30 nov 2008, 11:34am
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by Thiago Bomfim

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  • Coldplay – Lovers in Japan

    De toda a divulgação que fez para o último disco, Coldplay tem em Lovers in Japan o melhor vídeo ajudado por uma música muito bonita:

    25 nov 2008, 5:45pm
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    by Thiago Bomfim

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  • Pó pará com pó

    Jake deslumbra toda a sua animação e talento na TV Aparecida com o hit Pó pará com pó. Não! Não está na coletânea dos Arrebatados Remix:

    Jake interpreta Pó pará com pó

    Via grupo Jovens Betesda, uma lista com conteúdo cultural.

    Donald Miller: não há fórmulas para a vida

    donald miller searching cover Estou lendo o penúltimo livro do Donald Miller, Searching for God knows what. Esse é o primeiro e talvez único livro cristão que eu lerei esse ano. Ando meio criterioso para as minhas leituras, já que tenho muito pouco tempo para perder com velhas fórmulas de como ser um cristão melhor.

    E é exatamente sobre isso que Miller fala: fórmulas. Elas andam muito populares hoje em dia e no meio cristão vendem que é uma beleza.  Bem, para falar a verdade elas nunca funcionaram para a vida, que gosta de pregar-nos peças uma atrás das outra, então planejamentos e cronogramas não te fazem uma pessoa melhor, servem só para te deixar ocupado.

    Don Miller é com certeza um dos escritores mais criativos da nossa época. Sabe brincar com as palavras e faz isso como se tivesse bebendo um copo d’água (talvez cerveja) tamanha a naturalidade, sempre longe dos clichês.

    O livro não está disponível em português, mas a Livraria Cultura importa com um preço justo e demorinha previsível. Sobre o inglês? O livro têm uma linguagem muito simples e um intermediário serve bem. Faça da leitura um exercício agradável para your improvement.

    Deixo-vos um trecho (tradução minha) que resume um pouco daquilo que o autor expressa nessa boa-humorada leitura:

    Me peguei pensando que, ao que parece, livros com fórmulas, aqueles que te ensinam uma série de passos, não são muito parecidos com a Bíblia. Olhei na minha estante cheia de livros de auto-ajuda, aqueles sobre perder peso, aqueles sobre fazer as garotas gostar de você, os de como ficar rico, aqueles de como fazer sua própria estação de rádio pirata, e eu percebi que nenhum deles me ajudou. Todas as promessas de preenchimento não funcionaram de verdade. Minha vida era bem normal antes de lê-los, ou seja, eu tinha dias bons e dias ruins, e minha vida ficou normal também depois que eu os li, isto é, eu ainda tinhas dias bons e ruins. E o fato de uma existência complicada, como esta que eu e você vivemos, poder ser colocada abaixo em poucos passos, me surpreendeu… sério. Acho que se tivesse uma fórmula para se consertar a vida Jesus poderia ter nos contado qual seria.

    P.S. : Para os mais conectados, um aviso: O Don Miller anda twittando por aí.

    Rodrigo Amarante em Little Joy – Next Time Around

    Não! Não é justo que eu comece um post desse com comparações. Vamos só ouvir música, sem rótulos ou graduações:

    Little Joy cantando Next Time Around

    Big Mancada em um post que não deveria ter comparações. Corrigido, graças ao Diego.

    Uma visão renovada sobre a morte – Parte II – Duas eternidades

    Dois No post anterior dessa série, levantou-se uma questão sobre a separação morte do corpo e morte espiritual: é necessário realmente separá-las?

    Evidentemente acredito que exista a divisão corpo/espírito e tratarei, por hora, de unidades ainda menores.

    Creio que em relação ao espírito não há morte, e aí está a necessidade de separá-lo do corpo, pois este tem o seu fim e somos todos testemunhas disso, tanto os céticos quanto os beatos.

    Ao se falar do imaterial há duas eternidades. A primeira é mais aceitável do ponto de vista lógico, sem qualquer interferência da visão cristã. Nela há a conclusão de que a continuidade da vida está nas conseqüências dos atos que se prolongam eternamente em um desdobramento de causas e respectivos efeitos. O escritor José Saramago explica em seu Ensaio sobre a cegueira :

    (…) se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as conseqüências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar. Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão, aliás há quem diga que isso é que é a imortalidade que tanto se fala(…)

    A segunda visão  é a ideologia adotada pelo cristianismo. Nela o homem terá separado de si, ao morrer, um outro ser imaterial, que é o seu consciente psicológico, e aguardará em uma espécie de sono até que recebe um galardão ou castigo. Confesso que esta visão é bem arcaica e precisa ser estudada, pois se formos pensar na vida como um todo, a morte carnal que desencadeia o dormir espiritual, seria uma interrupção da vida, ou seja, a negação da eternidade.

    Em uma nova concepção, o ser espiritual que prevalece após a morte do corpo faz parte de uma prolongação do viver terreno, ou seja, uma continuidade do galardão ou do inferno particular criado por cada um. C. S. Lewis, foi um dos grandes pensadores cristãos a expressar essa visão de vida carnal continuada no plano espiritual no livro O grande abismo.

    Acho que esse assunto é um poço sem fundo e quanto mais se explica, mais se acaba em complicações. Então continuaremos com a série em um próximo post já que uma postagem acaba por exigir uma outra com explicações e ajustes.

    Uma visão renovada sobre a morte – Parte I

    Die Morte não é um tema muito popular e, na minha posição de cristão, tratá-lo é quase decretar que sou um combatente da vida, entretanto faz-se necessário essa conversa que dividirei em alguns posts.

    Alerto aos leitores que não compartilho de convicções teológicas, já que não tenho cacife para tanto. Porém é indiscutível o fato de que sou influenciado por conceitos cristãos, pois alguns deles são universais e perenes, válidos independente do credo.

    Comecemos então, com este post de introdução:

    Marcelo Camelo Rodrigo Amrante, integrante da banda Los Hermanos, cantou a morte da forma mais bonita que eu já ouvi. Não me lembro bem da letra, mas ele diz que a vida é um rio, até que deságua no mar.

    Não poderia existir metáfora mais perfeita para a jornada humana. Enquanto rio somos diferentes: alguns mais longos, alguns barrentos, alguns minguantes. Temos cada um, sua peculiaridade.

    Ao morrer nos tornamos mar , misturamos-nos com o universal, com o inevitável e com o semelhante.

    É certo que o rio da minha vida pode ser diferente do seu, mas ao desaguar no mar nos tornaremos um, e saberemos que todo o nosso leito correu para o mesmo destino.

    E essa metáfora pôs-me diante de uma nova concepção de morte, onde esta já não é a privação do viver, mas sim a igualdade do homem evidenciada no destino comum.

    O morrer soa belo assim!

    Nos próximos posts falarei sobre, dor, suicídio e mais alguns outros temas bizarros.