18 fev 2010, 9:01am
Livraria
by Thiago Bomfim

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  • Já vai tarde

    Bem amigos… foi bom enquanto durou. Como prometido há algum tempo, a Livraria vai sair do ar com todo o conteúdo dela. Esse endereço vai redirecionar para o MeLivro.com.

    Aos que gostavam do espaço: há coisa melhor por aí. Aos que não gostavam: menos um incômodo.

    Não vou parar de escrever na internet, só que vou tentar escrever menos besteiras lá no Me Livro.

    Até logo.

    100 discos da década | 4º – Derek Webb – Mockingbird

    Derek Webb - Mockingbird Derek Webb deve ser o nome mais repetido desse blogue que, a todo custo, se esforça para divulgá-lo como alternativa a outras gringaiadas que fazem a cabeça do povo. Então, pra variar, vamos a mais uma sessão de rasgação de seda.

    Mockingbird é um disco perfeito saído de um conjunto contraditório: melodia suave para ideias incômodas. E incômodo é a palavra mais adequada para este disco e para este cantor: não é possível ouvir Webb sem concordar com ele por completo e, consequentemente, sentir-se um lixo ou, ao contrário, enxotar sua música como se ela fosse a coisa mais abominável e injusta que já se ouviu.

    Em várias vezes, enquanto ouvia esse disco, pulava faixas como Rich Young Ruler pelo desconforto que causava, sendo dotada de uma ideologia que, à primeira vista, parece apenas política, mas que é na verdade uma vontade gigantesca de aplicar o reino de Deus ao pé da letra.

    Em outro campo Mockingbird merece inúmeros méritos: o da linguagem. Pouquíssimos discos bebem na fonte do sarcasmo de modo tão ávido como este. Ao desavisado este disco pode parecer um odioso propagar de ideologias subversivas, quando na verdade ele é um púlpito de essências de vida cristã, só que ditas, quase sempre, ao contrário por meio do velho e bom recurso chamado ironia.

    Melodicamente o disco é extremamente suave, já que de choques estão fartas as letras: piano sobreposto a um violão discreto e cordas vergonhosas com aparição esporádica.

    Ficha:

    Disco: Mockingbird

    Artista: Derek Webb

    Ano: 2005 (Dezembro)

    Gravadora/Selo: Integrity Media

    Lista de músicas:

    1. "Mockingbird"
    2. "A New Law"
    3. "A King & A Kingdom"
    4. "I Hate Everything (But You)"
    5. "Rich Young Ruler" 
    6. "A Consistent Ethic Of Human Life"
    7. "My Enemies Are Men Like Me"
    8. "Zeros & Ones"
    9. "In God We Trust"
    10. "Please, Before I Go"
    11. "Love Is Not Against The Law"

    Video (minha tradução da música A New Law):

    4 fev 2010, 9:15am
    Livraria Mídia
    by Thiago Bomfim

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  • Big Boring Brasil: entrevista comigo

    Isso não é motivo de orgulho,mas o Will fez uma entrevista com este talentosíssimo blogueiro da Livraria.

    Se você pensa que esta coisa de celebridade meia boca tinha o seu ápice em Tessália, não perde por esperar ao ver anônimos em entrevistas como se estivessem nas páginas amarelas dum certo períodico devasso por aí.

    Se queres ir além dessas perguntas e pesquisar as podridões da minha vida, deixo-vos o meu Formspring para pesquisas mais específicas.

    http://www.formspring.me/thiagobomfim

    Humor autodepreciativo

    Dizem que uma piada precisa sempre de um bobo que, por meio de uma situação degradante ou indigna, traga o riso. Isso quer dizer que, direta ou indiretamente, uma anedota acaba sempre constrangendo um fulano ou uma classe inteira de pessoas.

    Mas vamos parar de fazer piada só por conta disso? Nem pensar. Foda-se o politicamente correto.

    Contudo, uma quantidade reduzida de picuinhas é sempre bem vinda, especialmente para pessoas com um histórico de polidez já um tanto desgastado. Por isso, sem abrir mão do riso, faça piadas de ti mesmo. É o tal humor autodepreciativo: você é o alvo da piada que é feita por você.

    Vamos a um exemplo (fraquíssimo):

    Neste blog fala-se de tudo, mas da nada se fala.

    Vaquinha pra comprar meu baixo elétrico

    Muitos já estão entediados com os escritos que são publicados nesse blogue aqui. Forneço agora a todos a chance de me colocar em outras atividades menos incômodas que a escrita. Que tal a música?

    Contei recentemente aos leitores pacientes – e aos privados de conteúdo que seja pouco melhor que o desta página, o que não é difícil de fazer – sobre os projetos de montar uma banda. Recebi após esta confissão gentis sugestões e orientações de amigos especialistas no que concerne ao mundo da música e do baixo elétrico.

    Para entrar de cabeça nessa empreitada usei o sistema do Vakinha para angariar fundos que correspondam a 1/3 do valor aproximado de alguns baixos que eu andei a pesquisar.

    Aí está a oportunidade de você colocar um jovem com pouco talento para a escrita no mundo da música. Ao menos poderás poupar vosso olho para as palavras mal escolhidas e caoticamente colocadas em frases que, incapazes de serem sérias, são extremamente fracas na arte de soar ao menos engraçadas.

    Quer dar uma forcinha na compra desse baixo?

    Especialista em (fazer) média social

    Você estuda quatro anos, enfrenta provas, ônibus lotado, livros entediantes, as tias chatas da Licenciatura e, de brinde, um concurso público para virar professor.

    Você abre uma conta no Facebook, no Linkedin, no Twitter e faz um blog. Pronto! Você já é um especialista em mídias sociais!!