O Alessandro Martins publicou num post o meu comentário sobre a suposta queima de livros dos professores paulistas.
Vou reproduzí-lo aqui e você, se quiser, pode ampliar a discussão nos comentários do Livros e Afins.
Alessandro, gostaria de colocar uma vírgula nessa história da suposta queima dos livros.
Os objetos queimados não são livros, mas cartilhas que o Governo de São Paulo impôs ao ensino público estadual, especialmente àquelas séries outrora chamadas Ensino Médio.
Lembra os bons livros didáticos de literatura de críticos como William Cereja e Douglas Tufano? Pois é, eles foram sutilmente banidos das escolas de São Paulo.
As apostilinhas gratuitas do governo são extremamente tendenciosas e este não é o maior dos problemas. Na tentativa de se modernizar com os parâmetros ditatoriais de formação continuada, tornaram-se vergonhosamente superficiais.
Embora isso não seja divulgado, o ensino em São Paulo está entregue aos caprichos do governo tucano que anda a fazer das escolas, alunos e professores gato e sapato.
Tive a oportunidade de ter uma apostila dessas nas mãos recentemente. Vou tentar te mandar algum material fotocopiado para que tenhas uma noção do nível de alienação a que os alunos paulistas estão sujeitos.
Se estamos entregues à ditadura tucana da educação, o protesto é o nosso último recurso.
Infelizmente, antigos métodos de manifestação são necessários, já que andam abafando o clamor dos professores a todo custo. E embora pareça um protesto ignorante e selvagem, o que seria justificável se levarmos em conta o tratamento ditatorial do governo José Serra, ele não passa de uma pequena queima de algumas unidades desse entulho que é enviado em caminhões para nossas escolas.

Pingback: Thiago Vieira