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by Thiago Bomfim
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God Hates The World
Sabe aquele pastor para quem Derek Webb provavelmente fez a música Freddie Please? Pois é, esse pessoal do vídeo aí embaixo cantando o jingle da música da campanha God Hates The World é da igreja dele.
Esta é uma versão parodiada de We are the world, em que Deus usa os membros da Igreja Batista de Westboro para mandar a sua mensagem de ódio à humanidade, avisando que ela toda vai para o inferno.
Freddie Phelps é um pastor americano que encabeça uma campanha de gosto duvidoso contra os gays de todo o mundo, incluindo os do Brasil.
Derek Webb gentilmente dirige essa mensagem na música Freddie Please:
Freddie can’t you see
Brother, you’re the one who’s queerFreddie, será que não percebes?
Irmão, você que é o maricas
O amor é inspirador!
Via @cf_gomes
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by Thiago Bomfim
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Sexiest Church
Recebi uma notícia que me deixou em êxtase perplexo outro dia. O meu antigo líder, daquela comunidade cristã, assemelhada a um clube de investimento celestial subdividido em tribinhos de 12 pessoas, engravidou uma mocinha. O êxtase não foi em comemoração à paternidade do sacro “ministro de louvor”. Foi mais uma espécie de celebração à eficácia do sistema reprodutor: não tem jeito, óvulo com espermatozoide vai sempre resultar num pequerrucho.
Mas o estranho desse encontro zigotal, e do outro anterior, que permitiu a circulação dos insumos corporais, foi as circunstâncias na qual ele se realizou. O rapaz, avesso à qualquer relação sexual que não fosse autorizada num pedaço de papel, fez exatamente o contrário do seu discurso. Viajou para uma cidade lá no sul do Brasil, encontrou uma mocinha bonita e resolveu demarcar o território e por em uso compartilhado o seu assanhado membro, outrora acostumado a carícias estritamente manufatureiras. Ironia do fundamentalismo: divulga-se o discurso, prevalecem as vontades. more »
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by Thiago Bomfim
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Os intercessores contemporâneos
Se eu escrevesse a frase “não precisamos de pastores” no título dessa postagem, provavelmente o texto alcançaria muito mais sucesso. Frases de impacto, ou slogans no mundo da publicidade, são muito bem assimiladas pelo consumidores que frequentam igrejas. Inclusive eu já caí nesse conto do vigário ao comprar o excelente livro, de desastroso título, Como os Pinguins me Ajudaram a Entender Deus do escritor Donald Miller. Ainda bem que o conteúdo compensou o nome.
Vou logo ao assunto antes que o estimado leitor largue esse quase pergaminho e volte à janelinha do Twitter.
Não usarei hoje uma frase de impacto, mas afirmarei que a função de um pastor pode ser bastante questionável. Vou listar algumas das coisas a que a figura de um guia de ovelhas é capaz de remeter:
- Superioridade
- Poder
- Revelação específica
- Portador de bênçãos
- Terno caríssimo
- Medo
Parece-me que a função do mau pastor é esconder Deus, colocá-lo inacessível. Há a impressão de que se deve passar pela catraca da benção pastoral para se chegar ao divino. Se você, em alguma situação, se “sentiu afastado de Deus” por conta de alguma figura que é, supostamente, superior espiritualmente, está na hora de avaliar o tipo de comunidade de fé – “denominação/igreja” – que você anda frequentando.
Se você já viu alguém acima da tribuna sempre a engrandecer as capacidades que tem para revelações superiores, adquiridas por meio de sonhos, orações, leituras bíblicas que os fazem chegar a novas conclusões acerca de um determinado trecho, sem dúvidas você estava diante de um mentiroso e dissimulado profeta.
Não posso ser injusto com alguns bons pastores. Há pessoas que são verdadeiramente envolvidas com uma comunidade de fé, com a causa de um mundo melhor. Algumas delas esquecem de si mesmas e saem às ruas despenteadas e até mesmo tiram fotos ridículas para banners em blogs famosos. Não se importam muito com a imagem, mas se preocupam muito com o reino. Não usam ternos caros e, não raro, você pode confundí-lo com um hippie na rua.
Se um pastor, diante do título, se porta como se tivesse uma revelação superior está agindo como um grande idiota. Se se aproveita de um título para enganar a gente mais simples e desesperada desse país, é a própria encarnação do diabo. Agora se um servo encara esse título não como uma benção, mas como uma grande responsabilidade, e com muita sinceridade, talvez alguma coisa dê certo.
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by Thiago Bomfim
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O que eu acredito sobre evangelismo?
Depois de uma semana de ceticismo e total falta da esperança na série sobre evangelismo, vou falar neste único post, sobre a simplicidade do ato de evangelizar.
Se fosse sintetizar tudo o que eu tenho a dizer a conclusão seria: Eu acredito em evangelismo contextualizado.
Evangelismo contextualizado é aquele que se adapta à situação/condição daquele momento, e isso significa diferenciar-se da corrente contemporânea de “estratégias”.
