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by Thiago Bomfim
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Biblioteca VI – Cardápio cultural da semana
- Livro: Iracema – José de Alencar | Leitura obrigatória do curso de Letras. A índia, que para uma burguesa à época só falta dominar a partitura e o piano, é personagem característica do nosso Romantismo. As primeiras tentativas de se criar uma literatura de identidade brasileira parecem piada perto da genialidade de Machado de Assis.
- Música: Armistice – MuteMath | O disco novo do MuteMath, distribuído em porções picadas e desastrosas parece se redimir no conjunto da obra. É daqueles discos que precisam de degustação e disposição. Destaco as músicas “Armistice”, que entitula o disco, e “Burden”. O disco já pode ser comprado no Brasil por meio do Submarino. O Julio Bastos, ganhador da promoção da Livraria, receberá um de graça pelo correio.
- Filme: Up – Pete Docter & Bob Peterson | A crítica se derrama em elogios e o público não cansa de propagandear. Só me resta assistir. Vou com esperanças ao cinema.
Obs: alguns links desse post são patrocinados; ou seja, se você comprar por meio deles, uma graninha vai ser angariada pelo autor desse blog.
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by Thiago Bomfim
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Monte uma biblioteca em casa
Num teste de uso do facílimo iWeb, fiz uma página com algumas dicas para a criação da sua biblioteca doméstica.
Bom final de semana!
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by Thiago Bomfim
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Biblioteca II
- Livro: Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis | Leitura obrigatória do curso de Letras. No próximo semestre estudarei o Realismo na Literatura Brasileira.
- Música: Nando Reis – Drês | Recomendação do @leonelacerda. Nunca pesquisei muito sobre o Nando Reis, mas dei um voto de confiança ao Leone, afinal ele faz parte de uma parcela minúscula de habitantes do planeta Terra que conhece e gosta de Derek Webb.
Filme: A Clockwork Orange – Stanley Kubrick | Traduzido como “Laranja Mecânica” é um filme que larguei pela metade, sem terminar de assistir. Pretendo completar a missão até domingo.
Tem mais um monte de coisa para essa semana: vinho na casa de amigos, disco novo do Derek Webb e alguma surpresa no trabalho.
Veja outras bibliotecas.
Boa semana!
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by Thiago Bomfim
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Por que eu vou aos lançamentos de livros?
Estive hoje no lançamento do novo livro de Mia Couto, escritor de um país com 11 livrarias: Moçambique. Imagino os tipos de pensamentos que os leitores da Livraria nutrem a meu respeito, quando me observam noticiando as minhas idas a esses locais: “uma verdadeira tiete de escritores, maria celulose!”.
Em primeiro lugar, preciso esclarecer que esses eventos high end user são raríssimos na minha agenda de peão e estudante de Letras. Lembro-me só de dois: Saramago e o de hoje. Depois, preciso deixar bem clara a minha atitude perante essas pessoas que escrevem livros: não vejo nada de superior neles. Seu talento é encarado por mim apenas como uma dedicação imensa ao ato de escrever, que para alguns geram bons frutos e para outros apenas bons lucros.
Entretanto, visitas a lançamentos de livros são úteis para que eu reafirme o verdadeiro lugar desses escritores: o de homens. Mia Couto hesita, pensa, erra. Juro que, da segunda fileira de onde ouvia a entrevista, parecia que era feito de carne e osso. O branco que muitos escritores dizem ter, visitou a fala mais que às folhas. Toda a visão de ícone que porventura possa ter criado acerca da genialidade de um fazedor de livros se desfaz quando tenho a oportunidade de ouví-lo.
Podes pensar que desprezo o talento para o romance moldado no escritor, mas não é disso que falo. Cabe ainda mais a congratulação, posto que de material humano provenha excelente arte. Porém, não me verias numa fila de autógrafos, tanto pela fadiga, quanto pela inutilidade do ato.
Mas qual a diferença entre receber o autógrafo e ouvir a palestra? Na primeira atitude cria-se um deus, consciente de seu poder, riscando sua criação com letras horrendas. Na outra situação ele é um homem sem qualquer poder, mas com toda a espontaneidade de um criador.
