Música: análise composição jars of clay Música poesia
by Thiago Bomfim
4 comments
Pode copiar
Comentando a letra: Jars of Clay – Closer
Essa é uma das músicas mais interessantes do novo disco do Jars of Clay. Vou apenas comentá-la parcialmente, já que as outras partes são bem explícitas.
I don’t understand why we can’t get close enough
I want your kite strings tangled in my trees all wrapped up
I don’t understand why we can’t get close enough
I’ll be the comets that are fallin’ from the sky you light up…light up
“Eu quero as linhas da sua pipa emaranhada nos meus galhos, todas presas”. É bem sugestivo esse trecho. Indica uma relação muito íntima e bem forte, costurada e, ao mesmo tempo, complicada (emaranhada) como qualquer relacionamento duradouro. Entretanto é melhor assim do que sozinho, né?
A pipa é o símbolo da liberdade: solta ao vento, presa por uma frágil linha, da qual pode se desvencilhar sem dar satisfações. Entretanto, emaranhada ao galho da árvore, a pipa acaba perdendo essa liberdade e, presa, ficará ali, numa simbiose mortal e sem volta. E a morte nesse sentido é bem interessante já que se morre para o resto de todas as coisas, e agora a vida não caracteriza um ser individual, mas dois que se completam. O retrato fiel de um relacionamento, no qual nem tudo é bom: há complicações no emaranhado do amor.
You’re my shirt, I an arm
I’m the tick, you’re the bomb
You’re the L and the V, I’m the O and the E, and we…
Am I speaking clearly?
Novamente a mutualidade e dependência desse complicado relacionamento se expressa nessa letra. Quando diz “Você é minha camisa, Eu sou um braço” o compositor declara que nessa relação ele se sente protegido e, ao mesmo tempo, sufocado.
O trocadilho – “Você é o L e o V, eu sou o O e o E (LOVE), E nós… Você está entendendo?” – é bem interessante. Diz que eles se completam, mas que são extremamente diferentes (vogais/consoantes). Ele, sutilmente diz que é descomplicado (vogal) e o outro é complexo (consoante). Percebe-se que o compositor tem um conhecimento interessante de Fonética, já que sabe da “descomplicação das vogais”, emitidas sem barreiras, e da complexidade das consoantes, que necessitam recorrer à algum outro órgão, além das cordas/pregas vocais (dependência) para que algum som seja emitido.
Uma bela letra que mostra a evolução de Jars of Clay na sua composição, que soa simples à primeira vista, mas que adquire novos sentidos perante um olhar paciente.
Uma versão dessa música numa rádio, com uma fã radialista empolgada.
Posts relacionados (gerado automaticamente):
O Jars of Clay só nos surpreende, a cada disco novo! Sou muito fã, desde o Eleventh Hour.
Ainda não peguei as letras pra ouvir junto com esse disco novo, só ouvi lá no site indicado pelo Thiago. Assim que li, vi que parece muito com a “Oh! Gravity” do Switchfoot.
“Oh! Gravity.
Why can’t we seem to keep it together?
Sons of my enemies,
Why can’t we seem to keep it together?”
A diferença é que a música do Jars parece ser mais intimista, o cara é parte do relacionamento.
mas barbaridade, matou a pau este vídeo do Jars no estudio, não adianta é muito talento… belo POST!
by Análise do novo disco do Jars of Clay: The Long Fall Back To The Earth | Livraria do Thiago
[...] com a bateria seca que nem vou citar de qual década saiu. O detalhe principal e qualificador é a letra lotada de trocadilhos e de poesia da melhor qualidade. Dan Haseltine explica o seu processo de [...]






Comentando a letra de Closer do @JarsofClay : http://tinyurl.com/dnlgjp