Se nos tempos da igreja primitiva funcionou que se gritasse a palavra nas praças, isso só deu certo porque o contexto da situação permitiu. Gritar a uma multidão de pessoas, em uma época onde mal se tem permissão para se falar baixo em sua casa, é contextualizar a mensagem saindo da estratégia comum. Nos dias de hoje gritar a uns milhares de ouvidos é fazer o apelo que a publicidade faz, que a TV faz e que todos os veículos focados na persuasão fazem com maestria.
Publiquei uma lista para coisas sem qualquer eficácia, então é justo que exista uma lista para coisas que funcionem. Vamos à ela:
- Missões: o evangelismo missionário não é novidade, a sua proposta é que nunca fica velha. A mensagem é levada, ao pobre, ao índio, ao rico, ao universitário, ao analfabeto, de acordo com a liguagem que são capazes de entender. Missões leva ao extremo a contextualização das boas novas.
- Relacionamentos: se isso é evangelismo? Estou certo que é. Diferente do que se divulga em igrejas do G12, essa relação entre pessoas é cultivar relacionamentos sem intenções evangelísticas. É amar o próximo, se preocupar com ele, perguntar se ele precisa de algo… É um estilo de boa vizinhança que leva o reino de Deus que está em sua vida para fazer do viver de outras pessoas algo melhor. Sou franco em afirmar que pode não ser o objetivo converter pessoas ao cristianismo, mas se a sua relação com alguém cria pessoas melhores, faz do homem um marido mais interessado, do adolescente um filho mais compreensivo , fique certo que você trouxe parte do reino para o viver na Terra. Não disse que seria fácil.
- Justiça social: outra vez o evangelismo que traz o reino como ferramenta para a melhoria da vida de outras pessoas. Alguns podem afirmar que isso não é evangelizar. Talvez não é de forma explícita, mas como diz Derek Webb em uma de suas melhores músicas: eu abandonaria a espada (Bíblia) se ela não fizesse o bem. Se a minha mensagem não serve para mudar vidas, não devo continuar pregando. Já perceberam como cada milagre que Jesus fez na Bíblia visava sempre trazer dignidade às pessoas? Até mesmo os ricos carecem disso! Os pobres ainda mais.
- Igreja: se igreja for o relacionamento de pessoas que são o corpo de Cristo, com certeza ela é o maior instrumento de evangelismo dos nossos dias. Na igreja há círculos sociais que incluem. A fé individualizada é difícil, diria que impossível.
Na minha lista falo de coisas que tratam as pessoas de forma particular e que, ao mesmo tempo, as incluem em grupos que compartilham de uma mesma fé e estilo de vida.
Evangelismo que trata as pessoas como grupo, estátística, usando técnicas de persuasão, está falido e fora de contexto. Contextualizar é se aproximar, compreender situações, falar no mesmo nível de linguagem, amar sem segundas intenções.
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by Thiago Bomfim
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Série: Coisas sobre evangelismo nas quais não acredito – Shows
Eu não acredito em show de evangelismo
Todas as experiências que eu tive em shows de propósito evangelístico foram vergonhosas e frustrantes. Pessoas tratadas como animais em filas quilométricas, preços absurdos, atrasos no horário divulgado, alimentos arrecadados jogados ao chão como se fossem lavagem para porcos.
Assim como o evangelismo de massa, o show evangelístico recorre a mídia para divulgação de resultados mentirosos.
Outra incoerência sobre o show evangélico é a cobrança de ingressos a preços de shows decentes de bandas não-cristãs. A palavra não deveria ser oferecida gratuitamente ? Ao invés de irem atrás dela, ela não deveria ser levada?
Marcha para Jesus, SOS da Vida, Hillsong United ? Se você for ver para se “divertir”, tudo bem, mas não me venha com desculpas que é tudo por almas. Prepare-se para sol quente, chuva e rombos no orçamento.
Gostaria muito que alguém descrevesse nos comentários uma má experiência que teve em um show evangelístico. Em contraste, gostaria de uma outra narração de como um show não-cristão pode tratar as pessoas com extremo conforto e dignidade. Os comentários serão divulgados em um post.
Quarta-feira, discutirei sobre o que acredito ser eficaz na divulgação da palavra, e um post será suficiente.
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by Thiago Bomfim
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Série: Coisas sobre evangelismo nas quais não acredito – Folhetos
Eu não acredito em entrega de folhetos e “jornais
“
Além de sujar a cidade, os folhetos são uma forma de apresentar Jesus como uma propaganda. Já falei o quanto o cristianismo pode decepcionar as pessoas quando todo o tempo é construída uma imagem de um Cristo maravilhoso?
Os folhetos de evangelismo são distribuídos em meio à anúncios de planos de saúde, dentistas e empréstimos, ou seja, concorrem com soluções para problemas terrenos. Em alguns casos os folhetos ganham até mesmo um espaço para publicidade, o que pode trazer um pouco de verdade aos reais propósitos da suposta divulgação gratuita da palavra.
O Senhor é uma solução para a vida, uma resposta para a eternidade, não uma resolução instântanea para as “contingências do viver” (inspirado em Ricardo Gondim). Publicar a verdade em um pedaço de papel é vago, burro e politicamente incorreto.
Proteja a natureza: acabe com os folhetos.





