Série: Coisas sobre evangelismo nas quais não acredito – Televisão

Evangelismo na TV Comecei a escrever algumas coisas que penso serem equívocos quando o assunto é evangelismo. Acabei fazendo um post muito grande, que resolvi dividir em uma série, começando essa semana e tomando alguns dias da próxima.

Antes quero esclarecer que não há verdades absolutas sobre o assunto e pode existir até mesmo exceções quanto a resultados das supostas ações evangelísticas que eu cito aqui.

Ao final da série farei 1 (um) post sobre aquilo que penso ser o correto quanto a evangelismo atualmente. Mas porque só um post? Você entenderá depois.

Não é de hoje que os cristãos protestantes têm a idéia de que Jesus só é alcançado pelas pessoas por meio de eventos grandiosos que ganham a televisão ou reunem milhões nas ruas.

Alguns justificam a organização desses atos como sendo inspirados na pregação de Jesus ou de Pedro para várias pessoas ao mesmo tempo. Vou dizer o quanto penso que essas ações são totalmente desnecessárias nos nossos dias:

Eu não acredito em evangelismo pela televisão

Não preciso nem argumentar. Todos vemos que a TV virou um espaço já ganho pelo pior daquilo que os chamados evangélicos têm: pedidos de contribuição, curas duvidosas, música evangélica ruim, corredores de sal, entrevistas com ex-mães de santo, vigílias de 666 pastores e por aí vai.

Recentemente um dos “evangelistas” charlatões comprou um canal que ainda se salvava pela programação noturna, voltada a assuntos adolescentes e exibição de desenhos japoneses. Mais um bocado de cultura que escorre pelo ralo em nome do cristianismo franqueado.

A televisão além de não servir para propósito evangelístico, contribui para efeito contrário, trazendo descrença até para as raras ações sérias de divulgação da palavra.

ATUALIZAÇÃO: Qual não foi a surpresa ao ver que o René trata do mesmo assunto no Papo de Teólogo!

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Eu também não acredito em evangelismo pela TV, e o motivo principal pra isso é porque eu nunca vi evangelismo pela TV. O que os caras fazem em nome de Jesus na TV é uma coisa bem diferente de pregar o Evangelho. A própria essência da TV aberta leva a peripécias circenses. Pra que mais gente assista, abusa-se de de técnicas ridículas, e quem sai perdendo é a fé cristã, mais uma vez diminuída pela ação de gente sem noção e sem princípios.

Acredito que o problema nasce do fato de que quem faz TV é quem tem dinheiro. E quais igrejas têm dinheiro? Geralmente, e também infelizmente, as que envergonham.

Não seja tão genérico, amigo. Você não acredita, segundo suas próprias palavras, nos tele-evangelistas de nossa era, nos seus métodos e disparates. E tem toda razão para isto. Mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa… =)

Adriano,

Posso complementar o que eu disse no post, que mesmo as boas intenções de evangelismo pela TV são inúteis.
O veículo é caro e funciona na base de persuasão. Acho que qualquer ação evangelística que venha excluir a interação com pessoas de carne osso, que não crie laços de amizade é totalmente perda de tempo.

“Eita que é mistééééério jesuis!”

Rapaz, é que está ficando incômodo esse negócio de guerras televisivas. O Charles do Baptized in Fire também comentou sobre isso mês passado. Acho que o Senhor quer falar algo sobre esse assunto, rss

Abraço!

Thiago,
Vamos por partes…Até Jesus valeu-se de iniciativas caras. O prejuízo da vara de porcos em Gadara, as vezes que ordenou aos discípulos que providenciassem comida para as multidões, são provas para mim, de que que Ele não estava preocupado com o veículo ou os custos mas sim com a essência da mensagem.

Quanto a excluir interação, estamos falando de métodos, certo? E se uma ação evangelística que exclui interação “de carne e osso” é perda de tempo, a literatura não estaria no mesmo barco? O que dizer da própria Bíblia?
Um método em particular não é nem pode ser perfeito. Ele precisa de outros elementos para ser completo. E interação e laços de amizade são fundamentais para completar qualquer método. Mas nem todos começam desta forma, estes elementos surgem por causa de diversos fatores durante a caminhada.

