Especialista em (fazer) média social

Você estuda quatro anos, enfrenta provas, ônibus lotado, livros entediantes, as tias chatas da Licenciatura e, de brinde, um concurso público para virar professor.

Você abre uma conta no Facebook, no Linkedin, no Twitter e faz um blog. Pronto! Você já é um especialista em mídias sociais!!

Confissões de São Thiago

Ano Novo é um momento em que as pessoas se aproveitam do simbólico recomeço para rever as atitudes tentando melhorar alguma coisa. Como este blogue é um adepto dos clichês, assim como eu, não há de fugir a essa regra.

Eu ando contaminado por várias influências erradas do meio cristão: cultura, idéias e bobeiras. E vocês não tem noção de como isso é prejudicial para mim e para vocês que insistem na visita esporádica desse site. Conversava com uma pessoa da minha família que o fato de eu não ir na igreja, além dos compromissos escolares que não poupam nem o final de semana, era o estado de espírito em que me encontrava ao término das reuniões: estava cansado, farto e profundamente irritado com certos desvios de discurso em oposição à prática.

Creio que não é adequado exigir de outros uma conduta impecável. Para ser sincero eu não me irrito nenhum pouco com condutas irresponsáveis, pois a minha funciona dessa maneira. O que me tira do sério é o discurso que exige perfeição vindo de um orador que nem se preocupa com o conceito de “perfeito”. Devo ser justo e dizer que nem todos os casos se enquadram na moldura acima. Testemunhei uma bela exceção na última comunidade que freqüentei, que tinha à frente dela um pastor guiado por uma sinceridade que alguns julgavam extremada.

Entretanto, para uma pessoa como eu, contaminada por uma má disposição, o mais inocente deslize pode despertar uma raiva acumulada de experiências desagradáveis em comunidades cristãs que foram ambientes prejudiciais. Outro fator relevante para a minha indisposição com a comunhão dos santos é o fato de que estive por aí com várias comunhões – não muito santas, é verdade – que me fizeram muito bem. Posso dizer que a graça está por todo canto, no meio da desgraça que é o mundo e a vida.

Isso pode parecer uma bela desculpa de um vagabundo que não está querendo compromisso com igreja e talvez seja exatamente isto. Mas eu penso que é essencial que os leitores daqui estejam cientes da disposição do blogueiro para que não exijam dele algo que ele nunca mencionou que estava à disposição.

Por fim, algo que me desagrada muito é o meu ego que é como espelho do ego de todos nós. Vejo algo que fiz de modo mesquinho se voltando do mesmo modo contra mim de pessoas que até admiro. Não exijo deles outro comportamento: cada um tem a sua consciência transformada pelo Espírito que transcende toda a nossa moral e etiqueta. Há uma opção que é a mais viável e confortável para todos e que só depende da minha vontade: deixar de ouví-los. E foi isso que fiz: exclui do meu leitor uma série de feeds de blogs de cristãos, dei um unfollow em alguns profiles e fiz alguns bloqueios nos comunicadores.

No momento, é provável que alguns já estejam pondo o rótulo de “infantil” neste ato. Podem pensar desse modo, desde que seu pensamento não chegue aos meus ouvidos. Na Bíblia há uma bela metáfora que pede que nossos olhos sejam removidos, se eles nos trazem razão para o pecado. E é isto que estou fazendo: tapando olhos e ouvidos para aquilo que,  ao alcance dos sentidos, pode virar cólera no Thiago. Uma atitude ruim a menos talvez signifique alguma coisa nas contas celestiais que me prometem um tal “galardão”.

Não leiam esta postagem e comentem de acordo com o que foi escrito

Não é uma vez ou duas: diariamente acordo com o desejo de por um fim na atividade de escrever na internet. Meus textos não são muito úteis e, às vezes, são até contraditórios. Ademais, na rede mundial há muitas distrações que podem ser mais interessantes do que uma página pessoal de um jovem em constante crise existencial. Crises expressas com aquilo que de pior se pode fazer com a sintaxe totalmente desarrumada e até ambígua.

Clichê é o que não há de faltar nesse espaço: crises de uma pós-adolescência que se arrasta ignorando os primeiros cabelos brancos, cópia de conteúdo que já se apresentou muito antes em caixas de emails por aí, textos que não dizem nada sobre coisa nenhuma… Uma perda de tempo.

Soma-se à todos estes fatores desagradáveis a dificuldade de manutenção de um espaço na web: responder comentários mal-humorados, ter creditada a filiação bastarda desse que vos escreve ao próprio Lúcifer, ser surpreendido pela trimestralidade do custos da hospedagem no cartão de crédito. Não vale a pena mesmo!

Para iluminar este post de acordo com uma das primeiras afirmações lá do primeiro parágrafo, eis aqui a contradição: escrevendo-lhes na internet que não vale a pena escrever para este público da web.

Quando eu sei se vale a pena ou não ler uma revista

A Patrol Magazine é uma revista interessante. Não compactua com o messianismo americano e não tem medo de falar a verdade. Conheci o site quando pesquisei algumas coisas sobre o novo disco do Derek Webb.

Minha decisão final para a leitura dessa revista encontrei nessa cara de pau de dar a nota 5,5 para o novo disco do David Crowder Band, Church Music, enquanto Stockholm Syndrome, de Derek Webb recebeu 9,4.

Quando alguém valoriza mais conteúdo que melodia chicletenta, merece um pouco de credibilidade.

Recomendo mesmo.

God Hates The World

Sabe aquele pastor para quem Derek Webb provavelmente fez a música Freddie Please? Pois é, esse pessoal do vídeo aí embaixo cantando o jingle da música da campanha God Hates The World é da igreja dele.

Esta é uma versão parodiada de We are the world, em que Deus usa os membros da Igreja Batista de Westboro para mandar a sua mensagem de ódio à humanidade, avisando que ela toda vai para o inferno.


Freddie Phelps
é um pastor americano que encabeça uma campanha de gosto duvidoso contra os gays de todo o mundo, incluindo os do Brasil.

Derek Webb gentilmente dirige essa mensagem na música Freddie Please:

Freddie can’t you see
Brother, you’re the one who’s queer

Freddie, será que não percebes?
Irmão, você que é o maricas


O amor é inspirador!

Via @cf_gomes

Blogueiros, valorizem o português

Acabei de visitar um blog medonhamente escrito. Ininteligível! Eu sei, amigo, não se deve exigir que uma página de internet siga o rigor da produção machadiana, mas, convenhamos, que no mínimo se siga uma lógica de compreensão. Até minha sobrinha faz isso!

Não estou criticando o nível de linguagem popular, usando o coloquial, a glorificar o culto. Estou apenas constrangido de ver a nossa língua tratada como um instrumento para dizer coisa nenhuma.

Prefiro silêncio a ruído.