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by Thiago Bomfim
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O que você anda comendo?
Você sabia que você já deve ter comido hoje algum quitute com alguma coisinha carinhosamente patenteada pela Monsanto? Para saber as implicações disso para o seu bolso, para sua saúde e de seus filhos, para o sustento dos pequenos agricultores, assista ao documentário Food Inc..
O pessoal do docs pt tem a legenda. É só procurar por aí que você vai achar o vídeo com boa qualidade de imagem.
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by Thiago Bomfim
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Avatar: símbolos, símbolos e mais símbolos
Este é um filme milionário que consumiu até o talo tudo aquilo que a indústria cinematográfica foi capaz de inventar. Mas não é só isso: James Cameron vai além com uma história muito interessante e pertinente. É daquelas produções que me faz ter esperança de que o dinheiro de Hollywood não termina sempre numa lata de lixo para promover o estilo de vida que andamos mantendo.
A história aborda o tema batido do imperialismo, disfarçado num outro planeta e em outro contexto. Ainda assim, fica claro que a crítica é para o estilo belicoso com que algumas nações do norte conseguem as coisas.
Ainda mais interessante é a oposição clara entre expansão científica e conquista armada: os ambientalistas são sempre os chatos dos filmes, mas em Avatar os nerds mandam.
O melhor foco desse filme está no que diz respeito à espiritualidade. Então vamos lá para mais um clichê de comentário que busca desvendar as metáforas transcendentais nas produções hollywoodianas:
- Neoplatonismo - é uma corrente filosófica, cujo maior representante foi Plotino, em que se acredita na existência de um ser pelo meio do qual todas as demais coisas existem, como se fossem uma extensão dele. Chamam a este ser o Uno (pode ser chamado de Deus). Tudo se conecta ao Uno e existe por meio de sua luz. Na ausência dessa luz existe a escuridão (ou a falta de luz), tudo aquilo que não é iluminado. Em Avatar a presença do deus aparece em todo o planeta Pandora, exceto na parte em que os humanos implantaram o seu quartel general. No filme a divindade é a deusa Eywa. Ela se liga a toda floresta, espalhando sua luz entre os seres que lá vivem, inclusive nos humanóides azulados.
- Espiritualidade primitiva – os fenômenos da natureza, a disposição dos animais, as forças que regem o planeta: tudo é creditado à deusa Eywa. Lembra bem os primórdios da humanidade, com a evidente diferença de que no filme admite-se que os fenômenos, mesmo que explicáveis, possuem sim uma conexão com um ser espiritual.
- Vida após a morte – é bater na mesma tecla do Neoplatonismo que tem lá os seus pontos em comum com o cristianismo. Os nativos humanóides, Na’vi, acreditam que o ato de morrer não é nada além de retornar para a natureza a energia que se obteve dela. Ocorre também uma espécie de renascimento, num novo corpo, aperfeiçoado e conectado com Deus. Já ouviu esta história em outros lugares?
- Conversão - o conhecimento científico é elevado como uma qualidade aperfeiçoada na raça humana. Contudo, a Doutora Grace Augustine, que conduz as pesquisas com os humanóides, se vê obrigada a subjugar o seu conhecimento à uma experiência transcendental.
Há muito mais símbolos interessantes no filme, como o que está no nome do planeta (Pandora), mas deixo essa atividade para outros mais especializados nessas coisas de mitologia.
Fica uma recomendação que segui sem arrependimentos do Thomas McKenzie: vá ao cinema, se puder. Sua experiência assistindo Avatar em casa será muito inferior do que numa sessão em 3D.
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by Thiago Bomfim
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Zeitgeist: além do New York Times, da Folha de São Paulo, da Veja ou da Igreja
O documentário Zeitgeist não é novidade: data de 2007, mas é muito bom revê-lo para ao menos entender a que tipos de ciclos estamos subjugados.
A questão não é saber se é verdade ou paranóia de nerds. A necessidade maior é a de abrir os olhos para novas possibilidades de informação. Mentira por mentira, ficamos com a enganação de
proporção menor, ao invés de se alienar naquilo que a Globo, a Veja e a Folha traduzem do New York Times para as massas.
Enquanto assistia a esse documentário veio à minha mente uma especulação acerca do zeitgeist tupiniquim. Estamos numa época de intensa valorização do patriotismo e confiança do povo brasileiro, logo o assunto é pertinente.
Promessas de progresso que os eventos esportivos irão trazer, filmes que elevam a figura do presidente sofredor que deu certo na vida depois de sair do nordeste – versão brasileira do sonho americano – sorte rara que planta a mesma esperança na cabeça de milhares de brasileiros que fizeram metade dessa rota, mas que pararam no sudeste e por lá mesmo ficaram.
