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by Thiago Bomfim
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God Hates The World
Sabe aquele pastor para quem Derek Webb provavelmente fez a música Freddie Please? Pois é, esse pessoal do vídeo aí embaixo cantando o jingle da música da campanha God Hates The World é da igreja dele.
Esta é uma versão parodiada de We are the world, em que Deus usa os membros da Igreja Batista de Westboro para mandar a sua mensagem de ódio à humanidade, avisando que ela toda vai para o inferno.
Freddie Phelps é um pastor americano que encabeça uma campanha de gosto duvidoso contra os gays de todo o mundo, incluindo os do Brasil.
Derek Webb gentilmente dirige essa mensagem na música Freddie Please:
Freddie can’t you see
Brother, you’re the one who’s queerFreddie, será que não percebes?
Irmão, você que é o maricas
O amor é inspirador!
Via @cf_gomes
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by Thiago Bomfim
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Photoshop na celulite da igreja
Vejo um punhado de amigos numa missão de sucesso duvidoso: a de criar uma “igreja legal”. Eles podem tentar fazer o que for, mas essa é uma invenção de fracasso certo. Essa última frase soa como uma maldição – como se existisse… – mas é só uma constatação de uma grande verdade.
A criação de uma igreja divertida acompanha a mesma deturpada lógica de que universidade tem quer ser um ambiente agradável para se fazer amigos e, por meio dessa “atividade”, conseguir uma vaguinha na cadeira de presidente de uma grande companhia.
Por conta de uma série de fatores a presença da igreja cria tensões com os padrões de vida considerados ideais. O mundo considera, ou pelo menos finge considerar, correto contratar uma mão de obra baratíssima, escrava, em um país emergente para a produção desses gadgets em que você lê esse post e eu digito essa notícia. A igreja, como propagadora do amor de Deus, que é o próprio amor, deve se portar como denunciadora dos direitos desses trabalhadores explorados.
Mas o que vemos hoje: igrejas que sorteiam aquele telefone famoso com interface de toque para os membros de suas congregações, com o objetivo de passar uma imagem de que são/estão “antenadas” com as últimas novidades do mercado. Pesquisa sobre a procedência do produto e condições em que foi fabricado? Nenhuma.
O que não dizer dos vídeos bonitinhos, filmados em alta resolução, feitos por pastores bem vestidos? São extremamente jovens e atraentes as filmagens, é verdade! Inclusive eu gosto muito de algumas mensagens de um determinado pastor famoso de óculos.
Mas, vamos todos juntos parar e pensar numa coisa: não é forçado esse trabalho todo para tentar fazer Jesus parecer importante a essa geração de iPod? Não é muito Photoshop em cima desse monte de rugas e celulite que a igreja tem?
Boa parte dos meus amigos são ateus, quando estão longe de bebidas. Embriagados, estamos todos num confessionário coletivo, compartilhando nossas dores, incertezas e descrenças. Há uma tensão nesses conversas, um desconforto quando se toca no assunto fé. E é nesse ambiente de repulsa que sinto que as coisas estão andando bem.
Estranha-me quando a mensagem de Jesus é bem aceita como se fosse comida para mendigos ou sexo para adolescentes.
Sempre haverá uma tensão no evangelho. Não é um letreiro luminoso, ou site com design moderninho que resolverá os nossos problemas com essa mensagem que carregamos, e que consigo carrega uma tremenda responsabilidade de transformação desse mundo.
Quando leio algum escritor cristão admirável, como C.S. Lewis ou Chesterton, não sou capaz de imaginá-los numa imagem demasiado simpática e sorridente. Vejo-os como pessoas silenciosas e até problemáticas. Chesterton, por exemplo, padecia com sua obesidade que poderia ser seu espinho na carne, ou na gordura… Lewis tinha uma mulher doente que lhe dava muito trabalho. Homens de fé, é verdade, mas totalmente desligados da missão de fazer da igreja algo mais bonito.
Nossa fé tem que ser introspectiva, para nos fazer pensar, para nos por em crises. A verdade que carregamos contraria vários interesses do estilo de vida que levamos, por isso ela não é legal, ela não é divertida, ela não traz um sorriso estampado como se fosse uma mocinha da Rua Augusta.
É bem verdade que discuti um aspecto bem individual de fé nessa postagem, mas já falei demais de evangelismo nesse blog.
Fomos feitos para amar. Esse amor, que vem de Deus, deve brotar de modo natural de nossas atitudes. Amor que se veste com muita maquiagem, que se oferece de qualquer maneira passa a ser prostituição.
Pensando Teologia: espiritualidade evangelismo Igreja
by Thiago Bomfim
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O silêncio do inocente

photo credit: maldiviandudeNo último sábado vi uma cena muito desconfortável no trem. Uma mãe chorava aos soluços pelo seu filho que morrera enquanto trabalhava.
Do outro lado do corredor estavam alguns jovens que voltavam de algum evento da “igreja” Universal, com suas pulserinhas identificadoras e outros badulaques espirituais.
