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by Thiago Bomfim
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Os intercessores contemporâneos
Se eu escrevesse a frase “não precisamos de pastores” no título dessa postagem, provavelmente o texto alcançaria muito mais sucesso. Frases de impacto, ou slogans no mundo da publicidade, são muito bem assimiladas pelo consumidores que frequentam igrejas. Inclusive eu já caí nesse conto do vigário ao comprar o excelente livro, de desastroso título, Como os Pinguins me Ajudaram a Entender Deus do escritor Donald Miller. Ainda bem que o conteúdo compensou o nome.
Vou logo ao assunto antes que o estimado leitor largue esse quase pergaminho e volte à janelinha do Twitter.
Não usarei hoje uma frase de impacto, mas afirmarei que a função de um pastor pode ser bastante questionável. Vou listar algumas das coisas a que a figura de um guia de ovelhas é capaz de remeter:
- Superioridade
- Poder
- Revelação específica
- Portador de bênçãos
- Terno caríssimo
- Medo
Parece-me que a função do mau pastor é esconder Deus, colocá-lo inacessível. Há a impressão de que se deve passar pela catraca da benção pastoral para se chegar ao divino. Se você, em alguma situação, se “sentiu afastado de Deus” por conta de alguma figura que é, supostamente, superior espiritualmente, está na hora de avaliar o tipo de comunidade de fé – “denominação/igreja” – que você anda frequentando.
Se você já viu alguém acima da tribuna sempre a engrandecer as capacidades que tem para revelações superiores, adquiridas por meio de sonhos, orações, leituras bíblicas que os fazem chegar a novas conclusões acerca de um determinado trecho, sem dúvidas você estava diante de um mentiroso e dissimulado profeta.
Não posso ser injusto com alguns bons pastores. Há pessoas que são verdadeiramente envolvidas com uma comunidade de fé, com a causa de um mundo melhor. Algumas delas esquecem de si mesmas e saem às ruas despenteadas e até mesmo tiram fotos ridículas para banners em blogs famosos. Não se importam muito com a imagem, mas se preocupam muito com o reino. Não usam ternos caros e, não raro, você pode confundí-lo com um hippie na rua.
Se um pastor, diante do título, se porta como se tivesse uma revelação superior está agindo como um grande idiota. Se se aproveita de um título para enganar a gente mais simples e desesperada desse país, é a própria encarnação do diabo. Agora se um servo encara esse título não como uma benção, mas como uma grande responsabilidade, e com muita sinceridade, talvez alguma coisa dê certo.
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Belo insight, Leo! Por que não inverter os papéis para que se compreenda a condição de ser pastoreado?!
Grande Tiago !! e grande post, ou melhor, grande verdade !!
e olha, aqui onde eu moro o que não falta é pastoreco enxifrado gritando metáforas estrastosféricas para um rebanho cego….uma tristeza só.
Posso republicar – citando a fonte, é claro – no Verdades Nuas . blogspot ?
beijooooooo
Alice
O pedido era desnecessário, rs. Mas darei a resposta pela estima que tenho: mas é claro.
Abraços, e obrigado pela constantes visitas
Hoje há pastores gurus e pastores gerentes. Pastores pastores são bem raros.
Pastor que assume o título pensando em revelar Deus ou liderar um grupo, tem uma visão totalmente viesada do que é realmente pastorear.
Tenho por mim que o maior problema dos pastores atuais está em pensar que está liderando algo. O primeiro passo para exercer tal função é enxergar que o último a liderar é ele mesmo…






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