Um mundo sustentável depende de você, de suas escolhas. Uma sociedade melhor não se constrói apenas com bons governantes: ela é feita com a sua participação, com a sua mão na massa. Não basta sonhar, é preciso fazer, tirar do papel, transformar a teoria em prática. Amparar os menos favorecidos por meio de ações que promovam dignidade. Dar chance à educação, ao conhecimento e… ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ.
Você pode completar o discurso acima e usá-lo tanto para uma propaganda do Bradesco, da Marina Silva/Dilma/Serra, ou para a sua pregação de domingo.
Esta foi a experiência de quase afogamento de Thom Yorke para gravar o videoclipe de No Surprises. Esse trecho do making of está no DVD Meeting People is Easy.
Ignore os comentários idiotas do povo que fala no vídeo.
Rev. é a minha série de comédia nas férias de todas as que acompanho (Modern Family, Community e The Office). É sobre o dia a dia de um reverendo de uma igreja anglicana tradicional com pouquíssimos membros.
É da BBC e é até bem compassiva com os problemas das lideranças religiosas num país bem secularizado.
Estou querendo ler, ouvir, ou assistir alguma novidade, e tem sido demasiado difícil realizar tal atividade. A internet, com o “advento” das redes sociais, faz eco de qualquer informação com a ajuda de uma “personalidade virtual” que possua um número considerável de seguidores no Twitter. Se eu leio alguma coisa no microblog, já posso esperar ver o mesmo conteúdo daqui a alguns minutos no Facebook, no Google Buzz ou no e-mail. E por ser informação gerada pelo meu ciclo de convivência, com gostos bem semelhantes aos meus, provavelmente eu não vou me incomodar ao receber os itens compartilhados.
Até o jeito que ouvimos música hoje é extremamente limitado. Acredito na utilidade de recursos como a Last.fm, ferramenta que, ao meu ver, é genial em sua proposta de recomendar. Mas esta rádio via web é bastante limitada em nos oferecer aquilo que está fora da nossa “cápsula de preferência”, em nos proporcionar algo que nos afaste daquilo que certamente nos agrada.
Vivemos numa órbita comportamental que a internet só ajuda a manter em perfeito estabilidade, pois nela é vetado o afastamento do ciclo das recomendações, é proibido a distância daquilo que não nos trará choque. Diria que a nossa dieta cultural não nos oferece nada além daquilo que nós queremos.
Por exemplo: ontem fui escolher um filme para assistir. Gosto muito de Clube da Luta e fui no IMDB ver as recomendações de títulos semelhantes para amparar minha escolha baseada nesta preferência. Acabei escolhendo Zodíaco. As chances de eu gostar deste filme são altas, mas as chances de eu me surpreender com algo alheio ao meu universo são praticamente inexistentes.
Para uma pessoa ligada em recursos da internet, existe uma cápsula anti-decepção quase impenetrável, graças aos sistemas de recomendação e estrelinhas que usuários como nós espalham por aí na avaliação de consumíveis culturais. Contudo, numa cápsula onde você só pode dizer “Like”, as chances de se surpreender são remotas, ou até nulas.
Para o festival de babaquices nacionais online os brasileiros patriotas resolveram dar piti com o Sylvester Stallone.
É preciso lembrar que todo brasileiro riu da Vanusa chapada cantando o entediante Hino Nacional, todo patriota ri do presidente Lula (e com razão), toda gente dessa terra faz piada com a criminalidade do Rio de Janeiro, inclusive os cariocas.
Está na hora de abandonar esses provincianismos e de reconhecer que casos como o de Stallone não passam de um relatório exagerado, de uma narração engraçadinha. Talvez não fosse necessária a adição bem humorada, pois, como se diz, a piada já estava pronta.
Grandes humoristas não sentem vergonha de fazer humor autodepreciativo, de se incluir na piada. O pior tipo de piadista é aquele que não sabe rir de si. Brasileiro é bem dessa laia: sabe rir de tudo e de todos, mas quando é o alvo da brincadeira “xinga muito no Twitter” e acha tudo uma “puta falta de sacanagem”.
O tempo muda bastante os nossos gostos. Não é estranho pra mim pensar que o Thiago de hoje só neste dia existiu. Quem virá amanhã é um ser diferente, carregando as coisas velhas do hoje e renovando as esperanças para o depois de amanhã. Agora paremos de augustocuryces, e vamos à duas listas.
Eu já gostei muito de:
guitarra – comprava revistas de metal farofa e tenho algumas até hoje;
diante do Trono – até virar homem;
estudar – mas cheguei à faculdade;
Oficina G3 – até resolver ir a um show deles;
ir à igreja – até resolver aproveitar os meus domingos;
assistir à Fórmula 1 – mesma justificativa do caso acima;
sorvete – até que parei por causa da intolerância à lactose e hoje nem sinto mais falta;
conversar com várias meninas – até notar que o assunto era sempre o plastiquinho numerado com a bandeira Visa impressa nele;
ir ao correio – até mudar pra São Paulo;
e de fazer “racha de bicicleta” no interior – até arrumar encrenca com os companheiros de “aventuras”.
Atualmente eu gosto muito:
de ver filmes – principalmente dramas não românticos;
de viajar – principalmente viagens longas;
de me embriagar – pra pensar na vida e chorar para os amigos;
de escrever – apesar de ser bem medíocre nessa atividade;