias como se fosse o motivo pela qual ela viveria. Pra falar a verdade eu acho que era quase isso. Ela não nos obrigava a decorar a diferença entre um estilo ou outro, mas isso acabava acontecendo por osmose.
Desde o começo eu não gostava do Romantismo, com seu culto ao belo e o endeusamento dos humanos. Já o Realismo/Naturalismo, me despertou o interesse pelo fato de mostrar quem realmente somos, em alguns casos até pior do que parecemos, leia bem, parecemos. Histórias como em O Cortiço, são mais comuns do que se escrevem hoje em dia.
Resolvi dividir o iPodJesus, na sua curta e final existência, em algumas escolas literárias, até recentemente não estudadas:
- Bobismo clássico: Conteúdo fraquíssimo, geralmente originado em inspirações copio-colísticas. O culto a cds e ícones da música gospel, são características marcantes do período. Destaca-se obras como Jesus’ Blood Never Failed Me Yet. Entende-se como o período da empolgação (fogo de palha).
- Youtubismo irrelevante: Conteúdo ainda fraco, com alguns lapsos aproveitáveis. Caracteriza-se a descoberta do embed do YouTube, o que permitiu posts mais regulares, de qualidade altamente questionável. Dessa época obtem-se referencias interessantes como Análise da capa de Redemption Songs – Jars of Clay.
- Bloguetismo neo-clássico – Conteúdo meia-boca, inspirado em blogs dos outros.
- Bandarlaguitismo moderno- O ADSL chega mais ou menos nessa época, para revolucionar a publicação literária. Pitadas de sarcasmo, que precederia outros estilos já podiam ser notadas em obras como “Não compraria livros com estes títulos“.
- Carochismo realista- A coisa desanda: a crise existencial, a revolta contra instuição que supostamente representa Cristo, a irônia em níveis altíssimos, é o que compõe textos como “Davi segundo Tarantino Volume II” e “Era um cristão chato“. Este último é uma crítica ao Bobismo Clássico.
- Decadentismo obscuro – O colapso, a reijeção à qualquer forma, seja de beleza, de feiura e até mesmo de existencia. O período é contemporâneo por isso seus efeitos e características devem ser acompanhados de perto. Um exemplo característico da época é a obra recentemente publicada no dotBlog, “Cristãos, chachaça e a tendência para a chatice“.
E para as 100 músicas essenciais de hoje, fica God Only Knows, interpretado por Jamie Cullum.





