Notas de leitura: futilidades literárias sobre “As ‘alegrias’ do jovem Werther”

O romance Os sofrimentos do jovem Werther fez sensação. Recebido com entusiasmo pelos amigos do poeta, inquietou os moralistas a tal ponto que Friederich Nicolai publicou, no início de 1775, uma caricatura satírica intitulada As alegrias do jovem Werther. Goethe escreveu em março:

Dos sofrimentos de Werther

E mais ainda de suas alegrias

Preserve-nos, senhor Deus!

Tirei do prefácio de uma edição da Martins Fontes.

Coisas a fazer em 2010, ou quando der

Notas de leitura: A Million Miles in a Thousand Years (1)

Donald Miller começa dizendo que se assistíssemos a um filme sobre um cara que quer comprar um Volvo e trabalha a vida toda pra fazer isso nós não iríamos achar qualquer graça. Nem lembraríamos dessa história daqui a uma semana, só se fosse para pedir o nosso dinheiro de volta.

Estranho é que essa história do cara trabalhando a vida toda pra comprar alguma coisa é muito parecida com a nossa, né não? Ou seja, nossa vida é bem tediosa.

Quem eu mais ouvi em 2009

Top Artists 2009

  • Andrew Osenga – 246 vezes
  • Daft Punk – 257 vezes
  • Muse – 271 vezes
  • Sixpence None The Richer – 273 vezes
  • Sufjan Stevens -  285 vezes
  • Michael Bublé – 289 vezes
  • Caedmon’s Call – 291 vezes
  • Mae – 302 vezes
  • Jamie Cullum – 321 vezes
  • Mutemath – 338 vezes
  • Switchfoot – 338 vezes
  • Keane – 392 vezes
  • Chris Rice – 393 vezes
  • David Bazan – 412 vezes
  • Los Hermanos – 489 vezes
  • John Mayer – 612 vezes
  • Coldplay – 643 vezes
  • Radiohead – 1288 vezes
  • Jars of Clay – 1955
  • Derek Webb – 2671

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Notas de leitura: To Kill A Mockingbird/O sol é para todos

To Kill A Mockingbird de Harper Lee Black Classic Cover Depois de ver a lista de livros que podem fornecer algumas pistas acerca dos rumos de Lost, depois de achá-lo em inúmeras listas dos melhores do Século XX, depois de recomendações dum gringo entusiasmado, depois de dezenas de “nunca ouvir falar”, finalmente comecei a leitura de To Kill a Mockingbird, de Harper Lee.

É um clássico da literatura norteamericana, com tudo aquilo que ela possui de local e universal – segundo o que se diz. Estou ainda nas primeiras páginas e, por isso, pode ser um erro fazer um comentário tão precoce. Mas vou me arriscar nessa nota de leitura. Estou entusiasmado já às primeiras folhas mesmo…

É muito interessante o modo como Atticus explica uma questão de moral da população de Maycomb para a garotinha Scout. Olhe só como a própria menina narra a explicação do pai:

Ele disse que os Ewell eram membros de uma sociedade exclusiva, constituída só de Ewell. Em determinadas circunstâncias, a gente comum sabiamente concedia-lhes certos privilégios através do simples expediente de fechar os olhos a algumas de suas atividades. Por exemplo, os Ewell não tinham de ir à escola. Outro exemplo: o sr. Bob Ewell, o pai de Burris, tinha permissão para caçar e montar armadilhas fora da estação.

- Atticus, isto está errado! – exclamei.

Em Maycomb, caçar fora da estação era uma contravenção, um crime aos olhos da população.

- É contra a lei – concordou Atticus – e errado, sem dúvida alguma. Mas quando um homem gasta seus cheques da assistência social em uísque, seus filhos costumam chorar de fome. Eu não conheço nenhum proprietário de terras por aqui que não ceda de boa vontade àquelas crianças qualquer caça que o pai delas consiga pegar.

Espiritualidade ou literatura: escolha o novo espaço da Livraria

Ano que vem algumas ideias que estão borbulhando na minha cabeça vão sair dessa oficina do Thiago e serão colocadas em prática. Vou compartilhar algumas delas, esperando ansioso a reação de vocês para ver por onde começo.

Um dos projetos é iniciar um curso de literatura online. Será útil para mim, pois sou estudante de Letras, e para aqueles que se interessem pelo assunto. O foco será em literatura portuguesa. Basicamente, o conteúdo será distribuído nos seguintes formatos:

  • Newsletter
  • Podcast semanal
  • Blog

Outro projeto é iniciar um espaço exclusivo para estudo e reflexão religiosa, tentando a todo custo não me ater a um rótulo ou doutrina específica. Será mais uma questão de buscar as raízes, aquilo que há de comum. Não é nenhum “Mere Christianity”, talvez apenas um “Mere”. Se quiserem, podem assim chamar: estudo acerca de experiências místicas em comum.

Quero saber a que idéia os leitores da Livraria são mais simpáticos, pra começar.