Os bancos vão bem, fundem-se uns aos outros enquanto fodem com aqueles que a eles recorrem. Os primeiros sinais de que nosso “emergentismo” é extremamente lucrativo são propagandeados pela a imprensa, que faz questão de ressaltar a ligeira recuperação da tal crise.
E na política? Nada muda! A esperança é a última que morre, mas se nada der certo, ainda tem a Copa do Mundo para nos entreter no ano das eleições. Há, como luz do fim do túnel, a Marina Silva (Obama brasileiro), evangélica tradicional que é contra o aborto, pedindo que os outros brasileiros, obviamente, batam o martelo do sim que ela não teria coragem de aprovar: toda a firmeza e caráter se dobra diante da necessidade de aprovação (eleição) que trará, como consequência, poder.
Falando em cristão, a igreja vai de vento em popa. Os bancos deveriam invejá-la. A cruz de Santo André conhecerá o dia em que renderá menos que a cruz de Cristo. Não sei se é privilégio de algum diretor importante de algum banco ter o seu próprio jatinho, mas é certo que o R.R. Soares já tem o dele.
Deixo o link para o download desse documentário perturbador (via Torrent), antes que eu me passe por um doido varrido ainda pior:
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by Thiago Bomfim
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Ratatouille: uma belíssima lição sobre talento que ignora qualquer origem
Estou começando a virar fã dos filmes da Disney/Pixar, como podem notar. Especialmente estes mais recentes estão permeados de temáticas inspiradoras.
No caso de Ratatouille, o assunto é talento em oposição à origem e obstáculos. A maioria de vocês já deve ter assistido, mas, para os que não tiveram ainda oportunidade, fica aqui a recomendação.
Sobretudo, a belíssima história inspira-nos a sonhar em servir o mundo com aquilo que temos de melhor, não importando o quanto é simples o que temos a oferecer.
Estamos todos conformados com nossa história, nos entregamos à suposta fatalidade do destino e para isso buscamos numerosas justificativas que expliquem nossa resignação.
Se dizes que o mundo está difícil, serei o primeiro a concordar com você. Na verdade está dificílimo! Mas belas histórias, destinos desviados, não acontecem quando todo o caminho está preparado para sucesso. Elas são as lindas exceções que viram linhas magníficas nos livros.
Eu odeio escrever um texto que pareça autoajuda. Peço aos leitores que não o entendam desse modo. Estou apenas contando sobre histórias que podem ou não dar certo. Contudo, se tudo acabar diferente daquilo que foi planejado, ao menos uma estrada pôde ser trilhada da um modo totalmente particular.
Aconselho aos meus leitores que não se acomodem, e que também não corram atrás dos esteriótipos dos “bem sucedidos”, dos especialistas em mídia que esperam dominar o futuro.
Apenas cozinhe, dê aulas, pode o jardim, dirija o táxi, cuide do bebê. Pinte a parede, plante a horta, escreva sua poesia, abra a cova do defunto, lave os vidros, alinhe o tijolo, cante no barzinho, dance na praça. Faça do seu jeito, faça do melhor jeito.
Imagens de Fernando Galeano e pedrosimoes7 usadas sob Licença Creative Commons 2.0.
Educação Filmes Mídia Vídeos: animação histórias pixar up
by Thiago Bomfim
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Imagens valem mais que palavras: Up
Essa histórinha da vida de casado de Ellie e Carl na animação Up, da Pixar, é pra mim o ponto alto desse filme. Coisa linda de se ver:
Antes dos 30 Biblioteca Educação Filmes Listas Pensando Vídeos: 2007 Antes dos 30 filme into the wild natureza reflexão sociedade
by Thiago Bomfim
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Antes dos 30: Into the Wild – Sean Penn
Nova categoria da Livraria. Basicamente, é uma lista de coisas a se ver, comer, ler, visitar, cheirar, sentir, e por aí vai, antes dos 30 anos de idade.
Vou começar com esse título de Sean Penn que me agradou muito. É baseado no livro de mesmo nome, Into the Wild, e narra as aventuras de Chris McCandless, um jovem muito inteligente que largou tudo para ir morar no Alaska. Tudo verdade, com aquela perspectiva emocionante que só a tela pode dar. À bem cuidada lente de Sean Penn, soma-se uma trilha sonora de Eddie Vedder e a atuação cativante de Emile Hirsch, conhecido por interpretar aquele moleque de Anos Incríveis nas nostálgicas tardes da TV Cultura. Na verdade aquele foi Fred Savage.
Trailer:







