Billy Elliot: a rebeldia natural

billy elliot dancing street Hoje assisti, depois de várias recomendações do pessoal da faculdade, Billy Elliot de Stephen Daldry.  Como já comentei, filme me interessa pela trilha sonora: esse tem uma muito boa.

É sobre a história de uma garoto de 11 anos que desde pequeno foi acostumado a viver em um ambiente carregado de preconceito machista. Instruído pelo pai a aprender  lutar boxe, Billy seguiu para uma direção totalmente contrária a esses anseios: começou a interessar-se por ballet.

Susto! Sim… É muito bom ver a arte que questiona, que confronta, que distorce padrões mas ainda assim é dotada de tão extremo bom gosto que deixa qualquer moralismo em segundo plano, simplesmente pelo prazer de se apreciar a tão bela criação, dessa vez humana, que sempre é influenciada por um sistema de arte primário e eterno ( essa teoria não é minha e a discussão fica para outro dia ).

Fiquei a pensar que o garoto Elliot é o retrato da nossa rebeldia natural. O que seria a rebeldia natural? Você já sentiu que não se enquadra em um padrão? Não falo de sexualidade, assunto tratado ligeiramente no filme. É generalizado, mas entenda como quiser.

Estar insatisfeito com alguma coisa é algo que faz parte da personalidade de forma natural. Não se trata de loucura, me entenda apenas como um espécime mal adaptado à formas e padrões, e se há alguma forma que me possa amoldar, creio que não são sistemas dessa terra.

Assim como no garoto Billy, minha rebeldia não tem a intenção de ferir ninguém, só existe com o propósito de me fazer bem. Uma das mais belas cenas no filme, é quando Billy dança, dança de raiva. Ele está numa prisão, e tudo o que ele precisa é sentir-se bem e a sua dança, vista com maus olhos, é o que lhe satisfaz.

A rebeldia natural é a que nos tira da forma, não nos deixa conformar. E pode não parecer, mas se você se vê em um buraco sem fim onde nada lhe satisfaz ( não inclua só o material nisso) tenha certeza, dentro de você há algo que grita por liberdade e o seus pés não conseguem parar, você quer dançar…

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ih, eu vi esse filme. embora não tenha
assistido com essa ótica crítica de uma
rebeldia natural.

Olá Thiago,
estou aqui a descobrir seu blog, embora não tenha assistido o filme, gostei de mais de seu texto, sempre denominei esta rebeldia natural em mim como “constante inquietação”…
Agora irei ver o filme rs
Beijos!

Legal que você apareceu aqui, mais legal ainda que gostou do meu texto. Tenho certeza que vais gostar mais do filme quando assistí-lo.
Poxa Elianderson, é um filme complicado, mas procurei ver com essa perpesctiva.
Abraços!

11 ago 2008, 11:38am
by Marcio Uno

reply

Olá Amigo, tudo bem? Sim, que continuemos a ser rebeldes naturais pela defesa do Reino de Deus e da sua justiça…Valeu pelo texto mano…Abraços

Olá Thiago. Assisti nessa semana o filme Billy Eliot – indiscutivelmente um clássico. Absolutamente notável! Confesso que iniciei o filme com o dedo no controle remoto, mas a hora em que o Billy após um término de aula frustrado de boxe começa a aprecisar as meninas do ballet – sem dúvida se torna muito convidativo a produção. Quanto a rebeldia natural, gostei do seu ponto de vista. Pesquisei na net o filme e descobri que vai muito além de uma película – há até uma produção da Broadway chamada Billy Eliot The Musicl (http://www.billyelliotbroadway.com/cast-creative.php)!

Mudando de assunto… li seu perfil e vi que “visita” a Igreja Bestesda – acho que do pastor Ricardo Gondim, não é isso?! Admiro esse pastor, manda muito bem nos textos!

Abraços Thiago!

Milton Arioso

eu achei um filme muito legal apesar de algumas cenas obcenas como os troca troca de Billy e seu amiguinho intimo.
mas tambem foi muito legal a cena da pereréca.
e também foi muito engraçado a parte q o irmão do Billy foge da policia
toma um café.
e também foi muito engraçado no começo quando ele pula que nem uma pereréca.

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