Sixpence None the Richer voltou
Depois da longa novela envolvendo gravidez, bandas novas, trabalhos solos e rompimentos mal explicados, Sixpence None the Richer voltou com música nova no MySpace, shows e vídeo no YouTube.
Não, eles não pararam na década de 90! Pelo contrário Leigh Nash e Matt andam se virando muito bem com as novas tecnologias.
Tem coisas que nunca acabam, como uma boa banda que, na verdade, é só uma reunião de velhos amigos!
Posts na estante do Diversità

Durante meu tempo de abstinência de um blog próprio, andei contribuindo com o meu blog favorito (quero meus 10 reais depois) : Diversità, do grande amigo pilantra Ricardo.
Como a parceria foi um tempo muito bom, o rapaz me deixou permanecer na casa dele, junto com a belíssima Manoella, distribuindo minhas divagações de crise existenciais.
Todas as terças-feiras tem um post meu lá.
Estes são alguns dos que eu já publiquei:
- Tire férias do mundo
- Lições de Persistência
- Das convenções, regras e necessidades (Complicando-se com o Cristianismo)
- Livros são arte de leitores
Uma boa semana a todos!
A vida no meio do mato
Quantas vezes você já não ameaçou as pessoas que iria sumir para sempre, aí sim todos iriam ver o que é bom pra tosse? Eu já repeti isso centenas de vezes…
Chris Mccandless foi mais corajoso e, deixando as promessas, colocou o pé na estrada e foi andar pelo mundo.
É muito fácil sair por aí andando com dinheiro e um carro, né? Chris era rum rapaz rico, aliás ia ganhar um carro novo antes de ir para Harvard, a melhor faculdade dos EUA, senão do mundo.
Cansado da vida abastada, arrumou a trouxa, estragou o velho carro no deserto e doou todo o seu dinheiro. Viveu com “ciganos” e um senhor viúvo. Era um rapaz excepcional.
A história virou o livro e o filme Into the Wild (Na Natureza Selvagem é o título em português). Assisti e, até agora, continuo a achar o melhor filme que vi esse ano.
Pesquisando mais sobre a vida de Mccandless, descobri algumas fotos de sua infância e de tempos antes de sua morte. No album há imagens de sua mãe levando flores ao ônibus onde o aventureiro deu seu adeus à nossa louca sociedade.
Se não bastasse o bom filme, a trilha sonora é também um show a parte. Eddie Vedder, gravou um disco exclusivo para o filme, com músicas para colocar e enfrentar o trânsito de olhos fechados, ou se meter em uma empreitada de ir viver na Amazônia, que tal?
Nos tempos de escola.
Chris pouco antes de morrer.
Ainda com o “carro”.
Top 10 músicas de rock cristão segundo um judeu
Daniel Radosh, é um judeu autor do livro Rapture Ready: Adventures in the Parallel Universe of Christian Pop Culture.
Com a sua vasta experiência transitando pela cultura pop cristã, ele resolveu publicar uma lista com os 10 melhores rocks cristãos de todos os tempos, que ele ouviu durante a época que isolou-se no mundo das rádios cristãs americanas. Então vamos a lista (links para as músicas no YouTube):
1) Why Don’t You Look Into Jesus?, Larry Norman.
2) Kiss Me, Sixpence None The Richer.
4) Every Grain of Sand, Bob Dylan.
5) The Lust, The Flesh, The Eyes and The Pride of Life, the 77s.
7) Nice and Blue (Part 2), mewithoutYou.
My Apology, Jonathan Rundman.
9) You Know That (Is Nothing New), Vigilantes of Love.
10) Come On, Andy Hunter.
Apesar do tom meio sarcástico da matéria, Daniel Radosh escolheu boas músicas, tirando uma ou duas bizarrices. Se essa lista fosse minha, manteria o Sixpence, Pedro the Lion, Bod Dylan e talvez o Larry Norman. Acrescentaria Jars of Clay, alguma do Switchfoot e um clássico do performático Michael W. Smith (Secret Ambition pra ser mais exato). É importante ressaltar que aqui tratamos de músicas importantes, marcos, e não de preferências.
Se você tem um inglês, ainda que arrastado (como o meu), vale a pena ler a postagem completa que contou com comentários até do primeiro baterista do Sixpence None the Richer que tocou a música Kiss Me. Ele deixou o primeiro comentário no post.
Aqui está a playlist quase completa (faltam a 8 e a 9) para o seu deleite:
E se essa lista fosse sua? O que colocaria ou eliminaria?
Via ThinkChristian.
Como parei de doar dinheiro à igreja e porque voltei a contribuir
Todos que me acompanharam pela internet, nos blogs, nos textos e comunicadores, sabem da crise que tive com o suposto cristianismo que provei. Só conto essas histórias porque sei que muita gente passou ou está provando do mesmo. Não quero ser negligente quanto à necessidade de informar, pra que nenhum desavisado tenha que passar o que passei numa instituição que deve ser o maior chapéu depois das falsas agências de modelo: a igreja institucionalizada.
