Novo vídeo do Jars of Clay – Two Hands

Demorou, mas saiu o novo vídeo do Jars of Clay. A música é Two Hands do disco The Long Fall Back To Earth:

Como seria a “Internet Socialista”

WALL•E Discovers the Internet

Esse post é uma porcaria, mas o preservei pois sei que está linkado em outras páginas. Portanto, não vamos discutí-lo, ok…

Tudo que é bom dura pouco, e a internet caminha para reafirmar a verdade desse dizer popular. Colocam-na entre as grades de leis, que acabam por criminalizar uma lista de práticas e restringir a criatividade ainda mais.

E como seria a internet em uma sociedade guiada pela política socialista?

1. Propriedade – Tudo seria de todos. Os conteúdo poderia ser aberto a todos e ninguém precisaria pagar para acessar nada. O conhecimento seria gratuito e acessível a qualquer pessoa.

2. O controle de todos – A internet não precisaria do Eduardo Azeredo para ditar regras e criminalizações. Por ser um bem comum o ambiente seria de todos e os interesses seriam compartilhados e abertos. Não existiria assim, necessidade de se definir a quem se deve pagar para se acessar ou publicar conteúdo.

3. Produção de acordo com a necessidade – Ao invés dessa produção desvairada de conteúdo sempre em busca de cliques de Adsense e visitas, haveria um sistema de criação de acordo com a reais necessidades das pessoas. A “motivação” estaria em  “ter para aqueles que precisam” e “ter para os que desejam”.

4. Acesso livre – Isso significa acessar sem uso de senhas e, principalmente, sem se pagar os preços absurdos que hoje são cobrados pelas empresas de provedores espanholas, sinônimos de mau-serviço e cobranças injustas.

Isso tudo pode soar utópico, mas só é utópico por conta do pensamento equivocado que temos de que tudo acaba se resumindo à idéia da propriedade.

O bem mais precioso e mais barato que temos é o saber, e até ele foi dominado pela idéia do possuir e passou a chamar-se propriedade intelectual.

E se alguém pretende usar o exemplo de China e Cuba para vituperar a ideologia socialista, peço que estude uma versão resumida da política para depois comentar.

O que eu acredito sobre evangelismo?

Credits aknacer on Flickr Depois de uma semana de ceticismo e total falta da esperança na série sobre evangelismo, vou falar neste único post, sobre a simplicidade do ato de evangelizar.

Se fosse sintetizar tudo o que eu tenho a dizer a conclusão seria: Eu acredito em evangelismo contextualizado.

Evangelismo contextualizado é aquele que se adapta à situação/condição daquele momento, e isso significa diferenciar-se da corrente contemporânea de “estratégias”.

Se nos tempos da igreja primitiva funcionou que se gritasse a palavra nas praças, isso só deu certo porque o contexto da situação permitiu. Gritar a uma multidão de pessoas, em uma época onde mal se tem permissão para se falar baixo em sua casa, é contextualizar a mensagem saindo da estratégia comum. Nos dias de hoje gritar a uns milhares de ouvidos é fazer o apelo que a publicidade faz, que a TV faz e que todos os veículos focados na persuasão fazem com maestria.

Publiquei uma lista para coisas sem qualquer eficácia, então  é justo que exista uma lista para coisas que funcionem. Vamos à ela:

  • Missões: o evangelismo missionário não é novidade, a sua proposta é que nunca fica velha. A mensagem é levada, ao pobre, ao índio, ao rico, ao universitário, ao analfabeto, de acordo com a liguagem que são capazes de entender. Missões leva ao extremo a contextualização das boas novas.
  • Relacionamentos: se isso é evangelismo? Estou certo que é. Diferente do que se divulga em igrejas do G12, essa relação entre pessoas é cultivar relacionamentos sem intenções evangelísticas. É amar o próximo, se preocupar com ele, perguntar se ele precisa de algo… É um estilo de boa vizinhança que leva o reino de Deus que está em sua vida para fazer do viver de outras pessoas algo melhor. Sou franco em afirmar que pode não ser o objetivo converter pessoas ao cristianismo, mas se a sua relação com alguém cria pessoas melhores, faz do homem um marido mais interessado, do adolescente um filho mais compreensivo , fique certo que você trouxe parte do reino para o viver na Terra. Não disse que seria fácil.
  • Justiça social: outra vez o evangelismo que traz o reino como ferramenta para a melhoria da vida de outras pessoas. Alguns podem afirmar que isso não é evangelizar. Talvez não é de forma explícita, mas como diz Derek Webb em uma de suas melhores músicas: eu abandonaria a espada (Bíblia) se ela não fizesse o bem. Se a minha mensagem não serve para mudar vidas, não devo continuar pregando. Já perceberam como cada milagre que Jesus fez na Bíblia visava sempre trazer dignidade às pessoas? Até mesmo os ricos carecem disso! Os pobres ainda mais.
  • Igreja: se igreja for o relacionamento de pessoas que são o corpo de Cristo, com certeza ela é o maior instrumento de evangelismo dos nossos dias. Na igreja há círculos sociais que incluem. A fé individualizada é difícil, diria que impossível.

Na minha lista falo de coisas que tratam as pessoas de forma particular e que, ao mesmo tempo, as incluem em grupos que compartilham de uma mesma fé e estilo de vida.

Evangelismo que trata as pessoas como grupo, estátística, usando técnicas de persuasão, está falido e fora de contexto. Contextualizar é se aproximar, compreender situações, falar no mesmo nível de linguagem, amar sem segundas intenções.