Uma das meninas do grupo saiu do seu lugar e foi falar com a senhora que chorava. A mãe explicou com as palavras que conseguiu sobre a morte do filho.
A menina crente imediatamente interrompeu pedindo-a que entendesse os planos de Deus e coisa e tal. Depois de um monte de aparentes palavras de conforto a evangelizadora informou os horários das reuniões em algum templo.
A igreja tem treinado os seus seguidores para a captação de fiéis nos momentos de vulnerabilidade e sofrimento, pois são nessas situações que as pessoas estão susceptíveis à conversão.
Deus não tem muito a ver com os fatos cotidianos: uma gripe, um emprego e mesmo a morte.
Há momentos em que Deus está em silêncio, chorando com os que choram.
Teologia: Cristianismo evangelismo fé Filosofia
by Thiago Bomfim
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Um variação “sombria” do Cristianismo
Eu sempre desconfio daquelas figuras que estão a rir o tempo todo e que são os palhaços da turma. O perfil desse estilo de pessoa, podem acreditar, resultam em dois tipos: no louco ou no mentiroso.
E eu digo isso não só por um achismo, mas é porque eu já fui assim. Era o “animador” do louvor. O pessoal sentia falta mim quando eu não estava… sério! Mas essa fase, ainda bem, passou.
Quando experimentava essa personalidade eu só o fazia por três motivos:
- Para provar que cristão era feliz o tempo todo
- Para criar uma imagem de uma pessoa que não tinha problemas
- Para que os outros prestassem atenção em mim
Mas todas essas coisas aí não são importantes, nem verdadeiras. Tudo que é verdade nunca é extremado. Funciona assim: ninguém pode estar o tempo todo rindo e nem o tempo todo chorando pelos cantos. O exagero nessas duas atitudes revela um talento teatral da pessoa que assim procede.
Criou-se um rótulo para aquele tipo de gente que não aparece muito, que sempre está na dela, que não incomoda ninguém, que vive contemplando o voo de uma barata nojenta como uma manifestação divina e que as vezes está no mundo da lua: o sombrio. Me apropriando desse título, posso afirmar que hoje vivo uma variação sombria de fé.
Minhas concepções sobre o “ide” mudaram bastante e a cada dia novas evidências me convencem mais sobre o equívoco de algumas consagradas obrigações. O demonstrar de minha fé parece bem mais racional do que os dentes falsamente à mostra o tempo todo. E o serviço de publicidade em favor de um pacote de idéias foi descontinuado em prol de uma causa muito maior: a causa de um rei e do seu reino.
Alguém pode me repreender nesse estilo de cristianismo, mas é fácil imaginar um Jesus absorto em pensar nas coisas eternas, impossível é conceber um messias Casas Bahia fazendo propaganda de um reino feliz, com esquilos dançantes e borboletas coloridas.
E isso não se trata de humor: o sarcasmo, a piada e o riso ainda permanecem aqui. Só digo que eles não são estratégia para venda de vidas felizes para ninguém.
Lembrando: nós não somos daqui.
Educação Mídia Música: evangelismo Igreja leitor show
by Thiago Bomfim
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Um dia de cão em um show evangélico
Esse é um relato do leitor e blogueiro Gonzaga Soares, do Mural na Net. Ele deixou o “conto” no post da Série Evangelismo que falava sobre Shows Evangélicos.
É engraçado, pois foi narrado de modo irônico. Ao mesmo tempo é vergonhoso ler e ter que ser noticiado de que a igreja abriga um bando de trogloditas, fomentados pela baderna feita pelos “organizadores” dos eventos.
Moro em Maceió, Alagoas, e recentemente tem ocorrido aqui uma espécie de explosão de shows evangélicos, em media um por semana, mas confesso que desisti de ir a shows evangélicos. E a minha última investida em um show gospel foi desastrosa. Deixe-me explicar.
Recentemente fui ao Show do Teatro Mágico, alias fui nas duas vezes que eles passaram aqui na terrinha. E que espetáculo maravilhoso: boa musica, performance incrível, uma festa incrível, eles são super-simples e após o show bateram um papo com a galera, tiraram fotos e distribuíram autógrafos até a ultima pessoa que queria. Outra curiosidade é que havia gente bebendo, tinha fumante e muita descontração, animação, etc [grifo do Livreiro]. O show começou exatamente na hora marcada e ouvimos o que pagamos para ouvir, alias um preço justo, foi incrível.
Sete dias depois fui convencido por um amigo a ir para um show evangélico, onde se apresentariam Chris Duran, Roberta de Ângelo e PG. Desconfiado e meio sem querer, resolvi ir, afinal tinha ganhado o ingresso, acredite deveria ter fiado em casa dormindo.
Vamos aos fatos:
- O show deveria começar as 20h. Sabendo da boa embromação evangélica em shows, chegamos por volta de 22:00h (!!!!!!!) e acredite ainda tivemos que ouvir pelo menos uns dois cantores locais que só a graça para suportar (rs) a má qualidade musical e ego de estrelas que estavam “arrasando”.
