O espinho na carne

Eu tenho muita curiosidade acerca daquele espinho na carne que o apóstolo Paulo dizia ter. Tento imaginar o que poderia ser: uma paixão escondida, uma quedinha por alguma senhora casada, um “desvio” de sexualidade, um vício num alucinógeno da época, uma incômoda dúvida de fé, ou uma doença mesmo?

Coisa boa não era, convenhamos. Usando uma metáfora como essa e deixando a questão no ar,  Paulo na verdade atenuava um problema que mantinha só com ele.

Independente do que seja, o mais aterrador dos desejos, ou uma dor de barriga recorrente, há uma questão primordial nessa declaração do apóstolo: todos temos problemas, e há alguns que nos perseguirão por toda a vida. Talvez não tenham cura, talvez para eles não haja solução. Cabe-nos suportá-los, com eles conviver. Compartilhá-los é opcional,  se julgar necessário use uma boa metáfora como Paulo fez e deixe a questão no ar.

Escolha o seu tipo de família nesse vídeo

A série Modern Family vai mostrar que tipo de organização bizarra as famílias estão virando. Agora diga a verdade, sua família não tem alguém, ou alguma coisa, que relembre algum desses lares?

Modern Family Trailer

O encontro do Papa João Paulo II com Mehmet Ali Ağca

Estava navegando na web outro dia e vi essa imagem do encontro do Papa João Paulo II com o rapaz que numa ocasião tentou assassinar o pontífice.  Curioso foi saber que Ağca  pediu para ir homenagear o velhinho no seu velório, 25 anos depois da tentativa frustrada do atirador.

Papa João Paulo II com Mehmet Ali Ağca

O que Deus faria com um falso pastor?

Smokey Skies Eu ando meio esquecido da misericórdia. Às vezes minhas mensagens soam muito hipócritas, pois falo tanto de graça, de um Deus incapaz de condenar a um inferno literal, sendo que, se tivesse oportunidade, eu mandaria o primeiro falso pastor para lá.

Tento imaginar Deus olhando lá de cima, observando estas pessoas. Será que ele está aguardando ansiosamente uma espécie de juízo final para lançar os tais pregadores numa eternidade de sofrer? E se, contrariando nosso senso de justiça, ele contempla muito triste uma mutação de criação que se corrompeu dentro de um sistema em que dinheiro é sinônimo de poder? Será que, na verdade, ele aguarda com muita pressa o arrependimento e a conversão dessas pessoas?

É importante que nos manifestemos contra toda a mentira que se espalha com a etiqueta de cristianismo por aí, mas não podemos deixar de pensar que o julgamento de Deus é muito mais guiado pela misericórdia do que pela balança do “aqui se faz, aqui se paga”.

Gosto muito da música “Eternidade” da banda Crombie, em que se canta em um dos trechos:

Eu não te falei teoria
Eu quis viver pra mostrar
A minha maior alegria
Que eu possa te encontrar
No céu

Imagino como seria muito mais belo ver a turma dos apóstolos, dos bispos e a dos amigos do Malafaia se arrependendo, fazendo boas escolhas do que vê-los atrás das grades. Experimentariam um pedaço do céu, da eternidade, nessa vida que estamos a viver por aqui.

Imagem de Southernpixel usada sob Licença Creative Commons 2.0.

Um cristão que se cala é pior que um ateu militante

Não posso menosprezar nenhum ateu. Boa parcela deles são pessoas interessantíssimas e dotadas duma vida abundante, que nem mesmo a metade dos cristãos foi capaz de provar.

Pode parecer prejudicial a militância de alguns ateus contra o cristianismo, mas ela não é mais forte que o silêncio dos cristãos que estão a assoviar, olhando para o alto, no caminho confortável de sua crença como se nada estivesse a acontecer.

Tive a ideia de que, na infância, fui perseguido por conta de minha crença. O apelido que os cristãos da pequena cidade em que cresci recebiam era o poético “crente do rabo quente”. Cheguei à conclusão de que a alcunha era fomentada mais pelo fundamentalismo que a igrejota da cidadela ostentava do que pelo cristianismo que praticávamos.

Hoje os verdadeiros cristãos, como meu amigos blogueiros miltantes, é que estão sendo perseguidos por defenderem uma fé que não esteja contaminada por teologias de microondas. Tá… perseguição pode ser um exagero, mas depois de ver o bonde do capeta a fazer tramóias até com o próprio presidente, eu até acredito que a coisa possa começar.

Portanto amigo, não dê uma de João Sem Braço, e faça alguma coisa! Não fique em silêncio enquanto os mentirosos falam. Quem cala consente, não é?

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos Céus.” Mateus 5:10.

23 set 2009, 2:19pm
Livros:
by Thiago Bomfim

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  • Notas de leitura: Donald Miller – Searching for God knows what (Parte I)

    Da primeira página a página 10.

    Donald Miller é extremamente sarcástico nas primeiras páginas do livro. Sua habilidade para narrar os fatos de modo irônico é impressionante. É um observador detalhista. Nota das pessoas o mais pequeno gesto ou reação.

    Miller critica a futilidade de algumas mulheres com muito bom humor. Mostra como evoluiu muito na sua carreira de escritor, descrevendo suas dificuldades no tocante à literatura ainda no início da carreira: o autor nem mesmo sabia definir o que era um livro de ficção!

    É interessante saber que seu primeiro livro, publicado pala Thomas Nelson no Brasil como Fé em Deus e pé na tábua, foi um fracasso de vendas no lançamento.