O tempo muda bastante os nossos gostos. Não é estranho pra mim pensar que o Thiago de hoje só neste dia existiu. Quem virá amanhã é um ser diferente, carregando as coisas velhas do hoje e renovando as esperanças para o depois de amanhã. Agora paremos de augustocuryces, e vamos à duas listas.
Eu já gostei muito de:
guitarra – comprava revistas de metal farofa e tenho algumas até hoje;
diante do Trono – até virar homem;
estudar – mas cheguei à faculdade;
Oficina G3 – até resolver ir a um show deles;
ir à igreja – até resolver aproveitar os meus domingos;
assistir à Fórmula 1 – mesma justificativa do caso acima;
sorvete – até que parei por causa da intolerância à lactose e hoje nem sinto mais falta;
conversar com várias meninas – até notar que o assunto era sempre o plastiquinho numerado com a bandeira Visa impressa nele;
ir ao correio – até mudar pra São Paulo;
e de fazer “racha de bicicleta” no interior – até arrumar encrenca com os companheiros de “aventuras”.
Atualmente eu gosto muito:
de ver filmes – principalmente dramas não românticos;
de viajar – principalmente viagens longas;
de me embriagar – pra pensar na vida e chorar para os amigos;
de escrever – apesar de ser bem medíocre nessa atividade;
Vi, como assíduo leitor, no Livros e Afins do Alessandro Martins e continuo aqui a listagem com os meus títulos.
Livro de que mais gosta – aqui eu vou cair no óbvio e citar os mesmo velhos clássicos de sempre: Dom Quixote, Hamlet, etc. Mas vou além disso e confessar que toda aventura infantil me atrai muito: Alice no País das Maravilhas e Oliver Twist, embora muito diferentes, são dois bons exemplos.
Livro que me influenciou – Into the Wild de John Krakauer. Estou com planos de mudar de ares há um tempinho graças a livro e filme.
Livro de alguém que conhece – tenho aqui na prateleira como ornamento, mas prefiro não citar o autor de tal arte. Especulem.
Livro que outra pessoa trouxe até você – meu maior “recomendador de livros”, quando ainda conversávamos, foi o Ricardo Oliveira. Graças a uma indicação do rapaz, cresceu em mim o fascínio pelos livros e pelo humor cínico de José Saramago (foi ele quem me indicou o Ensaio sobre a Cegueira). Há também o Yahel: amigo de Porto Rico que conhece tudo, ou muito mais que eu, de Literatura Brasileira e Portuguesa.
Assisti primeiro ao filme – Into the Wild que é caso raríssimo em que aquele velho comentário idiota de “eu prefiro o livro” nunca vai caber.
Primeiro livro sem figurinhas que leu – Alice no País das Maravilhas, dum sebo, jogado num caixote como um monte de outros livros sem desenhos.
Livro de poesia – Clichê que tanto critiquei nos estudantes de Letras: a veneração por Pessoa. Mas vou adicionar o revisitado Cruz e Souza, que li pouquíssimo, mas o suficiente para gostar muito. Aliás tudo que vem do simbolismo é do caralho mesmo (há os pedantes que pendem mais para o parnasianismo, mas quase não se fala deles).
Livro para se reler – Hamlet (semestralmente).
Devolve meu dinheiro – todo e qualquer livro da coleção de clássicos da Martin Claret. Erros de português em profusão.
À primeira vista – Da Tranquilidade da Alma de Sêneca
Gente morta – Cândido, de Voltaire
Gente viva – Boca do Inferno, Ana Miranda
Convido os leitores da Livraria para continuar com estas listas nos comentários ou respectivos blogues. Tenho muita curiosidade pelo gosto e comportamento de toda a gente.