Ratatouille: uma belíssima lição sobre talento que ignora qualquer origem

ratatouille

Rémy em Paris

Estou começando a virar fã dos filmes da Disney/Pixar, como podem notar. Especialmente estes mais recentes estão permeados de temáticas inspiradoras.

No caso de Ratatouille, o assunto é talento em oposição à origem e obstáculos. A maioria de vocês já deve ter assistido, mas, para os que não tiveram ainda oportunidade, fica aqui a recomendação.

Sobretudo, a belíssima história inspira-nos a sonhar em servir o mundo com aquilo que temos de melhor, não importando o quanto é simples o que temos a oferecer.

Estamos todos conformados com nossa história, nos entregamos à suposta fatalidade do destino e para isso buscamos numerosas justificativas que expliquem nossa resignação.

Se dizes que o mundo está difícil, serei o primeiro a concordar com você. Na verdade está dificílimo! Mas belas histórias, destinos desviados, não acontecem quando todo o caminho está preparado para sucesso. Elas são as lindas exceções que viram linhas magníficas nos livros.

Eu odeio escrever um texto que pareça autoajuda. Peço aos leitores que não o entendam desse modo. Estou apenas contando sobre histórias que podem ou não dar certo. Contudo, se tudo acabar diferente daquilo que foi planejado, ao menos uma estrada pôde ser trilhada da um modo totalmente particular.

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Talvez um pintor de rua?!

Aconselho aos meus leitores que não se acomodem, e que também não corram atrás dos esteriótipos dos “bem sucedidos”, dos especialistas em mídia que esperam dominar o futuro.

Apenas cozinhe, dê aulas, pode o jardim, dirija o táxi, cuide do bebê. Pinte a parede, plante a horta, escreva sua poesia, abra a cova do defunto, lave os vidros, alinhe o tijolo, cante no barzinho, dance na praça. Faça do seu jeito, faça do melhor jeito.

Imagens de Fernando Galeano e pedrosimoes7 usadas sob Licença Creative Commons 2.0.

Harry Potter e a Câmara Secreta

Harry Potter Câmara Secreta Capa do DVD cover Nome original: Harry Potter and the Chamber of Secrets

Diretor: Chris Columbus

Ano em que assisti: 2009

Ano de lançamento: 2002

Tipo: Aventura, Fantasia

Idioma: Inglês

Produção: Warner Bros Pictures

Classificação: 7 de 10

Compre o filme pelo Submarino.

Produto relacionado: livro Harry Potter e a Câmara Secreta no Submarino.

Biblioteca VI – Cardápio cultural da semana

  • Livro: Iracema – José de Alencar | Leitura obrigatória do curso de Letras. A índia, que para uma burguesa à época só falta dominar a partitura e o piano, é personagem característica do nosso Romantismo. As primeiras tentativas de se criar uma literatura de identidade brasileira parecem piada perto da genialidade de Machado de Assis.
  • Música: Armistice – MuteMath | O disco novo do MuteMath, distribuído em porções picadas e desastrosas parece se redimir no conjunto da obra. É daqueles discos que precisam de degustação e disposição. Destaco as músicas “Armistice”, que entitula o disco, e “Burden”. O disco já pode ser comprado no Brasil por meio do Submarino. O Julio Bastos, ganhador da promoção da Livraria, receberá um de graça pelo correio.
  • Filme: Up – Pete Docter & Bob Peterson | A crítica se derrama em elogios e o público não cansa de propagandear. Só me resta assistir. Vou com esperanças ao cinema.

Obs: alguns links desse post são patrocinados; ou seja, se você comprar por meio deles, uma graninha vai ser angariada pelo autor desse blog.

Tirando pó das prateleiras da Livraria

Ponta de lápis Parei por alguns dias a atualização na Livraria para tirar algumas leituras do atraso.

Voltei hoje com algumas novidades:

  1. Finalmente fiz o sorteio da promoção do Donald Miller e do Mutemath.
  2. Estou terminando o meu livro infantil desse ano
  3. Vou ser tio pela segunda vez
  4. Já falei do Me Livro?

Quanto a Livraria, estas são as mudanças:

Até logo, amigos.

Imagem de iklash/ usada sob Licença Creative Commons 2.0.

Gran Torino: a metáfora da cruz

Não é correto, prazeroso e adequado que se busque mensagens do Cristianismo em tudo o que há de produção cultural. Não só no caso da fé cristã, todo o esforço de se buscar a ideologia que mais nos agrada nas artes é tedioso.

Entretanto, deixar de lado o plurisiginificado pode comprometer a leitura plena de uma determinada obra. Podemos assistir Vicky Cristina Barcelona e nos divertir com o emaranhado dos relacionamentos desencontrados da história, é uma perspectiva suficiente, mas não é completa. Quando se descobre que Woody Allen, diretor do filme, enfatiza sempre o existencialismo na sua produção artística, você então encontrará os sinais dessa ideologia no desenrolar da história. Isso torna a sua visão de um filme de Allen ainda mais interessante e ampla.

Essa postagem, a partir de agora, está cheia de spoliers acerca do filme Gran Torino. Ainda assim, recomendo a leitura, se tiveres como propósito a observação de novos sentidos nesse filme.

Gran Torino, interpretado e dirigido por Clint Eastwood, é daqueles filmes que, só pela compreensão do enredo, já se faz extremamente benéfico. Toca naqueles assuntos sempre urgentes de convivência e boas maneiras. Claro que o estilo e a moral é o retrato do bom americano, mas nem por isso devemos desmerecer uma história tão bem contada.

Impressionei-me com a conclusão da trama, cujo final mostra Walt Kowalski, o herói, se sacrificando por um povo que não era seu e que tinha em comum com ele apenas a raça – humana, que é bom sempre lembrar.

Perfurado por uma incontável chuva de balas, o personagem cai para trás, de braços abertos, consumando a possibilidade de paz para uma determinada família.

Lembra-me bem a metáfora da cruz. Um Deus, que encarna num meio de um povo, gente que vive em constantes pelejas para decidir qual é o local correto de adoração, qual deus é o melhor. Violam a sua semelhança de humanos, fazendo com que um sacrifício de alguém que nada tem a ver com as diferenças se faça necessário.

Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Is 53:5. (NVI)

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Cena em que Kowalski cai de braços abertos no gramado de um quintal que não é seu

Biblioteca III

  • Livro: Oliver Twist – Charles Dickens | Pegue Machado de Assis, exclua todo o rigor e brio da linguagem, traduza para o inglês, mantendo a ironia e humor do escritor do Realismo brasileiro: tens aí um Charles Dickens, o escritor mais aclamado da literatura vitoriana. Dessa vez irei reler as desventuras de Oliver Twist em inglês, uma vez que o segundo idioma tornou-se vital para minha rotina de trabalho. Nada melhor que praticá-lo na companhia de Dickens, autor que admiro e recomendo incansavelmente, como pode comprovar o Raphael.
  • Música: Derek Webb – Stockholm Syndrome | No meio da semana passada, antes mesmo de terminar a apreciação do Nando Reis, já comecei a ouvir o disco recém lançado do compositor mais habilidoso da música americana: Derek Webb. A degustação do disco é necessária para a gravação do próximo podcast que analisará a obra de Webb faixa por faixa, com dois especialistas de peso. E já avisando: como comprei um voucher extra para o download desse novo disco, irei presenteá-lo a algum ouvinte do nosso podcast.
  • Filme: Gran Torino – Clint Eastwood | Pelas recomendações, por Clint Eastwood, por Jamie Cullum.