Penso que o que está em jogo de fato é o real conceito do que venha a ser “evangelismo”. No que diz respeito a tele-evangelismo, estamos acostumados ao modelo cara-de-terno-que-fala-demais, pois é o que a maioria de nós viu até hoje. Contudo, este não é o único modelo.
Podemos ter programas sobre ciências, artes, música e educação que apresentem o evangelho, não porque tem um “apelo” no final, mas porque revelam a essência do evangelho.
Cá com os meus botões penso que se fosse possível á época, Jesus teria usado a mídia para anunciar o Reino de Deus. Os discípulos e os pais da igreja tb, assim como usaram largamente as estradas do império opressor pra fazer correr a boa notícia…

Abraços

26 ago 2008, 11:53am
by Marcio Uno

reply

Bom, também não acho que os programas tele-evangelísticos hoje, na forma que estão formatados tenham realmente impacto na sociedade brasileira quando falamos de evangelizar. Pior do que o método é o modelo que esses homens conduzem estas reuniões.
Jesus não veio ao mundo para fazer marketing e divulgação de seu nome, somente queriam que pessoas seguissem seu Reino, ensinando e pregando, mas não de forma escrachada e ridícula….Ele é discreto…

não é porque o que temos visto hoje em dia
não funciona, que podemos dizer o método
não seja eficiente. eu diria que hoje tem sido
usado de forma errada, com motivações um
pouco tortas e sem a essência da mensagem
de Jesus. assisti uma pregação do Padre Fábio
na Canção Nova e fiquei pensando que se as
nossas mensagens fossem tão “Jesus” como
a que eu ouvi ontem, teriamos mais resultado
com o evangelismo pela televisão. como diria
o Adriano, uma coisa é uma coisa, outra coisa
é outra coisa. infelizmente não tem aparecido
muita gente disposta a usar a mídia de forma
eficiente para pregar o evangelismo.

Adriano,

Um programa na rádio crista Musical aqui em São Paulo custa por volta de 35 mil por hora. Se em uma rádio supostamente cristã já se cobra esse preço astrônomico, eu nem quero imaginar o desperdício que campanhas de publicidade cristã na TV fazem.
Se o dinheiro fosse investido em um cristianismo eficaz, que engloba assistencia social, educação, e criação de comunidades de relacionamento sérias (leia-se igrejas) com certeza o reino de Deus estaria bem mais perto dos necessitados.
A TV, pode ser um meio, mas se o reino de Deus custa tão caro e faz tão pouco, acho que ele se limita demais.
Posso citar boas intenções como o Clube 700, mas o projeto falha novamente em pensar que apenas uma mensagem salvará as pessoas. É um processo, insisito, que envolve aproximação e relacionamentos. A TV não tem isso.
A Bíblia, citada no comentário, não têm valor algum senão pela contextualização do seu sentido, se for tratada apenas como leitura tem o valor do folheto, ou de um livro qualquer. A Bíblia é o canal, a mensagem é a Palavra complementada em cada livro e história inclusa nesses… Acaba aí. O contexto é que torna esses elementos físicos em mudança de vida, através de relacionamentos com outros cristãos, o que transforma a mensagem em aplicação.
Posso parecer meio ortodoxo nisso, mas a televisão competindo com uma linguagem não voltada ao entretenimento vai ganhar sempre.

Elianderson, conheço o Padre Fábio e também o Jonas Abib, acredito na boa intenção e até os admiro, mas insisto: se tudo acaba na bela mensagem coerente não é evangelismo. Não estou dizendo que é assim, mas se for está caminhando para o fracasso.
Aliás aproveito para tecer um comentário sobre o grupo Canção Nova: são admiráveis, aparentam uma sinceridade impressionante e só erram quando tentam usar das mesmas estratégias que os evangélicos.

Abs

[...] Televisão Todos vemos que a TV virou um espaço já ganho pelo pior daquilo que os chamados evangélicos têm: pedidos de contribuição, curas duvidosas, música evangélica ruim, corredores de sal, entrevistas com ex-mães de santo, vigílias de 666 pastores e por aí vai. (Leia mais) [...]

O que vemos atualmente na televisão não passa de pirotecnia e arecadação de verbas.

É ridículo pensar que alguém “não crente” vai dar ouvidos a um pastor que aparece no horário nobre da televisão gritando de dentro de seu Armani, enquanto contempla a contrução faraônica de um templo cheio de pessoas gritando um “glória a Deus” vazio.