- Depois de muito “eles já tão vindo” e “ ele já tá no camarim” ouvimos o Chris Duram subir ao Palco por volta de 23h30min. Diga-se de passagem, um cara crente e aparentemente comprometido com Deus, um dos poucos bons momentos da noite.
- Após o Chris cantar, entra no palco Roberta de Ângelo ao som de play back. Não agradou muito. Fiquei meio envergonhado, pois, enquanto ela cantava, o pessoal da produção aprontava o palco atrás dela para a apresentação do PG que viria em seguida. A galera, devo registrar, era um publico muito pequeno para o tamanho do evento. Enquanto a moça cantava o pessoal foi dispensado para lanchar e ir ao banheiro, ficando um punhado de fiéis amantes do “É gospel? To dentro!”.
- Finalmente à 01:00 h da madrugada PG sobe ao palco. Seria o auge da noite, mas o que aconteceu em seguida me fez indagar “Deus porque eu não fiquei em casa?”.
- PG mal começou a cantar a primeira música e a briga começou. Era crente correndo pra tudo quanto era lado. No meio da confusão corri pra salvar minha câmera, pulando em direção às arquibancadas do ginásio que estavam vazias (ainda bem que o Gonzaga é ninja,rs).
- PG para (nova ortografia) o show e, com muita educação, pede pra galera não empurrar, o que se mostrou totalmente inútil quando ele começa a cantar a segunda musica.
- Briga novamente! Correria e mais uma vez show interrompido. Desta vez totalmente irritado e com total razão PG ameaça não cantar mais e ir embora. Dá um sermão na platéia gospel, que, por sinal ,gravei uma parte com minha câmera“ só assim consegui terminar o show. Se estranhei isso? Claro que não. Com exceção de show com cantores adventistas que são super-organizados, não lembro de ter ido a nem um show evangélico aqui que não tenha que ser interrompido para parar uma briga e dizer aos crentes que eles são crentes.
- Por fim, por volta das 02h30min da madrugada o show acabou: correria pra se pegar autógrafos e esbarros em seguranças. E assim dei graças a Deus pelo fim daquela noite cruel e repeti para mim mesmo e pro meu amigo que não voltaria a shows evangélicos, da próxima vez que quiser me divertir ou curtir uma boa música, vou esperar um show do Djavan, Marisa Monte, Teatro Mágico…
É hilário o relato do nosso amigo, né? Eu gostei demais! E, como “bônus” do depoimento, deixo o vídeo que ele mesmo gravou com a câmera (salva) dele. Trata-se de uma sova verbal que o PG deu nos “irmãozinhos”.
Alguém mais tem um perrengue do tipo para relatar?
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by Thiago Bomfim
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O que eu penso do Minha Esperança Brasil
Um projeto caracterizado pelo típico triunfalismo evangélico: é assim que eu classifico o Minha Esperança.
Extremamente elogiado pela causa evangelística, como era de se esperar, e ligado ao nome de um dos maiores evangelistas de todos os tempos, Billy Graham, o Minha Esperança Brasil foi divulgado, adotado, patrocinado e glorificado por milhares de igrejas.
Não me crucifiquem(ainda) pois não estou a julgar a intenção dos organizadores do projeto. Acidentalmente, ou não, eles recorreram à velha fórmula publicitária para levar o Reino de Cristo, utilizando um meio pelo qual já mostrei minha incredulidade: a televisão.
Se esse fosse o único erro poderia parar por aqui, mas o que mais me incomoda é o tipo de linguagem triunfalista que a campanha adota. Vou citar alguns exemplos facilmente encontrados em todo discurso desse típico “Sebastianismo gospel”. Você pode vê-los na página do site oficial do Minha Esperança:
- Chegou a hora! Em Novembro (referindo-se às transmissões no horário nobre da Band)
- Testemunho impactante com Aline Barros
- Testemunho impactante com Kaká
- Testemunho impactante com Paulo Baruk
- Mais de 500 mil mini-estádios brasileiros
- Hoje, 34 anos depois desse grande econtro
- Outra vantagem é o projeto abranger…
Há mais uma série de exemplos sobre o foco em números e linguagem triunfalista do projeto.
Como notado nos exemplos supracitados, vê-se também que o ME adota as velhas estratégias da publicidade tradicional. Um dos recursos utilizados é a participação de celebridades de peso como Kaká, e “ícones” do gospel nacional como Aline Barros.
O Minha Esperança erra em tentar vender Jesus no horário nobre de uma grande emissora assim como se vende sabonetes no intervalo da novela das oito.
Perdoem-me a sinceridade, mas não sou capaz de dar aval para que rios de dinheiro arrecadados se transformem em 30 minutos de horário nobre. Tudo isso deveria ser convertido em sustento de creches, escolas e hospitais por período prolongado. Seria mais eficaz do que a suposta mensagem milagrosa da vida da Aline Barros.






