Curadoria musical grátis: o grande filtro das novidades

Viciei no 8tracks.

O site funciona com o simples e besta princípio de tocar listas de, no mínimo, 8 faixas. Não seria nada demais, nada tão inovador, se o tal site não tivesse uma gigantesca adesão, nenhuma limitação pra uploads e suporte às principais plataformas móveis atuais: Android, iOs e Windows 8.

Em tempos de muitas novidades, interessantes até, como a Last.fm e o brutalmente bloqueado Pandora, o 8tracks se diferencia por ter conteúdo/listas produzidas por mãos de gente de verdade, e não por computadores. Claro: isso dá muita merda, mas também dá muita Top Therm (coisa boa).

Ou seja: quer tocar no aleatório? Legal. É um novo jeito de ouvir música. Mas exija o mínimo de curadoria, seja da Last.fm ou do seu amigo que ataca de DJ no 8tracks.

Minha lista com as 20 melhores músicas de 2011 chegou a aparecer em primeiro lugar no site nas tags brazil/brazilian.

Já, já eu posto para vocês ouvirem.

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Eu mijei na rua… e só Deus pode me julgar

Não foi exatamente na rua. Foi num mato ao lado da rua lá em São Vicente. Ainda assim, foi em público.

Ninguém chegou a ver meu membro. Nem eu, de tão bêbado que eu estava.

As circunstâncias eram terríveis: minha bexiga clamando por socorro e uma fila de umas 30 pessoas. E ainda sob a chuva.

Não pensei duas vezes, atravessei o canteiro da rua (que não tinha faixa para pedestres no local), me aventurando entre os carros, para salvar minha próstata enquanto ainda tinha tempo.

Desse em dia em diante, vou pensar duas vezes antes de julgar uma pessoa que faz suas necessidades na rua, pois só Deus sabe o que eu passei.

Mas é bom separar: há os que, a uns dois metros do banheiro, preferem sujar a parede, como se estivesse a demarcar o seu território. Este não foi, amigos, o meu caso.

Juro. Não tive opções.

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Os três melhores discos de 2011

Isto foi o que teve de melhor no delicioso ano musical de 2011:

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O fudido

Se houvesse gráfico pra me descrever a vida
Suas linhas teriam formato de raios
Pois as emoções me vêm num ímpeto
E me fogem de súbito

Se houvesse felicidade para vender
Ela estaria na Daslu
Longe dos meus olhos e bolso
Só pra eu tomar no cú

Se podes me fazer bem
Como, só de viver
Já me fazes mal!?

Certamente é porque gosto
Sem dar vírgulas a isso
Por pensar que é desperdício

Facebookado, originalmente por mim mesmo

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Domingos

domingos

Um dos condicionantes para aquilo a que dão nome de felicidade é uma rotina com calculada estabilidade ou uma completa falta dessa mesma rotina, numa vida em que tudo é levado a movimentos de extrema surpresa e até de susto. Mas vamos considerar a rotina, que esta é mais fácil de se obter e manter que a surpresa.

Finais de semana podem ser terríveis ou agradáveis. Nestes dias em que despertadores não tocam, que jornais ficam mudos, que noticiário fala sozinho, não nos é dado o mínimo de rotina que mantenha os nossos pés no chão. Meu time vai ganhar? Que almoço será? Vai ter sol ou chuva? Vou estar só, ou com amigos?

O pior de tudo é que, num domingo, morando sozinho, tudo o que você precisa fazer é se arrastar pelo dia, com um filme aqui e um livro lá e alguma fritura que seu estômago, tardiamente, fará questão de te lembrar. E a hora não passa, nem com o horário de verão.

Nestes dias queria estar com a minha família, correndo atrás do meu sobrinho, que estaria correndo atrás das duas cachorras lésbicas, que estariam correndo atrás uma da outra ou de uma bola freneticamente movimentada pela mão de alguns de meus parentes.

Mas eu vou suportar até às 22 horas, quando o sono vêm, pra acordar na segunda, com o saudoso despertador a tocar, nessa casa pré-fabricada, de uma vida de felicidade condicionada.

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