Abertura do seriado Dexter em versão metal

Nunca fui muito admirador desse estilo musical que chamam de metal. Não o desmereço, acho apenas que é muito duro e que está além da minha compreensão, só isso. Mas olhe só que interessante essa abertura de Dexter, o serial killer/herói/personificação do desejo humano hiperbolizado, feita numa guitarra, ou algo que corresponda ao outrora instrumento do demônio.

O mais curioso é a adaptação exata ao tempo da música original de Rolfe Kent:

Clube do Livro de Lost – As referências literárias da série

Sawyer lendo na Série de Tv Lost A série de TV Lost busca a inspiração de seus roteiros nos livros, em especial nos grandes clássicos da ficção. Não é a toa que nos familiarizamos com a série de forma tão rápida e afetiva, assim como fazemos ao ler uma boa história.

Certa vez aluguei um box com uma das temporadas de Lost. Além de devorar episódio atrás de episódio, me deliciei com os extras que mostravam detalhes da produção. Em uma parte do conteúdo bônus se comentava as referências de livros que os roteiristas reproduziram em nomes de personagens, diálogos e até naqueles sons sinistros de fundo.

A lista de obras que inspirou as peripécias do autores foi divulgada na internet no Lost Book Club (Clube do Livro Lost). Eu selecionei alguns dos livros que pretendo ler ainda em 2009 (claro, você também pode ver a lista completa no site ):

  1. The Survivors of the Chancellor – Julio Verne (Download Gratuito no Domínio Público)
  2. Um Conto de Duas Cidades – Charles Dickens
  3. Alice no País do Espelho – Lewis Carroll
  4. O Senhor das Moscas – Willian Golding
  5. Os Irmãos Karamazov – Fedor Dostoievski (Download grátis no Domínio Público)
  6. A Ilha – Aldous Huxley
  7. Our Mutual Friend – Charles Dickens
  8. Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll ( Releitura e preparação para a versão cinematográfica de Tim Burton)
  9. Harry Potter e a Pedra FilosofalJ. K. Rowling
  10. Memórias de uma Gueixa – Arthur Golden´

A serie Lost está  em férias e volta no dia 29 de Janeiro. Enquanto isso vá lendo um pouquinho.

O que eu penso do Minha Esperança Brasil

minha esperança brasil Um projeto caracterizado pelo típico triunfalismo evangélico: é assim que eu classifico o Minha Esperança.

Extremamente elogiado pela causa evangelística, como era de se esperar, e ligado ao nome de um dos maiores evangelistas de todos os tempos, Billy Graham, o Minha Esperança Brasil foi divulgado, adotado, patrocinado e glorificado por milhares de igrejas.

Não me crucifiquem(ainda) pois não estou a julgar a intenção dos organizadores do projeto. Acidentalmente, ou não, eles recorreram à velha fórmula publicitária para levar o Reino de Cristo, utilizando um meio pelo qual já mostrei minha incredulidade: a televisão.

Se esse fosse o único erro poderia parar por aqui, mas o que mais me incomoda é o tipo de linguagem triunfalista que a campanha adota. Vou citar alguns exemplos facilmente encontrados em todo discurso desse típico “Sebastianismo gospel”. Você pode vê-los na página do site oficial do Minha Esperança:

  • Chegou a hora! Em Novembro (referindo-se às transmissões no horário nobre da Band)
  • Testemunho impactante com Aline Barros
  • Testemunho impactante com Kaká
  • Testemunho impactante com Paulo Baruk
  • Mais de 500 mil mini-estádios brasileiros
  • Hoje, 34 anos depois desse grande econtro
  • Outra vantagem é o projeto abranger…

Há mais uma série de exemplos sobre o foco em números e linguagem triunfalista do projeto.

Como notado nos exemplos supracitados, vê-se também que o ME adota as velhas estratégias da publicidade tradicional. Um dos recursos utilizados é a participação de celebridades de peso como Kaká, e “ícones” do gospel nacional como Aline Barros.

O Minha Esperança erra em tentar vender Jesus no horário nobre de uma grande emissora assim como se vende sabonetes no intervalo da novela das oito.

Perdoem-me a sinceridade, mas não sou capaz de dar aval para que rios de dinheiro arrecadados se transformem em 30 minutos de horário nobre. Tudo isso deveria ser convertido em sustento de creches, escolas e hospitais por período prolongado. Seria mais eficaz do que a suposta mensagem milagrosa da vida da Aline Barros.

O que eu acredito sobre evangelismo?

Credits aknacer on Flickr Depois de uma semana de ceticismo e total falta da esperança na série sobre evangelismo, vou falar neste único post, sobre a simplicidade do ato de evangelizar.

Se fosse sintetizar tudo o que eu tenho a dizer a conclusão seria: Eu acredito em evangelismo contextualizado.

Evangelismo contextualizado é aquele que se adapta à situação/condição daquele momento, e isso significa diferenciar-se da corrente contemporânea de “estratégias”.