Devo dizer que Couto é espirituoso e consegue simpatia de leitores com facilidade. Como naquelas avaliações que fazem do risco-país, concluo que, numa primeira impressão, o artista moçambicano me deu bons motivos para investir num de seus títulos.
Um comentário breve de Mia Couto no meu canal do YouTube:
Compre o livro Antes de Nascer o Mundo de Mia Couto.
Devemos ter muito cuidado ao criar deuses, pois os poucos que temos, verdadeiros ou falsos, já nos trazem problemas e apuros demais.
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by Thiago Bomfim
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Estudantes de Letras podem agora alcançar o sonhado posto numa redação de jornal?
Longe do burburinho dos blogues e do Twitter, pois dessas fontes me afastei durante os últimos dias, estive a pensar acerca do futuro dos cursos de jornalismo e sobre quais seriam os primeiros profissionais que poderiam substituir os dessa área.
A exigência do diploma já é ignorada há tempos pela imprensa privada e, ultimamente, raros postos tendo a graduação como requisito aparecem em concursos públicos. A falta de obrigatoriedade do curso terá como consequência a desvalorização dessa formação nas universidades, tornando-a mais barata nas faculdades pagas e menos concorrida em universidades públicas.
Perde muito o recém-formado jornalista, mais ainda os que estudam agora. Ganha muito todo aquele que domina a arte da redação e um assunto específico, pois não se explora tudo ao mesmo tempo sem ser medíocre em alguma coisa : economia, política, arte, esportes.
Estará o leitor estudante de Letras interessadíssimo nessa novidade, já arquitetando sonhos grandiosos, e, talvez, já até abandonou essa postagem para escrever sua primeira crítica para um tradicional jornal da cidade. Você, amante da língua, que continuou a ler, receberá uma péssima notícia: suas chances de publicar em um jornal aumentaram de modo insignificante, podem até ter diminuído, na verdade, perante a ampla concorrência que agora assola tão célebre posto de trabalho.
Deves imaginar que, por ser um bom aluno duma universidade renomada, tens também um passaporte para qualquer redação consciente o bastante para reconhecer o seu talento magnífico. Não caia nesse engano. O estudante de Letras já entra na universidade com um destino que o levará por caminhos tortuosos. Sua trajetória acadêmica já começa mal: dados do maior vestibular do Brasil, FUVEST, apontam que as melhores dissertações são dos ingressantes dos cursos de Medicina e Direito.
Um aprendiz da arte da escrita terá, em média, de 3 a 4 anos para concluir o seu curso, enquanto os futuros médicos e estudantes da lei viverão enfurnados nas bibliotecas por uma metade de década, no mínimo. Mesmo que o estudo em uma faculdade de Letras seja direcionado ao conhecimento da norma culta da língua e do ofício do bem escrever – ou análise do último – outras áreas criam profissionais que adquirem, numa espécie de osmose, a habilidade da expressão escrita. Em outras palavras: tem uma porção de gente que é capaz de desenvolver textos melhores que qualquer presunçoso estudante de Letras.
Ademais, devemos destacar a perversa adequação da faculdade ao mercado. Em um curso regular, um estudante de Letras terá mais contato com uma língua estrangeira, quase sempre o inglês, em detrimento de estudos e pesquisas relacionadas a Literatura Brasileira ou Portuguesa. Se és um universitário, compare a quantidade de aulas de literatura com o número daquelas relacionadas ao idioma estrangeiro que foi escolhido na sua graduação.
E qual é a consequência disso? É nos estudos literários que um aluno conhecerá modelos ideais de escrita e é no conhecimento dos períodos literários e suas peculiaridades que deslumbrará os horizontes da crítica. Se uma graduação despreza estes aspectos, está destinada ao fracasso de criar um profissional sem visão crítica de habilidade medíocre para a redação. E o que uma pessoa dessas fará num jornal?
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by Thiago Bomfim
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Nossos moldes educacionais ainda funcionam ?
Todo mundo sabe do meu melindre quando se fala em modernização da educação, em especial quando direcionam a culpa de todos os males para o professor: o lado mais fraco desse cabo de guerra do sistema educacional.
Mas, admito, esse vídeo me amplia o horizonte sobre o perfil dos nossos educandos e as verdadeiras necessidades de uma escola para o futuro.
A tradução é do Volney Faustini e o upload do Thiago Medanha.






