Recentemente o governo tomou uma atitude contra a facilidade dos financiamentos para pessoas físicas. Basicamente, a decisão aumenta os juros para prestações de longo prazo, desencorajando o consumidor a fazer compras parceladas. Outra medida quase simultânea foi o aumento do pagamento do valor mínimo dos cartões de crédito que, a partir de junho de 2011, deverá aumentar dos 10% atuais para 15% do valor total da fatura.
Embora não seja a solução, as duas medidas freiam o consumo, responsável pela inflação, e evita o endividamento excessivo das famílias. Na minha opinião, isto corresponde a um avanço, minúsculo, mas ainda assim um avanço.
Contudo, outra fonte de endividamento ainda desprezada pelo governo, intencionalmente ou não, encontra-se nas tradicionais doações que os membros de igrejas fazem às respectivas comunidades onde congregam. O problema é gravíssimo e acredito que muitos já testemunharam casos de pessoas que de uma condição de pobreza saltou à condição de miseráveis depois de frequentar uma instituição religiosa e lá perderem tudo o que tinham. Pergunto: não seria adequado que o governo interferisse no abuso que se promove nas doações feitas à igrejas?
Embora não seja especialista no assunto, acredito que se houvesse limitação governamental ao valor doado em dízimos e ofertas, veríamos essa situação de exploração minimizada. Certamente, seriam necessários mecanismos rígidos de coleta e fiscalização, para que não surgissem, em contrapartida, “pastoreodutos” de doações ilegais.
No caso dos evangélicos, creio que a doação deveria ser limitada a 15% da renda mensal do membro. Nessa porcentagem há os 10% do dízimo, que muitos acreditam ser uma obrigação religiosa, e os 5% que poderiam ser convertidos em ofertas, votos, ou doações extras, de acordo com a vontade de cada fiel.
E vocês, o que acham? Se o assunto, render, poderemos promover um abaixo-assinado para mandar o assunto para a discussão dos nossos queridos governantes. Para desenvolver a ideia, além de discussões, precisaríamos da ajuda de pessoas que saibam lidar com leis e projetos, em outras palavras, políticos e homens da lei.
A minha proposta inicial – a dos 15% – pode ser discutida e mudada com o decorrer da discussão. Espero que essa proposta não seja mais um belo #foreveralone.
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