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by Thiago Bomfim
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Brazil sendo zoado
Já falei que patriotismo é apenas uma oportunidade a menos de rir? Sejamos cidadãos do mundo, uma gota no mar da criação, e vamos dar risada!
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by Thiago Bomfim
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Ajude-me na escolha do livro viajante
A promoção que comemorará a meia década de existência da Livraria já foi explicada no podcast (aproveite para assinar).
Agora preciso da ajuda de vocês na escolha do título que viajará o Brasil em 2010. Coloquem nos comentários o título do livro mochileiro que vocês consideram adequado para a nossa singela comemoração.
Eu preciso muito desse auxílio, pois nem sei por onde começar na escolha desse título. Deixem suas indicações nos comentários. Pelo menos 5 dos títulos sugeridos irão para uma enquete que vai ser decisória para a compra do nosso livrinho andarilho.
Para quem está boiando nesse história, e quer participar, é só ouvir o podcast da Livraria. A explicação tá lá para o final do episódio.
Pensei em algumas coisas que podem ajudar na viagem, fazendo com que o Moleskine e o livro viaje pela maior quantidade de lugares possíveis em 2010:
- O ideal é um livro curto
- Em português
- Ficção
- De preferência, nenhum best seller muito atual
- A escolha precisa ser feita até 20 de dezembro, para que o primeiro leitor já receba o correio no primeiro dia útil do ano
- Estou pensando em um jeito de ampliar a participação dos leitores da Livraria nessa promoção. Logo, logo terei mais novidades
Então, mãos à obra.
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by Thiago Bomfim
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Primeiro da Inglaterra, agora de Miami: não para de chegar lixo no Brasil!
Quem pensou que o episódio do envio de lixo para o Brasil não iria se repetir, enganou-se. Dessa vez, ao invés de containers, trouxeram a podridão de avião. Toda a porcaria foi recepcionada com o melô da Fênix: “Renascer até morrer”.
Via Pavablog
Educação Filmes Mídia Pensando Teologia Vídeos: a missão brasil colonial companhia de jesus Filmes indígenea índios jesuítas missões Robert de Niro
by Thiago Bomfim
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O “circo” de oração
Quando a igreja promove o Reino de Deus, ou seja, faz aquilo que deveria fazer, contraria veementemente os interesses de um estado laico e neoliberal. Quando se junta a ele, é só mais um braço do poder que oprime os mais fracos e fortalece os que já se beneficiam dessa organização.
As Missões dos jesuítas aqui no Brasil foram exemplo claro dessa oposição que existe entre estado e igreja – posso não ter sido claro no primeiro parágrafo, mas todas as vezes que eu me referir a igreja nesse post, estarei falando da comunidade de fé que promove o reino de Deus na Terra, a menos que citada em outro contexto.
As Missões no sul do Brasil (século XVI), foram, enquanto de lá não foram expulsos os padres, extremamente benéficas para os índios. Alguns podem argumentar que as ações não passavam de proselitismo puro, mas não podemos esperar algo muito diferente de um pensamento cristão daquela época. Entretanto, junto com a mensagem do cristianismo, os padres jesuítas trouxeram melhoria de vida para as tribos nas quais evangelizavam. Diferente da dominação das monarquias européias, a Companhia agiu de modo pacífico, mantendo a autonomia e organização das tribos a cargo dos próprios nativos:
O governo civil era exclusivamente indígena. Consistia de um conselho eleito por votação, composto por três oficiais, três administradores, alguns auxiliares e os representantes dos bairros da Missão, todos sob a égide de um cacique geralmente hereditário.
Percebe-se que as Missões eram instrumentos de melhoria comunitária, totalmente desalinhadas com os interesses do Estado português.
Não preciso falar muito sobre os interesses de um governo neoliberal, é só olhar à sua volta ou colocar os olhos na janela do condomínio, contemplar a favela mais próxima, para ver a forma de governo que sustentamos. Porém, foi de suma importância desmistificar a imagem deturpada da igreja como o instrumento de dominação e representante oficial de um governo opressor. Esta não é a igreja, veja bem, é um estado camuflado de cristianismo.
Não se deve confundir o evangelismo da Companhia de Jesus com obras assistenciais iguais as da Igreja Universal ou da Igreja Renascer. Estas iniciativas servem apenas para desviar os nossos olhos dos verdadeiros propósitos dessas corporações a que chamam “igreja evangélica”.
A suposta demonstração pública de fé que aconteceu na final da Copa das Confederações, louvada pelos evangélicos como uma glorificação do nome de Jesus via TV, é o cúmulo da coligação estado-corporação-igreja. Ali não se glorifica o nome Jesus: banham na lama a figura do salvador numa conquista de troféu que dependeu apenas de habilidade e técnica esportiva. Ali não se exalta o cordeiro ressuscitado, ostenta-se um saldo bancário milionário ou uma vantajosa transferência para um clube de futebol europeu.
A igreja brasileira deveria ter vergonha de ligar o nome de Jesus às suas práticas. Quando Kaká estampa em sua sujismunda camiseta um “I belong to Jesus”, imediatamente remete ao telespectador que esse pertencimento é condizente também com as imundícias dos líderes da Igreja Renascer.
O “circo” de oração montado no gramado merece toda a reprovação, não para elogio das práticas de uma sociedade secularizada como a européia, mas para que o nome de Jesus não seja misturado com interesses pessoais de vitórias em partidas de futebol ou de brasões como o da CBF.
Não é correto proibir manifestações públicas de fé, porém, dentro da própria ética cristã, demonstração de fé é justamente a implantação do Reino de Deus, que é por sua vez, melhoria de vida e bem comunitário.
Missões não tem nada a ver com camisetas, sites bonitinhos, rodinhas de oração, aparições televisionadas, evangelismo ou testemunhos de conta bancária lotada. Nossa verdadeira missão é fazer da Terra em que estamos um lugar melhor para se viver, dar do muito que temos aos miseráveis a quem tudo falta, contrariando por completo a forma de governo político e econômico que nos pressiona.
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by Thiago Bomfim
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Felipe: o delfim
Conversei ontem, depois de uma garimpada por conversas no Shared Talk, com um amigo de Porto Rico. Entre várias coisas que conversamos, o rapaz me contou uma história curiosa sobre a apressada pronúncia do português europeu, pelo qual se interessa muito.
Lá, do outro lado do Atlântico, se estiverem falando do Flip, provavelmente estarão se referindo ao Felipe: ao homem, não ao delfim.
Eu sei… é bem mais engraçado se ele contar.
Conversamos também sobre a literatura e o nosso português. Era extremamente curioso por nossa literatura, de difícil acesso por lá.
Fiquei a pensar em como valorizamos tão pouco essa nossa língua. Só a sua poesia já seria dignidade suficiente para a sua eternidade.
Imagem de carlosoliveirareis usada sob Licença Creative Commons 2.0.
Mídia Pensando: brasil direita emergente esquerda luxo morumbi paraisópolis pobreza são paulo
by Thiago Bomfim
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A linha divisória
Dois extremos na cidade de São Paulo. À direita, a favela de Paraisópolis, maior da cidade, à esquerda, paradoxalmente, região do Morumbi:







