Educação Língua Mídia Música Pensando Teologia Vídeos: Cristianismo derek webb dowload lançamento merda Música notícias palavrão puta que pariu síndrome de estocolmo stockholm syndrome tradução Vídeos wedding dress
by Thiago Bomfim
21 comentários
Pode copiar
A Síndrome de Estocolmo do Derek Webb: o resgate da música apaixonada
Quem pensa que o Derek Webb é um rebelde sem causa, boca suja e fazedor de polêmica limita muito do que o músico representa: uma quebra de paradigmas da música, que nem ousarei chamar de cristã, pois o cara já pulou a cerca faz tempo. Ele professa a fé do cristianismo, mas de forma bem heterodoxa, modos que podem ter origem na influência familiar, já que a própria mãe do rapaz foi quem desenhou nele a primeira tatuagem.
Não podemos colocar nele a auréola da santidade e do puritanismo, como fazem erroneamente com a turma do Hillsong. Seu vocabulário “peculiar”, permeado por palavras chulas, não vem apenas do sonoro shit (merda) de What Matters More, faixa de Stolckhom Syndrome em que o compositor canta uma polêmica frase do pastor Tony Campolo (a frase ganhou até um site): “While you were sleeping last night, 30,000 kids died of starvation or diseases related to malnutrition. Second, most of you don’t give a shit. What’s worse is that you’re more upset with the fact that I said shit than the fact that 30,000 kids died last night”. Tradução: “Enquanto você dormia ontem, 30000 crianças morreram de fome ou de doenças relacionadas a má nutrição. E mais, a maioria de vocês nunca ajudaram em merda nenhuma. E o que é pior: você está mais perturbado com o fato de eu ter dito “merda” do que com a notícia de que 30000 crianças morreram de fome na última noite.”
Desde o seu primeiro disco solo, She Must and Shall Go Free, o menino da camiseta branca já arrumou encrenca com as distribuidoras de “tralha” cristã, que rejeitaram vender o material por conta do vocabulário forte de músicas como Wedding Dress, em que o cantor chamava a igreja de prostituta, fazendo referência à constante busca dos cristãos por coisas desse mundo. 
No novo disco, o moço repete a dose, só que dessa vez a picuinha é com o próprio selo que distribui os discos do cantor atualmente e que abriga bandas mais comportadinhas como o Mercy Me: INO Records. O selo vetou a música What Matters More, que faz alusão à paranóia hiperbolizada que os cristãos demonstram para com homossexuais (as espetadas são para os dois lados, é importante mencionar). Além de por o dedo na ferida dos amiguinhos do Bush, o cantor ainda solta o “shit” supracitado. Ele escreveu sobre o desentendimento com a INO em um dos e-mails enviados aos fãs: “Parece que eu finalmente encontrei a fronteira na qual a minha gravadora era capaz de me suportar, e parece que a cruzei”.
Não se curvando ao “pedido”, Derek Webb antecipou o lançamento do disco, que estava previsto para Setembro, colocando 6 “versões boca suja” na internet e prometendo uma mais certinha para as lojinhas do tipo Conde de Sarzedas sem a música gay da discórdia.
Numa lição espetacular de como vender música no século XXI, o compositor lançou o seu disco pela internet, em 6 versões diferentes, todas com download imediato. Três das distribuições terão entrega de disco e outros badulaques como camisetas e DVD na porta da casa do fã.
Mas, parece que Webb subestimou o poder da turma que gosta do seu trabalho e esperava ansiosamente por seu disco. Deu com os burros n’água ao colocar o site no ar para a compra e download do conteúdo. Questão de minutos: tudo travado, lento e capengando. Para se ter uma idéia, o livreiro empolgado que aqui escreve demorou cerca de 3 horas para receber um código de download e mais de 2 horas para baixar os menos de 200 MB das faixas.
Se alguém quer pagar o resgate, penar com a espera e sofrer com o download do disco novo, tarefa árdua e compensadora, é só entrar no site do Derek Webb e comprar via Paypal, que convertido na moeda brasileira ficará em torno dos R$26,00 no pacote Tier 1.
Se você não vai mandar o cantor lavar a boca com sabão, fique ligado(a) na Livraria e no próximo podcast que contará com participação honrosa dos dois maiores especialistas de Derek Webb na América do Sul.
Aguardem análise irritantemente parcial, em breve.
Fontes e leitura adicional:
- Rebelling Against Indiference
- New Derek Webb Album Too Sketchy for Release
- O que é a Síndrome de Estocolmo?
