31 ago 2009, 9:43am
Escrevendo
by Thiago Bomfim

2 comments
  • Pode copiar

    Logo COPIE

  • A Livraria ficará sem atualizações por tempo indeterminado

    Pessoal,

    A Livraria ficará sem posts por tempo indeterminado. Estou com muitas atividades da faculdade para cuidar, e ando meio vagabundo com as coisas do curso.

    Então é melhor que eu abandone as atualizações do blog por um tempo, para que eu possa me dedicar à graduação.

    Tenho um post programado que deverá sair na quarta-feira. Depois disso, teias de aranha infestarão estas prateleiras.

    Entretanto, com certa frequencia, manterei os updates no meu Twitter e talvez publique algum texto no Me Livro.

    Até breve, amigos.

    Belchior é Enoque ?

    “E andou Enoque com Deus
    E não apareceu mais”

    Genesis 5

    Dexter está pronto pra matar você de rir

    Depois desse slogan sessão da tarde, você poderia abandonar o post, mas tente amigo, é “pura diversão”.Talvez essa seja a temporada mais engraçada da série. Violência, sim, tá lá como tempero, mas nunca foi a chave do negócio. O drama sempre vem primeiro na série, depois humor, e por último assassinatos bem merecidos, não digo corretos, apenas merecidos.

    A propósito, o primeiro episódio “vazou” e está por aí na web.

    Filosofia do Derek Webb: guerra

    Da música, My Enemies Are Men Like Me:

    Paz alcançada com a guerra é como a pureza alcançada
    com a fornicação
    É como dizer a alguém que matar é errado
    E mostrar isso através de uma execução.

    Falando sobre Jesus

    Bad Jesus Faz algum tempo que não falo sobre Jesus, e isso é um erro gravíssimo. Mas hoje falarei mal dele.

    Jesus era um cara bobo, pois poderia muito bem gozar de todas as delícias dessa terra sendo filho do Todo Poderoso. Quantas mulheres não estariam aos seus pés?! Se hoje, algumas de mau caráter são tachadas “maria-gasolina”, com certeza naquela época devia existir alguma “maria-milagreira”.

    Jesus poderia transformar aquela pedra em pão, mas preferiu terminar a sua jornada espiritual de 40 dias, não cedendo ao belo palco que Lúcifer lhe armara ali no deserto. Se fosse no meu caso, aquelas pedras teriam virado não só um pão: ali mesmo no deserto, armaria um belo banquete com uma cerveja geladíssima e um churrasquinho suculento.

    Pergunto-lhe, não seria mais correto se Jesus trabalhasse numa repartição do governo? Afinal calejar as mãos numa carpintaria é vergonhoso para o status de messias.

    E na cruz! Meu Deus! Eu, no lugar de Jesus, teria dado um fim a todo aquele furdunço e ainda colocaria todos os fariseus atrás das grades.

    Como um mestre, com todos os poderes à sua disposição, por qual motivo não foi capaz de se tornar uma pessoa extremamente popular na sua época? Por que, como Mestre não usou das prerrogativas da onipotência para viver a melhor das vidas dessa terra?

    Podes achar absurdo que eu questione essas coisas, e até certo ponto soa esquisito mesmo. Mas pense bem: por que achas tão absurdo que eu sugira condutas ideais para o Cristo, enquanto você já se utiliza de toda a sorte de estratégia para se dar bem no seu viver por este mundo? Na mesma condição que você Ele estava. E tinha mais direitos ainda, pois era Deus, mas se esvaziou para viver uma vida sem levar vantagem de ninguém.

    Quantas vezes você já orou para que o seu Deus te desse uma forcinha no vestibular ou no concurso, te colocando, honradamente, a frente de outras pessoas que estudaram incansavelmente? Quantas vezes já orou para que seu Senhor aumentasse a dispensa da sua casa, enquanto uma criança inocente morre de fome noutro país ou, logo ali, no nordeste brasileiro?

    Se aceitas essas condutas para você, e ainda as propaga em cima de púlpitos, não deverias se admirar ao ver o Deus encarnado, o homem, praticando as mesmas coisas.

    Imagem de negatendo usada sob Licença Creative Commons 2.0.

    Olhai para as alturas, de onde lhe virá o perigo

    Não sou capaz de confiar em nada que se localize a mais de dois metros do chão.

    Outro dia uma prateleira de livros, devidamente parafusada na parede, me caiu à cabeça. Estava posta lá por longos meses a enfrentar sol e calor, umidade e seca, sem nunca causar desconfiança de que, a qualquer momento, se precipitaria sob minha cabeça. Pois caiu… Veio de lá, pouco acima dos dois metros, acompanhada de seu acervo que incluía um empoeirado Aurélio. Esta aparente insignificante altura me causou uma certa dor.

    E sobre os pombos: há algum homem capaz de confiar neles? Nem se quiséssemos: é impossível se criar uma relação honesta com algum rato voador. Aves desse tipo são tão infalíveis na arte de surpreender com seus dejetos celestiais, que a tarefa de se policiar para não receber o “presente” é completamente inútil. Lá dos 400 centímetros , tranquilamente apoiados em galhos – ou num fio da rede elétrica, como é mais comum hoje em dia – os pombinhos nos lançam suas desagradáveis impurezas, sem se preocupar se usamos o mais desprezável trapo ou o mais engomado terno.

    As pontes são de um tipo de engenharia que me gera muita desconfiança. É de assustar que caminhões carregados de bugigangas transitem pacificamente sobre estas estruturas de concreto seguradas por cabos de aço, em alguns casos, enferrujados.

    Admira-me muito o fato de que somos capazes de crer em divindades que vivem nas alturas astronômicas do Olimpo ou do céu. Estes personagens, criados ou não, possuem um temperamento extremamente melindroso e bipolar: num dia criam um planeta, noutro afundam-lhe num dilúvio devastador que não poupa nem os bonitinhos recém nascidos. Mais tarde, irritados com a concentração de homossexuais numa cidade ou região, lançam rajadas de fogo para que estas redondezas sejam completamente aniquiladas.

    Pergunto-lhe: tenho ou não tenho razões para desconfiar de fenômenos que aconteçam acima da nossa cabeça?