O que eu acredito sobre evangelismo?

Credits aknacer on Flickr Depois de uma semana de ceticismo e total falta da esperança na série sobre evangelismo, vou falar neste único post, sobre a simplicidade do ato de evangelizar.

Se fosse sintetizar tudo o que eu tenho a dizer a conclusão seria: Eu acredito em evangelismo contextualizado.

Evangelismo contextualizado é aquele que se adapta à situação/condição daquele momento, e isso significa diferenciar-se da corrente contemporânea de “estratégias”.

Se nos tempos da igreja primitiva funcionou que se gritasse a palavra nas praças, isso só deu certo porque o contexto da situação permitiu. Gritar a uma multidão de pessoas, em uma época onde mal se tem permissão para se falar baixo em sua casa, é contextualizar a mensagem saindo da estratégia comum. Nos dias de hoje gritar a uns milhares de ouvidos é fazer o apelo que a publicidade faz, que a TV faz e que todos os veículos focados na persuasão fazem com maestria.

Publiquei uma lista para coisas sem qualquer eficácia, então  é justo que exista uma lista para coisas que funcionem. Vamos à ela:

  • Missões: o evangelismo missionário não é novidade, a sua proposta é que nunca fica velha. A mensagem é levada, ao pobre, ao índio, ao rico, ao universitário, ao analfabeto, de acordo com a liguagem que são capazes de entender. Missões leva ao extremo a contextualização das boas novas.
  • Relacionamentos: se isso é evangelismo? Estou certo que é. Diferente do que se divulga em igrejas do G12, essa relação entre pessoas é cultivar relacionamentos sem intenções evangelísticas. É amar o próximo, se preocupar com ele, perguntar se ele precisa de algo… É um estilo de boa vizinhança que leva o reino de Deus que está em sua vida para fazer do viver de outras pessoas algo melhor. Sou franco em afirmar que pode não ser o objetivo converter pessoas ao cristianismo, mas se a sua relação com alguém cria pessoas melhores, faz do homem um marido mais interessado, do adolescente um filho mais compreensivo , fique certo que você trouxe parte do reino para o viver na Terra. Não disse que seria fácil.
  • Justiça social: outra vez o evangelismo que traz o reino como ferramenta para a melhoria da vida de outras pessoas. Alguns podem afirmar que isso não é evangelizar. Talvez não é de forma explícita, mas como diz Derek Webb em uma de suas melhores músicas: eu abandonaria a espada (Bíblia) se ela não fizesse o bem. Se a minha mensagem não serve para mudar vidas, não devo continuar pregando. Já perceberam como cada milagre que Jesus fez na Bíblia visava sempre trazer dignidade às pessoas? Até mesmo os ricos carecem disso! Os pobres ainda mais.
  • Igreja: se igreja for o relacionamento de pessoas que são o corpo de Cristo, com certeza ela é o maior instrumento de evangelismo dos nossos dias. Na igreja há círculos sociais que incluem. A fé individualizada é difícil, diria que impossível.

Na minha lista falo de coisas que tratam as pessoas de forma particular e que, ao mesmo tempo, as incluem em grupos que compartilham de uma mesma fé e estilo de vida.

Evangelismo que trata as pessoas como grupo, estátística, usando técnicas de persuasão, está falido e fora de contexto. Contextualizar é se aproximar, compreender situações, falar no mesmo nível de linguagem, amar sem segundas intenções.

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Sem tirar nem pôr. Concordo. Creio na Missão Integral, o evangelho a todo o homem para o homem todo. Isso inclui contextualização, alcançe do corpo, alma e espírito. Requer relacionamentos, mudança social e espiritualidade. Digo espiritualidade e não religião. Requer transformação de vida em todos os âmbitos humanos.

Acreditar em evangelização seria o máximo, agora conseguir discernir e optar por uma forma de evangelização como você faz ao optar pela contextualizada, vai muito além. Parabéns!

Sem palavra pra este texto… parabéns por tirar as palavras da nossa boca… rs!
Se for possível, poste este texto no blog do Dot ou no fórum. Acho que seria de grande utilidade discutir sobre ele!
Abraços…

Thiago,

Desta forma, porque as formas/métodos nos quais você não acredita não podem ser contextualizados?

Abraços

Bom, concordo com o que você falou só acrescendo o que você criticou, não vejo nada de mal em evangelismo através de Shows, talvez o objetivo em sí do Show Gospel não é apenas evangelizar, mas quando aquele cantor, abre a boca e começa a falar uns “5 minutos” ele acaba levando as boas novas e os ouvintes tem a oportunidade de saber um pouco sobre Jesus, e isso é valido. Os folhetos também são uma forma de Evangelismo, teve um amigo meu que era rip, que se tornou Cristão depois de receber um folhetinho sobre Jesus na rua… Gostou tanto que abriu seu bolso cheio de moedas do “artesanato” e tirou xerox do folheto pra distribuir para os seus colegas, depois procurou a igreja que entregou o folheto para saber mais de Jesus.
Imagine se todos os Pastores pensassem como você não acreditassem no folheto?? Ou Deus arranjava um outro modo de tocar aquele coração ou ele iria para o abismo!!!

Tô contigo Paulo!

E fiquei curioso sobre esse folheto.
Será que você conseguiria saber qual folheto era?

Abraço

“Chorar com o que chora, se alegrar com os que cantam. Senão, ninguém vai nos ouvir.”

[...] Evangelismo que trata as pessoas como grupo, estátística, usando técnicas de persuasão, está falido e fora de contexto. Contextualizar é se aproximar, compreender situações, falar no mesmo nível de linguagem, amar sem segundas intenções. Postado originalmente na Livraria do Thiago. [...]

29 jun 2009, 5:49pm
by Igor Figueiredo

reply

Eee…Amigo, acho que você quiz revolucionar mas acabou foi dando uma boa furada. Onde já se viu um crente fazer amizade simplesmente por fazer sem se preoculpar com a alma indo para o inferno e ainda achar que esta trazendo o Reino de Deus.
Amigo acho que você saiu um pouco da linha.

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