Frequentei um local que hoje olho com muita tristeza. Sei que há pessoas sérias e comprometidas em amar e cuidar de pessoas nessa instituição, mas há quatro coisas que é triste ver crescendo no meio dos meus amigos:
- a salvação dá lugar a exploração do dinheiro,
- liturgias como batismo juntam-se a cursos e cursos como se fossem pré-requisitos para que pessoas sejam salvas
- cura tornou-se maior do que suportar as doenças com uma esperança maior em futuro com Cristo
- A volta de Jesus toma um segundo plano diante de promessas de uma vida sem turbulências nessa nossa passagem pela terra.
Todas as reuniões eram palavras emocionadas, tocantes, com músicas melosas ao fundo, que eu tocava diga-se de passagem, afim de deixar as pessoas envolvidas e suscetíveis a entregar dinheiro no primeiro leilão em que vendessem vidas perfeitas.
A persuasão era obra de maestria inquestionável. Os que de alguma forma não tinham nenhuma quantia para doar, eram intimidados em algumas reuniões onde eram distribuídos certificados para dizimistas. Os cursos sempre tratavam do assunto de ofertas como algo que tornava as pessoas prósperas e lhes tiravam toda a preocupação, caso doassem. Se não doassem , algumas dessas pessoas se tornavam paranóicas a ponto de falar que Deus tinha as abandonado!
Cansado de tudo isso, a primeira coisa que fiz foi sair do grupo de louvor. Alguns meses depois parei de doar dízimo. Não demorou muito para que eu me sentisse culpado e voltasse a doar meu dinheiro, só que dessa vez fiz algumas doações para o Portas Abertas. Semanas depois parei de doar novamente, e comprei vários livros .
Já muito irritado e envergonhado de participar disso tudo, mudei de igreja a convite de alguns amigos que conheciam a Igreja Betesda que fica próxima aqui de casa. E não, não vou rasgar seda para ninguém, só vou agir do modo mais egoísta, afinal esse é um post sobre dinheiro.
Quando cheguei nessa comunidade, não encontrei nada de muito diferente. Não tinha muitas pessoas tatuadas, e o mais diferente que vi foi uma menina meio hippie, mas isso tem em todo lugar.
Gostei do lugar onde não faziam propaganda de Deus, e nem incentivava ninguém a levantar as mãos e sair gritando e chorando dizendo que queria Jesus. Sabe… isso de querer Jesus é algo complicado, não existe este milagre em apenas uma noite. Todos precisamos d’Ele, mas decidir que realmente queremos ser pessoas melhores parecidas com Cristo é algo bem mais complexo, que leva um tempo e talvez nunca alguém chegará a algo totalmente certo sobre isso.
Fiquei sabendo que nessa igreja eles tinham algumas obras sociais em uma comunidade carente aqui de São Paulo, um centro de saúde para ser mais exato. Resolvi voltar a doar meu dinheiro nesse local baseado em alguns princípios que consegui finalmente entender:
- Dízimo não é para quem está debaixo da graça. Se ainda continua acreditando assim, você nasceu cerca de 2000 anos atrasado
- Gafanhoto e lagarta são apenas insetos, e as únicas verdinhas que eles conseguem comer, são as folhas das plantas.
- Se você não der dinheiro, Deus te ama do mesmo jeito
- Doar dinheiro à igreja deve fazer parte de um ato consciente, que inclui saber onde ele está sendo usado
- Se não freqüenta nenhuma igreja, é interessante cogitar doar seu dinheiro para uma instituição de caridade séria. Isso não significa doar dinheiro no ônibus ou depositar na conta daquelas pessoas ligam nos infernizando a vida
- Contribua com boas causas, e isso pode até ultrapassar a quantia que você se comprometeu à oferecer para a igreja
Doar o dinheiro é muito difícil em uma sociedade em que se ensina economizar cada centavo. Não estamos isentos de nossa responsabilidade com as causas humanas. Doar para o Reino de Deus é algo que vai além das supostas punições, do nosso egoísmo, e principalmente, muito além de uma instituição que supostamente leva o nome de Cristo. Esse ato engloba responsabilidade social. Assim como não jogar lixo na rua, diminuir a emissão de poluentes, cuidar das plantas e dos animais, contribuir com um pouco do que você tem é um ato de amor, consciência e agradecimento.
Aviso aos leitores do iPodJesus
Se você acompanhava o iPodJesus, vai continuar recebendo as minhas postagens até o dia 01/06/2008, só que agora, do novo blog.
Em uma atitude pilantra, redirecionei o feed do antigo, para a Livraria.
Se você não gostou, pode cancelar a assinatura, no seu leitor ou email, mas antes que você decida fazer isso, deixe-me lançar uma chantagem emocional: é muito bom tê-los nessa nova casa!
Aconselho aos que decidirem me acompanhar que assinem no novo RSS, porque pretendo não deixar duas vias para assinatura.
Você terá até o dia 1º de Junho para fazê-lo, e depois os posts serão distribuídos apenas no novo feed:
http://feeds.feedburner.com/Livraria
Abraços apertados em todos amigos, e uma ótima semana!









