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Uma visão renovada sobre a morte – Parte I
Morte não é um tema muito popular e, na minha posição de cristão, tratá-lo é quase decretar que sou um combatente da vida, entretanto faz-se necessário essa conversa que dividirei em alguns posts.
Alerto aos leitores que não compartilho de convicções teológicas, já que não tenho cacife para tanto. Porém é indiscutível o fato de que sou influenciado por conceitos cristãos, pois alguns deles são universais e perenes, válidos independente do credo.
Comecemos então, com este post de introdução:
Marcelo Camelo Rodrigo Amrante, integrante da banda Los Hermanos, cantou a morte da forma mais bonita que eu já ouvi. Não me lembro bem da letra, mas ele diz que a vida é um rio, até que deságua no mar.
Não poderia existir metáfora mais perfeita para a jornada humana. Enquanto rio somos diferentes: alguns mais longos, alguns barrentos, alguns minguantes. Temos cada um, sua peculiaridade.
Ao morrer nos tornamos mar , misturamos-nos com o universal, com o inevitável e com o semelhante.
É certo que o rio da minha vida pode ser diferente do seu, mas ao desaguar no mar nos tornaremos um, e saberemos que todo o nosso leito correu para o mesmo destino.
E essa metáfora pôs-me diante de uma nova concepção de morte, onde esta já não é a privação do viver, mas sim a igualdade do homem evidenciada no destino comum.
O morrer soa belo assim!
Nos próximos posts falarei sobre, dor, suicídio e mais alguns outros temas bizarros.