¿éu ‘nıɹɐd ǝnb ɐʇnd ɐɹd ɹı ɯǝɔǝɹǝɯ lısɐɹq op ınbɐp soɥuızǝɹoʇsɐd sun ǝnb ɯǝq ɐɹoƃɐ
Posts relacionados (gerado automaticamente):
Ah, finalmente um cantor considerado cristão que vale a pena acompanhar! Já tava cansada de tanto marketing, e de tantas letrinhas iguais, do tal “louvor à Deus”. Eu quero ver um “shit” no meio de uma música! haha!
Gostei do post, Thiago!
Vou ouvir mais Derek Webb pra poder avaliar melhor, mas se “shit” for o melhor que ele tem a oferecer, tô foríssimo! hahahha
Procure o disco Mockingbird e verá que o Webb tem conteúdo.
Abs!
Eu penso que a alcunha de “maior especialista de Derek Webb na América latina” é um pouco exagerda, mas de fato, o rapaz me deixa animado.
Sem conotações de duplo sentido.
Como disse ao Thiago, o cara vem numa progressão invejável desde She Must and Shall go Free. Todos os discos dele são bons, sem exceções. Todos nos levam a pensar no cristianismo de forma diferente e, arrisco, com bem mais seriedade.
Webb é o artista que eu gostaria de ser. Duvido que consiga.
E que venha o podcast. Vou acertar meu computador para tal empreitada.
É necessário lembrar que o que Derek Webb faz é arte, sendo assim, seu trabalho não é feito para comprovar nossas convicções. Um artista é conhecido por ter visão vanguardista e inovadora.
Já estou vendo gente atacando o palavrão da música What Matters More, sem nem mesmo entender o contexto do disco e da música.
Essa atitude só comprova o que a citação da letra diz: “E o que é pior: você está mais perturbado com o fato de eu ter dito “merda” do que com a notícia de que 30000 crianças morreram de fome na última noite.”
Verdade, Thiago. É isso que eu espero que ele esteja fazendo. O que quis dizer no meu comentário é que espero que ele realmente queira dizer o que diz. Porque se ele chama mais atenção falando “shit” do que pras crianças morrendo, mesmo que ele diga o contrário na letra da música, acho que ele estaria sendo um rebelde sem causa.
Acho que o que ele realmente quer é chamar atenção não para o “shit”, tampouco para as crianças, mas para a forma que nós cristãos pensamos.
Gostei do seu ponto de vista. Mas, pelo histórico do Webb, acredito que ele está colocando lenha na fogueira para a promoção da discussão acerca da inversão de valores do cristianismo: pensam demais, por exemplo, na questão do homossexualismo e esquecem de cuidar dos que morrem por questões bem mais relevantes.
Nunca ouvi com atenção. Vou ouvir, talvez até comprar!
Comprei. Ouvindo. Não gostando muito, ao menos da música. Enfim!
Poxa rapaz! Nem “Black eyes” e “Jena & Jimmy”?
Se não curtiu com esse disco, pode começar a gostar por meio de Wedding Dress.
Escute e me diz o que acha.
Ah sim! Wedding Dress eu já tinah ouvido aqui (sim, de 100 que veem, apenas 2 comentam
) e gostei!
O som do disco eu achei meio eletrônico demais.. Mas talvez seja só velhera mesmo!
Aliás, Black Eye é uma das que eu mais tinha gostado!
É que eu sinto falta do som de ‘instrumentos’ de verdade..
Ah, sim! Eu estranhei também, mas me foquei na história toda, na letra, na causa e já gostei. Mas fará falta aquele som mais rústico dos discos anteriores.
Pelo que entendi, acho que o “run down the aisle” está mais para ‘deço pelo corredor’ (onde passa a noiva na igreja) do que para ’saio fora’. Mas a tradução está ótima e a iniciativa ainda melhor.
Um abraço.
Está correto, André. Farei uma correção numa nova versão que disponibilizarei no YouTube, em breve.
Abraços!
Hum! Vou procurar ouvir os anteriores. Eu gostava de Caedon’s Call, a proposta agora é bem diferente. Não é ruim, só tá faltando instrumento
hahaha
Diga-se de passagem, o produtor de Stolckhom Syndrome é o Joshua Moore, tecladista do Caedmon’s Calll, que seguiu pelos rumos da música eletrônica e da produção musical.
Aqui tem um “portifoliozinho” dele: http://www.myspace.com/joshmooremusic
Ouviu, Walter?
hahaa, ouvi sim! Mas essa semana eu tou grunge.. ou grogue.. ou ambos!
Muy interesante
Alfredo Edgardo
entrepescachamame@live.com






A Síndrome de Estocolmo do @DerekWebb: o resgate da música apaixonada – http://migre.me/3mPz