As aulinhas dos finais dos episódios de He-Man

Quando eu ligo em algum desses canais moderninhos com desenhos infantis me sinto esquisito tamanha a insanidade dos personagens e a desconexão dos diálogos. É engraçado, mas é meio uma evidência de velhice, reforçada por alguns resmungos involuntários do tipo “não se faz mais isto ou aquilo como antigamente”.

Dá uma olhada nessa aulinha de educação sexual by He-Man e sinta a nostalgia dos anos da sua infância, seu velho:

Você encontra mais uma série de lições do herói lá no YouTube. Há sermões inclusive sobre o oportunista mercado de ações.

Clube do Livro de Lost – As referências literárias da série

Sawyer lendo na Série de Tv Lost A série de TV Lost busca a inspiração de seus roteiros nos livros, em especial nos grandes clássicos da ficção. Não é a toa que nos familiarizamos com a série de forma tão rápida e afetiva, assim como fazemos ao ler uma boa história.

Certa vez aluguei um box com uma das temporadas de Lost. Além de devorar episódio atrás de episódio, me deliciei com os extras que mostravam detalhes da produção. Em uma parte do conteúdo bônus se comentava as referências de livros que os roteiristas reproduziram em nomes de personagens, diálogos e até naqueles sons sinistros de fundo.

A lista de obras que inspirou as peripécias do autores foi divulgada na internet no Lost Book Club (Clube do Livro Lost). Eu selecionei alguns dos livros que pretendo ler ainda em 2009 (claro, você também pode ver a lista completa no site ):

  1. The Survivors of the Chancellor – Julio Verne (Download Gratuito no Domínio Público)
  2. Um Conto de Duas Cidades – Charles Dickens
  3. Alice no País do Espelho – Lewis Carroll
  4. O Senhor das Moscas – Willian Golding
  5. Os Irmãos Karamazov – Fedor Dostoievski (Download grátis no Domínio Público)
  6. A Ilha – Aldous Huxley
  7. Our Mutual Friend – Charles Dickens
  8. Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll ( Releitura e preparação para a versão cinematográfica de Tim Burton)
  9. Harry Potter e a Pedra FilosofalJ. K. Rowling
  10. Memórias de uma Gueixa – Arthur Golden´

A serie Lost está  em férias e volta no dia 29 de Janeiro. Enquanto isso vá lendo um pouquinho.

O que eu acredito sobre evangelismo?

Credits aknacer on Flickr Depois de uma semana de ceticismo e total falta da esperança na série sobre evangelismo, vou falar neste único post, sobre a simplicidade do ato de evangelizar.

Se fosse sintetizar tudo o que eu tenho a dizer a conclusão seria: Eu acredito em evangelismo contextualizado.

Evangelismo contextualizado é aquele que se adapta à situação/condição daquele momento, e isso significa diferenciar-se da corrente contemporânea de “estratégias”.

Se nos tempos da igreja primitiva funcionou que se gritasse a palavra nas praças, isso só deu certo porque o contexto da situação permitiu. Gritar a uma multidão de pessoas, em uma época onde mal se tem permissão para se falar baixo em sua casa, é contextualizar a mensagem saindo da estratégia comum. Nos dias de hoje gritar a uns milhares de ouvidos é fazer o apelo que a publicidade faz, que a TV faz e que todos os veículos focados na persuasão fazem com maestria.

Publiquei uma lista para coisas sem qualquer eficácia, então  é justo que exista uma lista para coisas que funcionem. Vamos à ela:

  • Missões: o evangelismo missionário não é novidade, a sua proposta é que nunca fica velha. A mensagem é levada, ao pobre, ao índio, ao rico, ao universitário, ao analfabeto, de acordo com a liguagem que são capazes de entender. Missões leva ao extremo a contextualização das boas novas.
  • Relacionamentos: se isso é evangelismo? Estou certo que é. Diferente do que se divulga em igrejas do G12, essa relação entre pessoas é cultivar relacionamentos sem intenções evangelísticas. É amar o próximo, se preocupar com ele, perguntar se ele precisa de algo… É um estilo de boa vizinhança que leva o reino de Deus que está em sua vida para fazer do viver de outras pessoas algo melhor. Sou franco em afirmar que pode não ser o objetivo converter pessoas ao cristianismo, mas se a sua relação com alguém cria pessoas melhores, faz do homem um marido mais interessado, do adolescente um filho mais compreensivo , fique certo que você trouxe parte do reino para o viver na Terra. Não disse que seria fácil.
  • Justiça social: outra vez o evangelismo que traz o reino como ferramenta para a melhoria da vida de outras pessoas. Alguns podem afirmar que isso não é evangelizar. Talvez não é de forma explícita, mas como diz Derek Webb em uma de suas melhores músicas: eu abandonaria a espada (Bíblia) se ela não fizesse o bem. Se a minha mensagem não serve para mudar vidas, não devo continuar pregando. Já perceberam como cada milagre que Jesus fez na Bíblia visava sempre trazer dignidade às pessoas? Até mesmo os ricos carecem disso! Os pobres ainda mais.
  • Igreja: se igreja for o relacionamento de pessoas que são o corpo de Cristo, com certeza ela é o maior instrumento de evangelismo dos nossos dias. Na igreja há círculos sociais que incluem. A fé individualizada é difícil, diria que impossível.

