Amigos, estamos vivendo a melhor época para a música que se autonomeia “gospel” que é justamente o seu fim. Vamos aqui começar pelo relatório de gravadoras indo a falência, tendo seus artistas engolidos pelo furacão Sony: MK Music, Gospel Records, Zekap Gospel, Line Records. Todos os “grandes” nomes estão sendo levados por este tornado medonho que também fabrica os Playstations, console que tanto exercitou os dedos da nossa geração (além de outras atividades).
Como todo o furacão, que traga tudo o que está à sua frente, a Sony tem ajuntado todo o lixo no meio do seu turbilhão. E como é comum ao fenômeno, este furacão, com todo o seu poder de destruição, espalhará o seu entulho pelas grandes redes de supermercados. É esperta, contudo, a multinacional japonesa, que sabe que para cristão “é pecado comprar pirata”.
Mas vamos ver o lado bom dessa capitalização da mensagem cristã! É depois da limpeza dos escombros deixados por este furacão que serão construídos os novos edifícios. Podemos já ver bandas cantando uma música com temática do cristianismo e em seguida, na mesma apresentação, tocar alguma música do gênio Marcelo Camelo: tudo em cima do mesmo palco/púlpito.
Os novos artistas que fazem isto não são mais capazes de traçar a linha entre vida secular e vida cristã: as duas se fundem de tal modo que viram um todo chamado apenas vida. Por isso não é mais estranho que a temática da vida (ou o oposto dela) possa ser ouvida dos lábios de artistas que cresceram em igrejas.
Não se enganem com o esperado sucesso ou a longa vida da parceria da Sony com os artistas evangélicos que já subiram aos palcos do SOS da Vida, ou fizeram “o primeiro DVD gospel do País”. Há um pessoal aí que sabe fazer mais, com muito menos.
Estamos na era dos famosos do MySpace: Arctic Monkeys, Panic! At The Disco, Lily Allen. Tempo do In Rainbows (do Radiohead) e do videoclipe que lança bandas via web, caso do Ok Go no YouTube. Estes foram só os primeiros passos que mostram que música vive muito melhor sem gravadora nenhuma.
Claro que esta instituição viverá enquanto puder tirar caldo do último bagaço que restar. O bagaço que atualmente ainda rende um caldo é a música gospel que fez sucesso sucesso no final dos 1990 e na metade da década passada. Logo, logo isso vai virar uma grande despesa e aí, no dia em que não der pra explorar mais nada, “bye, bye Cassiane, Resgate, Renascer Praise, Diante do Trono e Oficina G3”.
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nem penso mais em musica cristã nacional. e meu pensamento é ficar p.. com algumas bandas estrangeiras que so tem interesse em vender no US.
fora isso, o mercado esta mudando, mas parece que aqui no brasil ao inves de evoluir, decaiu.
Estamos arrumando a bagunça que fizeram até agora há pouco, Luciana. Deve aparecer coisa nova boa, ou quem está escondido deve aparecer