Nossos moldes educacionais ainda funcionam ?

Todo mundo sabe do meu melindre quando se fala em modernização da educação, em especial quando direcionam a culpa de todos os males para o professor: o lado mais fraco desse cabo de guerra do sistema educacional.

Mas, admito, esse vídeo me amplia o horizonte sobre o perfil dos nossos educandos e as verdadeiras necessidades de uma escola para o futuro.

A tradução é do Volney Faustini e o upload do Thiago Medanha.

A Visão dos Estudantes Hoje

Provocações III – Um deus da religião e o Deus

Nuvem de Dia Um deus é criado para se encaixar em um pacote de idéias de um determinado povo. Se uma nação depende da agricultura para sobreviver, logo o “deus da chuva” é importante para ela. E como uma coisa depende da outra cria-se uma história na qual o “deus do sol” faz amizade com o primeiro para explicar uma determinada safra em que a plantação foi fértil em dimensões fora do comum.

No passado criaram o deus Thor para explicar o trovão e as épocas de chuvas. Os índios adoraram esse mesmo deus, ao qual chamaram Tupã. Ora, em um país tropical, com chuvas regulares, é bem lógico crer num barulho estrondoso que aparece quase todos os dias do ano.

A única divindade que não serve para explicar nada, aliás é bem mais útil para criar paradoxos e confusões, é esse deus do cristianismo: Jesus. O Deus dos judeus ainda tem serventia para, metaforicamente, tentar explicar a criação do mundo. Mas Jesus é uma existência um tanto curiosa e essencial.

É muito fácil refutar a verdade por trás dos deuses que explicam os fenômenos naturais. A ciência já invalidou cada uma das lendas acerca deles. Do mesmo modo o saber científico, quase unanimemente, já desmereceu a interferência sobrenatural do Deus dos judeus no curso da humanidade.

O Deus do cristianismo é como a materialização de princípios universais acerca do amor, que é (era?) o principal foco da mensagem dessa religião.

Entretanto, esse mesmo Jesus que o cristianismo pregou se tornou um deus que perde pouco para o diabo em mesquinhagem disfarçada de adoração, maldade tachada de onipotência, vingança mascarada em justiça.

O mesmo deus que morreu numa cruz em favor de toda humanidade pode predestinar alguns para um sofrimento eterno desde a criação do mundo?

Aquele que aceitou a todos os gentios para o seu reino de amor pode impor-lhes jugos e maldições por ações que seus antecessores praticaram?

Se você acredita em um deus de graça e misericórdia, não pode acreditar no “soberano” criado pela religião, pois a divindade desta é mau e está mais a favor de ideais institucionais do que a favor do amor.

Esse post é parte da série Provocações.

Crédito da imagem: Tjflex2. Usada sob a Licença Creative Commons 2.0.

24 mar 2009, 7:40am
Pensando Teologia:
by Thiago Bomfim

20 comments
  • Pode copiar

    Logo COPIE

  • Provocações II – Há algo além do evangelho da graça?

    O evangelho da graça, incompreendido por ser paradoxal, é a fronteira entre a fé e a descrença. Deixe-me explicar.

    Suponha que eu acredite em algo desse tipo:

    Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao pai senão por ele. João 14:6

    Jesus não se define com um único predicativo nesse trecho. Ele se mostra em diferentes opções. Se eu não sigo os seus mandamentos, ou seja, não sigo pelo caminho, ele se apresenta como verdade e vida.

    Isso é um grande alívio pois a verdade é algo absoluto, sem brechas , não é? Logo ela é universal e atemporal, isto é, alcança mesmo aqueles que não estão no caminho: muçulmanos, budistas, ateus…

    A verdade é um fato consumado. Não há argumentos, pois não é hipótese. A morte de Jesus é a consumação da salvação que alcança os gentios: aqueles que não estão no caminho.

    Tendo esse princípio já formulado e assimilado, transcendê-lo se caracterizaria em descrer de uma verdade.

    Não nos resta nada fora do evangelho da graça, além de um deus mesquinho e mau. Uma divindade que escolhe alguns para a vida eterna e lança outros arbitrariamente no inferno.

    A descrença é a melhor opção se essa for a única compreensão de um deus dentro de uma religião.

    Esse post é parte da série Provocações.

    Série – Provocações I

    Matrix Of My Heart
    Creative Commons License photo credit: big swift
    Percebo que os cristãos são maioria dos visitantes desse blogue. Só por isso tenho muito zelo em sempre recheá-lo com provocações.

    Toda vez que tento ser político, acabo por falar o que todo mundo quer ouvir. Resolvi então deixar a suposta boa conduta de lado e listar algumas inquietações minhas. Não são verdades absolutas, estão mais para concepções. Serão explorados os seguintes assuntos nessa série que vou chamar de Provocações (seria um plágio?).

    Amanhã o primeiro tópico: Na minha condição atual de fé – e com a igreja que nos resta – só me sobraria, depois de todos meus experimentos, a total descrença.

    Regime de Iniciação Científica

    bookstore
    Creative Commons License photo credit: Mait Jüriado
    Arrumei sarna para me coçar! Ma há coceiras que são necessárias e até agradáveis de se ter: atuam meio como um sinal de que seu corpo responde aos estimulos externos.

    Minha cócega agora vem de um projeto de iniciação científica, no qual pesquisarei sobre o primeiro protagonista infantil da literatura inglesa, um desgraçado rapazinho chamado Oliver Twist.

    Com a nova atividade a Livraria perde a atenção. Aliás esse espaço é como um cão vira-lata que ganha a simpatia de alguém por alguns dias, e depois acaba voltando a sua vida de vagabundo, graças ao seu tratador desnaturado.

    17 mar 2009, 5:49am
    Música:
    by Thiago Bomfim

    leave a comment
  • Pode copiar

    Logo COPIE

  • O curioso caso de U2

    Com o passar dos anos eles ficam mais jovens, mais pirotécnicos. U2 faz boa música com a voz desastrosa de Bono e com os gemidinhos inoportunos.