Há alguma coisa que se diga que não já foi dita antes? Mesmo nessa pergunta está ausente o elemento da surpresa, pois tal questionamento já foi feito muitas vezes por mentes mais geniais do que a minha e tão medíocres quanto ela. Então qual a utilidade de se escrever o que quer que seja? Pra que serve um blogue?
Segundo aquelas teorias da comunicação que todo mundo de todos os cursos estuda, a função fática é aquela que serve para testar o canal, ver se ele está funcionando. Dentre os exemplos dessa função posso citar aqueles bons dias e boas noites que distribuímos a torto e à direito por aí, mas que significam nada ou coisa alguma. Encaixaria os posts e notícias na mesma categoria.
A maior censura que existe hoje é a do falar. Não é preciso fazer muito para que a sua mensagem seja barrada: basta falar. Para tempos tão banais, todas as banalidades são verdades e todas as verdades são banalidades. Ou seja: ninguém vai te ouvir de qualquer jeito.
E você, por que está lendo isso? Perdeu seu tempo ao ler, e eu desperdicei o meu a escrever.
O tempo muda bastante os nossos gostos. Não é estranho pra mim pensar que o Thiago de hoje só neste dia existiu. Quem virá amanhã é um ser diferente, carregando as coisas velhas do hoje e renovando as esperanças para o depois de amanhã. Agora paremos de augustocuryces, e vamos à duas listas.
Eu já gostei muito de:
guitarra – comprava revistas de metal farofa e tenho algumas até hoje;
diante do Trono – até virar homem;
estudar – mas cheguei à faculdade;
Oficina G3 – até resolver ir a um show deles;
ir à igreja – até resolver aproveitar os meus domingos;
assistir à Fórmula 1 – mesma justificativa do caso acima;
sorvete – até que parei por causa da intolerância à lactose e hoje nem sinto mais falta;
conversar com várias meninas – até notar que o assunto era sempre o plastiquinho numerado com a bandeira Visa impressa nele;
ir ao correio – até mudar pra São Paulo;
e de fazer “racha de bicicleta” no interior – até arrumar encrenca com os companheiros de “aventuras”.
Atualmente eu gosto muito:
de ver filmes – principalmente dramas não românticos;
de viajar – principalmente viagens longas;
de me embriagar – pra pensar na vida e chorar para os amigos;
de escrever – apesar de ser bem medíocre nessa atividade;