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Que livro eu seria?

Fiz uma teste da Educar para Crescer e vejam só que calúnia:

“A paixão segundo GH”, de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender. Assim é também “A paixão segundo GH”, obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

Recomendo o teste para os amigos. Façam e compartilhe nos comentários ou blogues de vocês para vocês para ver se o resultado bate com aquilo que eu penso de vocês.

(Vi a indicação do teste no blogue Orelha do Livro).

Té logo!

Lista de livros

Vi, como assíduo leitor, no Livros e Afins do Alessandro Martins e continuo aqui a listagem com os meus títulos.

  1. Livro de que mais gosta – aqui eu vou cair no óbvio e citar os mesmo velhos clássicos de sempre: Dom Quixote, Hamlet, etc. Mas vou além disso e confessar que toda aventura infantil me atrai muito: Alice no País das MaravilhasOliver Twist, embora muito diferentes, são dois bons exemplos.
  2. Livro que me influenciouInto the Wild de John Krakauer. Estou com planos de mudar de ares há um tempinho graças a livro e filme.
  3. Livro de alguém que conhece – tenho aqui na prateleira como ornamento, mas prefiro não citar o autor de tal arte. Especulem.
  4. Livro que outra pessoa trouxe até você – meu maior “recomendador de livros”, quando ainda conversávamos, foi o Ricardo Oliveira. Graças a uma indicação do rapaz, cresceu em mim o fascínio pelos livros e pelo humor cínico de José Saramago (foi ele quem me indicou o Ensaio sobre a Cegueira). Há também o Yahel: amigo de Porto Rico que conhece tudo, ou muito mais que eu, de Literatura Brasileira e Portuguesa.
  5. Assisti primeiro ao filmeInto the Wild que é caso raríssimo em que aquele velho comentário idiota  de “eu prefiro o livro” nunca vai caber.
  6. Primeiro livro sem figurinhas que leuAlice no País das Maravilhas, dum sebo, jogado num caixote como um monte de outros livros sem desenhos.
  7. Livro de poesia – Clichê  que tanto critiquei nos estudantes de Letras: a veneração por Pessoa. Mas vou adicionar o revisitado Cruz e Souza, que li pouquíssimo, mas o suficiente para gostar muito. Aliás tudo que vem do simbolismo é do caralho mesmo (há os pedantes que pendem mais para o parnasianismo, mas quase não se fala deles).
  8. Livro para se reler – Hamlet (semestralmente).
  9. Devolve meu dinheiro – todo e qualquer livro da coleção de clássicos da Martin Claret. Erros de português em profusão.
  10. À primeira vista – Da Tranquilidade da Alma de Sêneca
  11. Gente morta – Cândido, de Voltaire
  12. Gente viva – Boca do Inferno, Ana Miranda

Convido os leitores da Livraria para continuar com estas listas nos comentários ou respectivos blogues. Tenho muita curiosidade pelo gosto e comportamento de toda a gente.