Biblioteca IV

  • Música: Michael Buble – It’s time | Estava ouvindo o Pandora ontem, na rádio do Jamie Cullum, depois de assistir Gran Torino, e eis que a rádio me coloca várias músicas do Buble para tocar. Resolvi encher meu iPod com esse disco.
  • Filme: A Viagem de Chihiro – Hayao Miyazaki | Comecei a assistir esse filme uma vez, mas acabei pegando no sono e não deu em nada. Vou tentar de novo.

Biblioteca II

Tem mais um monte de coisa para essa semana: vinho na casa de amigos, disco novo do Derek Webb e alguma surpresa no trabalho.

Veja outras bibliotecas.

Boa semana!

Alice, aquela do país das maravilhas, na visão de diferentes ilustradores

Uma das histórias mais enigmáticas da literatura é Alice no País das Maravilhas. Um romance meio alucinógeno que te faz virar página por página numa curiosidade tão grande quanto a da protagonista.

Alice in Wonderland foi lançado como um livro para crianças, mas todos sabemos  que não têm faixa etária para a apreciação. Lewis Carroll, o autor, prova que os efeitos maiores para uma viagem do pensamento estão mesmo é nas letras.

Gosto muito de ver o recente intere$$e das livrarias por Alice, com novas edições ilustradas e comentadas. Até mesmo o cinema embarca agora na viagem no país maluco maravilhoso, com a versão de Tim Burton para o cinema, prevista para março de 2010.

Encontrei um site interessante que mostra a interpretação de diferentes ilustradores para as aventuras de Alice. São dezenas de imagens, uma mais bonita que a outra com as várias Alices com o jeitão particular de cada desenhista. Espero que vocês apreciem. A imagem abaixo é só uma prévia do vasto conteúdo da página.

Alice in Wonderland

Ensaio Sobre a Cegueira – José Saramago e Fernado Meirelles

Sempre fui um cético em relação ao poder de descrição que está na imagem versus ao que a mente é capaz de desenhar. Acredito que a imaginação tem um poder muito maior.

Em Cegueira, o filme, Fernando Meirelles conseguiu me plantar curiosidade ainda no trailer. Sou capaz de afirmar que, neste caso, a imagem complementa a história. É emocionante ver que o cinema reproduzirá, sem asco, cenas que já machucam só de se imaginar.

Pelo que notei, Fernando ainda prefere buscar a sua inspiração em meio ao caos. Como em Cidade de Deus, a adaptação escolhe focalizar o pior lado das pessoas em abundância, e o melhor delas em exceção. E sabe que isso pode estar muito próximo da realidade?

Não assisti o filme, até porque ele só sai na primavera desse ano, e não sei quando vai começar a passar para as bandas de cá. Tirei essas conclusões baseadas no livro de José Saramago.

Em Ensaio Sobre a Cegueira, o livro, José Saramago retrata o caos de maneira fria. Descreve o caráter tendencioso da humanidade, que como todos os grandes livros, levam o homem à categoria bestial. Personagens não têm nome, somente adjetivos que não os deixam perdidos na narração.

O livro descreve as pessoas no seu pior estado em oposição ao melhor que elas conseguem ser no extremo da falta de recursos.  E em um desfecho pertubador, tudo parece se resolver com mágica, ou não se resolve, alivia-se.

Depois da leitura e trailer, me resta esperar pelo filme nas salas de cinema daqui de São Paulo.

Dê uma olhada na prévia abaixo e não deixe de ler o livro.

28 jul 2008, 6:01am
Mídia:
by Thiago Bomfim

7 comments
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  • Meme: Melhores filmes do 1º semestre

    Convidado pelo Ricardo, do vistoso Diversitá, vou listar aqui os melhores filmes do primeiro semestre de 2008. É uma lista bem pessoal e não se baseia tecnicamente em nada, é puro gosto mesmo.

    1- Into the Wild – Sean Penn

    Into the Wild

    Into the Wild

    Acabei de assistir esse filme pela terceira vez (sério, ainda está passando os créditos na sala ao som de Eddie Vader). E vou aproveitar para deixar a minha réplica para um post recente que o próprio Ricardo fez.

    Diferente do que parece à primeira vista, Into the Wild não é um filme em elevo ao espírito aventureiro de Chris Mccandless, auto entitulado Alexander Supertramp. O filme é sobre pessoas, de como elas são quando estão junto com outras e de como mudam por conta de seus projetos.

    Os pais de Chris Maccandless são o maior exemplo de mudança de visão de um mundo onde o dinheiro deveria construir uma utópica família feliz, para uma realidade em que o importante é ter, no mínimo, a família de volta. A redenção é explícita na dor deles, na falta que sentem do filho.

    Chris tem o posto que merece ter: um revoltado com o modelo de sociedade consumista, de valores invertidos. Contra sua própria crença da total perdição da humanidade, refletida nos pais, o personagem encontra pessoas revelando que nem tudo está perdido, que ainda há homens que se importam com o outro. É no acampamento de hippies, que o lema do filme adquire total sentido:

    A felicidade só é real quando compartilhada. more »