Na minha lista falo de coisas que tratam as pessoas de forma particular e que, ao mesmo tempo, as incluem em grupos que compartilham de uma mesma fé e estilo de vida.

Evangelismo que trata as pessoas como grupo, estátística, usando técnicas de persuasão, está falido e fora de contexto. Contextualizar é se aproximar, compreender situações, falar no mesmo nível de linguagem, amar sem segundas intenções.

Série: Coisas sobre evangelismo nas quais não acredito – Shows

Show do Hillsong United Eu não acredito em show de evangelismo

Todas as experiências que eu tive em shows de propósito evangelístico foram vergonhosas e frustrantes. Pessoas tratadas como animais em filas quilométricas, preços absurdos, atrasos no horário divulgado, alimentos arrecadados jogados ao chão como se fossem lavagem para porcos.

Assim como o evangelismo de massa, o show evangelístico recorre a mídia para divulgação de resultados mentirosos.

Outra incoerência sobre o show evangélico é a cobrança de ingressos a preços de shows decentes de bandas não-cristãs. A palavra não deveria ser oferecida gratuitamente ? Ao invés de irem atrás dela, ela não deveria ser levada?

Marcha para Jesus, SOS da Vida, Hillsong United ? Se você for ver para se “divertir”, tudo bem, mas não me venha com desculpas que é tudo por almas. Prepare-se para sol quente, chuva e rombos no orçamento.

Gostaria muito que alguém descrevesse nos comentários uma má experiência que teve em um show evangelístico. Em contraste, gostaria de uma outra narração de como um show não-cristão pode tratar as pessoas com extremo conforto e dignidade. Os comentários serão divulgados em um post.

Quarta-feira, discutirei sobre o que acredito ser eficaz na divulgação da palavra, e um post será suficiente.

Série: Coisas sobre evangelismo nas quais não acredito – Folhetos

Eu não acredito em entrega de folhetos e “jornaisFolha Universal

Além de sujar a cidade, os folhetos são uma forma de apresentar Jesus como uma propaganda. Já falei o quanto o cristianismo pode decepcionar as pessoas quando todo o tempo é construída uma imagem de um Cristo maravilhoso? 

Os folhetos de evangelismo são distribuídos em meio à anúncios de planos de saúde, dentistas e empréstimos, ou seja, concorrem com soluções para problemas terrenos.  Em alguns casos os folhetos ganham até mesmo um espaço para publicidade, o que pode trazer um pouco de verdade aos reais propósitos da suposta divulgação gratuita da palavra.

O Senhor é uma solução para a vida, uma resposta para a eternidade, não uma resolução instântanea para as “contingências do viver” (inspirado em Ricardo Gondim). Publicar a verdade em um pedaço de papel é vago, burro e politicamente incorreto.

Proteja a natureza: acabe com os folhetos.

Série: Coisas sobre evangelismo nas quais não acredito – Televisão

Evangelismo na TV Comecei a escrever algumas coisas que penso serem equívocos quando o assunto é evangelismo. Acabei fazendo um post muito grande, que resolvi dividir em uma série, começando essa semana e tomando alguns dias da próxima.

Antes quero esclarecer que não há verdades absolutas sobre o assunto e pode existir até mesmo exceções quanto a resultados das supostas ações evangelísticas que eu cito aqui.

Ao final da série farei 1 (um) post sobre aquilo que penso ser o correto quanto a evangelismo atualmente. Mas porque só um post? Você entenderá depois.

Não é de hoje que os cristãos protestantes têm a idéia de que Jesus só é alcançado pelas pessoas por meio de eventos grandiosos que ganham a televisão ou reunem milhões nas ruas.

Alguns justificam a organização desses atos como sendo inspirados na pregação de Jesus ou de Pedro para várias pessoas ao mesmo tempo. Vou dizer o quanto penso que essas ações são totalmente desnecessárias nos nossos dias:

Eu não acredito em evangelismo pela televisão

Não preciso nem argumentar. Todos vemos que a TV virou um espaço já ganho pelo pior daquilo que os chamados evangélicos têm: pedidos de contribuição, curas duvidosas, música evangélica ruim, corredores de sal, entrevistas com ex-mães de santo, vigílias de 666 pastores e por aí vai.

Recentemente um dos “evangelistas” charlatões comprou um canal que ainda se salvava pela programação noturna, voltada a assuntos adolescentes e exibição de desenhos japoneses. Mais um bocado de cultura que escorre pelo ralo em nome do cristianismo franqueado.

A televisão além de não servir para propósito evangelístico, contribui para efeito contrário, trazendo descrença até para as raras ações sérias de divulgação da palavra.

ATUALIZAÇÃO: Qual não foi a surpresa ao ver que o René trata do mesmo assunto no Papo de Teólogo!