Ensaio Sobre a Cegueira – José Saramago e Fernado Meirelles

Sempre fui um cético em relação ao poder de descrição que está na imagem versus ao que a mente é capaz de desenhar. Acredito que a imaginação tem um poder muito maior.

Em Cegueira, o filme, Fernando Meirelles conseguiu me plantar curiosidade ainda no trailer. Sou capaz de afirmar que, neste caso, a imagem complementa a história. É emocionante ver que o cinema reproduzirá, sem asco, cenas que já machucam só de se imaginar.

Pelo que notei, Fernando ainda prefere buscar a sua inspiração em meio ao caos. Como em Cidade de Deus, a adaptação escolhe focalizar o pior lado das pessoas em abundância, e o melhor delas em exceção. E sabe que isso pode estar muito próximo da realidade?

Não assisti o filme, até porque ele só sai na primavera desse ano, e não sei quando vai começar a passar para as bandas de cá. Tirei essas conclusões baseadas no livro de José Saramago.

Em Ensaio Sobre a Cegueira, o livro, José Saramago retrata o caos de maneira fria. Descreve o caráter tendencioso da humanidade, que como todos os grandes livros, levam o homem à categoria bestial. Personagens não têm nome, somente adjetivos que não os deixam perdidos na narração.

O livro descreve as pessoas no seu pior estado em oposição ao melhor que elas conseguem ser no extremo da falta de recursos.  E em um desfecho pertubador, tudo parece se resolver com mágica, ou não se resolve, alivia-se.

Depois da leitura e trailer, me resta esperar pelo filme nas salas de cinema daqui de São Paulo.

Dê uma olhada na prévia abaixo e não deixe de ler o livro.

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