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by Thiago Bomfim
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Gran Torino: a metáfora da cruz
Não é correto, prazeroso e adequado que se busque mensagens do Cristianismo em tudo o que há de produção cultural. Não só no caso da fé cristã, todo o esforço de se buscar a ideologia que mais nos agrada nas artes é tedioso.
Entretanto, deixar de lado o plurisiginificado pode comprometer a leitura plena de uma determinada obra. Podemos assistir Vicky Cristina Barcelona e nos divertir com o emaranhado dos relacionamentos desencontrados da história, é uma perspectiva suficiente, mas não é completa. Quando se descobre que Woody Allen, diretor do filme, enfatiza sempre o existencialismo na sua produção artística, você então encontrará os sinais dessa ideologia no desenrolar da história. Isso torna a sua visão de um filme de Allen ainda mais interessante e ampla.
Essa postagem, a partir de agora, está cheia de spoliers acerca do filme Gran Torino. Ainda assim, recomendo a leitura, se tiveres como propósito a observação de novos sentidos nesse filme.
Gran Torino, interpretado e dirigido por Clint Eastwood, é daqueles filmes que, só pela compreensão do enredo, já se faz extremamente benéfico. Toca naqueles assuntos sempre urgentes de convivência e boas maneiras. Claro que o estilo e a moral é o retrato do bom americano, mas nem por isso devemos desmerecer uma história tão bem contada.
Impressionei-me com a conclusão da trama, cujo final mostra Walt Kowalski, o herói, se sacrificando por um povo que não era seu e que tinha em comum com ele apenas a raça – humana, que é bom sempre lembrar.
Perfurado por uma incontável chuva de balas, o personagem cai para trás, de braços abertos, consumando a possibilidade de paz para uma determinada família.
Lembra-me bem a metáfora da cruz. Um Deus, que encarna num meio de um povo, gente que vive em constantes pelejas para decidir qual é o local correto de adoração, qual deus é o melhor. Violam a sua semelhança de humanos, fazendo com que um sacrifício de alguém que nada tem a ver com as diferenças se faça necessário.
Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Is 53:5. (NVI)
Cena em que Kowalski cai de braços abertos no gramado de um quintal que não é seu
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by Thiago Bomfim
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O Advent Conspiracy citado na imprensa do Brasil
O Advent Conspiracy não virou aqui no Brasil. Alguém pode tentar explicar dizendo que a cultura de consumo dos brasileiros no Natal é diferente da dos americanos. Será?
- Quantas vezes você foi ao shopping em dezembro?
- Quantas filas você pegou?
- Deu presentes?
- Ganhou presentes?
- Usou seu cartão de crédito?
Pois é! A nossa cultura de consumo é igualzinha a dos habitantes da América, só que com menos dinheiro.
Seria coerente então que a igreja brasileira adotasse campanhas como a Conspiração do Advento. Fato curioso é que se fosse um lixo daqueles bem feitos um monte de pastores daqui receberiam tudo com muita hospitalidade e ainda jogaria a merda tudo no ventilador.
Então, já que o cristianismo tupiniquim está, como sempre, alienado das causas relevantes e úteis, alguns veículos importantes fizeram algumas citações sobre a campanha anti-consumista da Igreja Emergente americana.
Uma das citações está no site da Superinteressante:
A Advent Conspiracy, então, pede para que as pessoas gastem um presente a menos em sua lista de compras – só um – e destine o dinheiro que seria gasto a projetos que se preocupam com a água potável no mundo. Em 2007, eles conseguiram arrecadar US$ 3 milhões com algumas igrejas participantes.
Será que não é mais vantajoso deixar de comprar aquele par de meias que nunca será usado para fornecer água potável para o mundo todo?
O Trabalho Sujo, blog do Alexandre Matias que é editor do caderno Link , também colocou o vídeo abaixo, oficial da campanha, em um de seus posts:
E o que a igreja do Brasil fez ? O Instituto Ressoar da Record/Universal anda com umas atividades suspeitas beneficentes, e com certeza se aproveitou do 13º salário e da onda de solidariedade natalina para angariar grana em prol das vítimas de “Santa Catarina”.






