Existe Igreja Emergente no Brasil?

Trabalho de Formiga Há uma falsa crença acerca da existência de uma igreja emergente no Brasil.

O movimento não existe em sua ideologia pura. As discussões, até então desenvolvidas, são frutos da inconformação de uma minoria que negou a participação no picadeiro do circo neopentecostal. As tentativas de desenvolver o diálogo acerca do movimento emergente está também entre outra parcela que tenta se desvencilhar daquele tradicionalismo coroca e rabugento.

A solução para as inquietações desses dois grupos apareceu, para variar, na nossa metrópole cultural: Estados Unidos. É importante saber que o movimento emergente colhe muito das idéias da Teologia Relacional, que já é discutida há muito tempo na nossa América do Sul. Entretanto a organização do pensamento das comunidades emergentes é declaradamente subversiva e desenvolvida no seio de igrejas protestantes, ou algo que o valha.

Podemos dizer que as boas influências da igreja emergente despontam timidamente em instituições já consolidadas, que optam por um nadar contra a corrente da maioria neopentecostal.

Fato é que muitos se autodenominam emergentes, mas trata-se apenas de uma bela etiqueta para velhas bugigangas teológicas.

A igreja emergente tem sua existência condicionada à sua intenção de desconstruir e de colocar no centro o deus-homem  (frágil, pobre) repensando desse modo a velha pirâmide que vê o Deus onipotente, onipresente, dono da prata e ouro: um deus nobre, ao modo burguês (inatingível).

Termino com  esse trecho que explica e resume um dos princípios da Igreja Emergente, retirado do muito bem organizado wiki “emergente”.

Evangelismo, portanto, é repensado; deixa de ser proselitista para humildemente caminhar, demonstrar e conviver com o “outro”. Em vez de arrogantes são transparentes e humildes. Em vez de todos procurarem ser chefes, procuram ser servos. Jesus é visto no outro e na outra.

Imagem Mutualistic Symbiotic Relationship de *PhoToronto.

O Advent Conspiracy citado na imprensa do Brasil

Advent Conspiracy O Advent Conspiracy não virou aqui no Brasil. Alguém pode tentar explicar dizendo que a cultura de consumo dos brasileiros no Natal é diferente da dos americanos. Será?

  • Quantas vezes você foi ao shopping em dezembro?
  • Quantas filas você pegou?
  • Deu presentes?
  • Ganhou presentes?
  • Usou seu cartão de crédito?

Pois é! A nossa cultura de consumo é igualzinha a dos habitantes da América, só que com menos dinheiro.

Seria coerente então que a igreja brasileira adotasse campanhas como a Conspiração do Advento. Fato curioso é que se fosse um lixo daqueles bem feitos um monte de pastores daqui receberiam tudo com muita hospitalidade e ainda jogaria a merda tudo no ventilador.

Então,  já que o cristianismo tupiniquim está, como sempre, alienado das causas relevantes e úteis, alguns veículos importantes fizeram algumas citações sobre a campanha anti-consumista da Igreja Emergente americana.

Uma das citações está no site da Superinteressante:

A Advent Conspiracy, então, pede para que as pessoas gastem um presente a menos em sua lista de compras – só um – e destine o dinheiro que seria gasto a projetos que se preocupam com a água potável no mundo. Em 2007, eles conseguiram arrecadar US$ 3 milhões com algumas igrejas participantes.

Será que não é mais vantajoso deixar de comprar aquele par de meias que nunca será usado para fornecer água potável para o mundo todo?

O Trabalho Sujo, blog do Alexandre Matias que é editor do caderno Link , também colocou o vídeo abaixo, oficial da campanha, em um de seus posts:

Advent Conspiracy Promo Video

E o que a igreja do Brasil fez ? O Instituto Ressoar da Record/Universal anda com umas atividades suspeitas beneficentes, e com certeza se aproveitou do 13º salário e da onda de solidariedade natalina para angariar grana em prol das vítimas de “Santa Catarina”.