O real objetivo do evangelismo é atingir aqueles ainda que não conhecem a palavra, e não entreter uma multidão de pseudocrentes que se acham desbravadores da palavra por colaborarem com quantias em dinheiro “a lá Criança Esperança”.

Thiago, lembrei muito de você quando li o primeiro capítulo deste livro, lá na Mundo Cristão:

“Se o que você leu até agora ainda não é suficiente para convencê-lo, ainda há mais: certos cristãos são muito esquisitos. É só dar uma olhada nos programas evangélicos exibidos na televisão.(…)Não é de admirar que não-cristãos assistam a esses programas só para rir. Sei que há muitos ministérios cristãos sérios que ocupam espaços na grade de horários da televisão, e dou o maior apoio. Mas, sejamos sinceros, existe muita coisa bastante bizarra para ver.(…)Para completar, eles ainda pregam no melhor estilo vou-pegar-seu-dinheiro, finalizando todas as falas com aquele “amém?” constrangedor. “Jesus ressuscitou dentre os mortos, amém? E ele está pronto para perdoar seus pecados, amém? Clame pelo Senhor agora, amém?”. Isso me embrulha o estômago, amém? ”

Tem muito mais lá no: http://www.mundocristao.com.br/adicionais/confissoes_pastor.htm

Vou comprar esse livro, amém? Ele tá numa promoção ungida!

Abraço!

realmente tem muita coisa que não funciona mesmoooo!! mas, como o texto já disse, existem exceções!!
o projeto Minha Esperança parece ser uma dessas exceções…pelo que vi até agora parece ser uma grande oportunidade de evangelizar atrávez da tv…mas exige um comprometimento muito maior por parte de quem participa!

[...] à velha fórmula publicitária para levar o Reino de Cristo, utilizando um meio pelo qual já mostrei minha incredulidade: a [...]

Acredito que todos os meio de comunicações são meio eficazes para difundir o evangelho.
O que ocorre no Brasil é um despreparo dos líderes na forma de utilizar esses meios.
Procuremos a produção de programas evangélicos na tv/rádio/internet e encontraremos pastores e líderes que simplesmente aprenderam a mecher no maquinário.
Na minha igreja por exemplo, surgiu a oportunidade de termos um programa de rádio sobre missões.
O pastor designou um músico para ser o responsável pelo programa e pronto.
O jovem não possui nenhuma formação radialista e muito menos foi lhe dada instruções sobre como utilizar o meio. O programa tornou-se apenas mais um programa evangélico de rádio medíocre.
MAs acredito realmente que se fossem feitos os planejamentos e estruturações corretas, poderíamos sim aliar a mensagem de Deus com a mídia.

27 nov 2008, 10:54am
by Missioimario Valldemiro Silva

reply

O meu em que mundo vc vive?eu não tenho programa de radio ou tv,para que vc não me julgue por isso .Vc não acretida em distribuição de folheto nem em evangelismo em massa ,como vc pensa alcançar as pessoas perdidas presando de jesus deum conselho amigo vc esperando que Jesus volte e essas pessoas se percam de ves isso é uma responsabilidade sua tbm.Ou vc não liga para as pessoas ou é ciume ou inveja de quem tem tudo que vc dis que não acredita.Acorda meu irmão e ajude quem precisa ,para alcnçar esse povo sofrido precisando de salvação.Ou vc não cristão porque quem critca o trabalko dos outros e nada faz precisa se converter de verdade.

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vcs estão um pouco equivoacados. Aqui quem vos fala é uma pessoa alcançada pelo evangelho via tv. já recebi curas pelo pregador via tv, não sou analfabeto cristão, leio a bíblia, sou professor da ebd e estou em defesa do evangelho via tv. se o diabo consegue influenciar familias pela tv, pq o Senhor Deus não conseguiria?

Voce não acredita em evangelismo em massa, por folhetos, pela televisão, etc, etc… De fato, o Reino não é proclamado pelos que “não creem”, mas pelos que creem e agem. A despeito dos milhares de testemunhos de pessoas que foram alcançadas pelo Evangelho por esses e vários outros meios, você simplemente “não acredita”. Só informo que Paulo não compartilhava dessa mesma visão, pois ele mesmo disse isso em 1Co 9.22 e em Fp 1.18.

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