Se nos tempos da igreja primitiva funcionou que se gritasse a palavra nas praças, isso só deu certo porque o contexto da situação permitiu. Gritar a uma multidão de pessoas, em uma época onde mal se tem permissão para se falar baixo em sua casa, é contextualizar a mensagem saindo da estratégia comum. Nos dias de hoje gritar a uns milhares de ouvidos é fazer o apelo que a publicidade faz, que a TV faz e que todos os veículos focados na persuasão fazem com maestria.

Publiquei uma lista para coisas sem qualquer eficácia, então  é justo que exista uma lista para coisas que funcionem. Vamos à ela:

  • Missões: o evangelismo missionário não é novidade, a sua proposta é que nunca fica velha. A mensagem é levada, ao pobre, ao índio, ao rico, ao universitário, ao analfabeto, de acordo com a liguagem que são capazes de entender. Missões leva ao extremo a contextualização das boas novas.
  • Relacionamentos: se isso é evangelismo? Estou certo que é. Diferente do que se divulga em igrejas do G12, essa relação entre pessoas é cultivar relacionamentos sem intenções evangelísticas. É amar o próximo, se preocupar com ele, perguntar se ele precisa de algo… É um estilo de boa vizinhança que leva o reino de Deus que está em sua vida para fazer do viver de outras pessoas algo melhor. Sou franco em afirmar que pode não ser o objetivo converter pessoas ao cristianismo, mas se a sua relação com alguém cria pessoas melhores, faz do homem um marido mais interessado, do adolescente um filho mais compreensivo , fique certo que você trouxe parte do reino para o viver na Terra. Não disse que seria fácil.
  • Justiça social: outra vez o evangelismo que traz o reino como ferramenta para a melhoria da vida de outras pessoas. Alguns podem afirmar que isso não é evangelizar. Talvez não é de forma explícita, mas como diz Derek Webb em uma de suas melhores músicas: eu abandonaria a espada (Bíblia) se ela não fizesse o bem. Se a minha mensagem não serve para mudar vidas, não devo continuar pregando. Já perceberam como cada milagre que Jesus fez na Bíblia visava sempre trazer dignidade às pessoas? Até mesmo os ricos carecem disso! Os pobres ainda mais.
  • Igreja: se igreja for o relacionamento de pessoas que são o corpo de Cristo, com certeza ela é o maior instrumento de evangelismo dos nossos dias. Na igreja há círculos sociais que incluem. A fé individualizada é difícil, diria que impossível.

Na minha lista falo de coisas que tratam as pessoas de forma particular e que, ao mesmo tempo, as incluem em grupos que compartilham de uma mesma fé e estilo de vida.

Evangelismo que trata as pessoas como grupo, estátística, usando técnicas de persuasão, está falido e fora de contexto. Contextualizar é se aproximar, compreender situações, falar no mesmo nível de linguagem, amar sem segundas intenções.

Série: Coisas sobre evangelismo nas quais não acredito – Shows

Show do Hillsong United Eu não acredito em show de evangelismo

Todas as experiências que eu tive em shows de propósito evangelístico foram vergonhosas e frustrantes. Pessoas tratadas como animais em filas quilométricas, preços absurdos, atrasos no horário divulgado, alimentos arrecadados jogados ao chão como se fossem lavagem para porcos.

Assim como o evangelismo de massa, o show evangelístico recorre a mídia para divulgação de resultados mentirosos.

Outra incoerência sobre o show evangélico é a cobrança de ingressos a preços de shows decentes de bandas não-cristãs. A palavra não deveria ser oferecida gratuitamente ? Ao invés de irem atrás dela, ela não deveria ser levada?

Marcha para Jesus, SOS da Vida, Hillsong United ? Se você for ver para se “divertir”, tudo bem, mas não me venha com desculpas que é tudo por almas. Prepare-se para sol quente, chuva e rombos no orçamento.

Gostaria muito que alguém descrevesse nos comentários uma má experiência que teve em um show evangelístico. Em contraste, gostaria de uma outra narração de como um show não-cristão pode tratar as pessoas com extremo conforto e dignidade. Os comentários serão divulgados em um post.

Quarta-feira, discutirei sobre o que acredito ser eficaz na divulgação da palavra, e um post será suficiente.

Série: Coisas sobre evangelismo nas quais não acredito – Folhetos

Eu não acredito em entrega de folhetos e “jornaisFolha Universal

Além de sujar a cidade, os folhetos são uma forma de apresentar Jesus como uma propaganda. Já falei o quanto o cristianismo pode decepcionar as pessoas quando todo o tempo é construída uma imagem de um Cristo maravilhoso? 

Os folhetos de evangelismo são distribuídos em meio à anúncios de planos de saúde, dentistas e empréstimos, ou seja, concorrem com soluções para problemas terrenos.  Em alguns casos os folhetos ganham até mesmo um espaço para publicidade, o que pode trazer um pouco de verdade aos reais propósitos da suposta divulgação gratuita da palavra.

O Senhor é uma solução para a vida, uma resposta para a eternidade, não uma resolução instântanea para as “contingências do viver” (inspirado em Ricardo Gondim). Publicar a verdade em um pedaço de papel é vago, burro e politicamente incorreto.

Proteja a natureza: acabe com os folhetos.